Apesar da urgência em se encontrar soluções viáveis para os problemas econômicos, sociais e ambientais que derivam do uso dos recursos pesqueiros, há de se considerar que não há uma resposta simples e única para a questão sobre o arranjo institucional mais adequado que integre todas as diferentes necessidades, demandas e interesses dentro do setor.
Além de reconhecer que o envolvimento dos grupos de usuários no gerenciamento dos recursos naturais aumenta as chances de sucesso de um sistema de manejo, é preciso considerar que criar um papel para os grupos de usuários no processo de gerenciamento destes recursos, não é uma tarefa fácil.
O êxito das iniciativas de descentralização e co-gestão das tarefas de manejo e da divisão de responsabilidades depende da disposição, da capacidade e do preparo do governo e das organizações locais para lidar com estes tipos de sistemas. Muitas das oportunidades e dos limites encontrados por estes sistemas vão aparecer ao longo do processo e o arranjo institucional estabelecido deve ser flexível e adaptável para atender essas demandas.
Um sistema de co-manejo é um processo guiado por um conjunto de princípios institucionais, mas não é apenas sobre regras, é também um processo de oportunidades e de criação social.
Na visão dos pescadores e mediadores entrevistados, o governo do PDSA criou novas oportunidades de participação, embora a falta de preparo deles próprios tenha limitado esse processo, o que sustenta a afirmação de que o fortalecimento e a formação organizacional dos grupos que serão envolvidos é uma condição chave para o sucesso de um sistema participativo.
Para implantação de sistemas de co-manejo é necessário garantir a criação de estruturas e mecanismos que assegurem o “entendimento” e que sejam propícios para quebra das barreiras de comunicação, de confiança e de aprendizado mútuo.
É preciso considerar ainda que, geralmente, o tempo político para implementar ações e projetos alternativos aos convencionais não coincide com o tempo que os sistemas envolvidos (sociais, econômicos, culturais e ambientais) levam para responder a estas mudanças, a ponto de serem feitos os reajustes necessários.
Os arranjos de manejo desenvolvidos para a pesca na Amazônia devem ser flexíveis em sua natureza, refletindo por um lado, uma consciência de que os sistemas aquáticos da região, ainda não são suficientemente conhecidos e por outro, a capacidade de fazer ajustes locais de acordo com as diferentes realidades sócio- econômicas e ambientais encontradas nesta região.
A legitimidade de um sistema de gestão de recursos naturais não é uma conseqüência natural da descentralização e da participação, ela deve ser criada através de um processo contínuo de envolvimento e fortalecimento dos grupos chamados a participar; e a viabilização desse processo só é possível se houver vontade política, do governo e dos demais grupos envolvidos.
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