• Sonuç bulunamadı

İhlaslı ve Sadık Dost Meclislerine İştirak Etme

II. Konunun Amacı, Önemi, ve Özgün Değeri

3.2. İhvân-ı Safâ’ya Göre Nefsin Arınma Ritüelleri

3.2.4. İhlaslı ve Sadık Dost Meclislerine İştirak Etme

Para Alves (2009) no Brasil, a EAD surge no início do século XX.

A EAD no Brasil é marcada por uma trajetória de sucessos, não obstante a existência de alguns momentos de estagnação provocados por ausência de políticas públicas para o setor. Em mais de cem anos, excelentes programas foram criados e, graças à existência deles, fortes contribuições foram dadas ao setor para que se democratizasse a educação de qualidade, atendendo, principalmente, cidadãos fora das regiões mais favorecidas (ALVES, 2009, p.9).

No início, o ensino era por correspondência, os materiais didáticos eram enviados pelo correio e usavam principalmente as ferrovias para o transporte (ALVES, 2009, p.9). Com a revolução do rádio em 1923 o panorama da EAD começa a mudar.

Para Saraiva (1996, p.12), o início da EAD situa-se na década de 1920, com a inserção de trechos da programação dedicados à radiodifusão da Cultura, com a finalidade de ampliar o acesso à Educação na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, de Roquete Pinto. Alves (2009, p.9) afirma que: a principal função da emissora era possibilitar a Educação popular, por meio de um então moderno sistema de difusão em curso no Brasil e no mundo.

Os cursos oferecidos nesta época eram todos voltados para pessoas que estavam em busca de empregos. Como afirma Alves (2009, p.9) especialmente nos setores de comércio e serviços.

O rádio foi o segundo meio para a transmissão do conhecimento em EAD.

A educação via rádio foi, desta maneira, o segundo meio de transmissão a distância do saber, sendo apenas precedida pela correspondência. Inúmeros programas, especialmente os privados, foram sendo implantados a partir da criação, em 1937, do Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação (ALVES, 2009, p.9).

Para Avena (2011), posteriormente, algumas experiências feitas pela Marinha e pelo Exército levam à criação do Instituto Rádio Monitor, em 1939, bem como Instituto Universal Brasileiro, fundado em 1941 e que continuam em funcionamento até hoje. Como complementa Alves as duas entidades definiram públicos certos e

capacitaram brasileiros para o mercado de trabalho, no segmento da Educação profissional básica (ALVES, 2009, P. 11).

Em 1969, devido à revolução, o sistema de censura praticamente liquidou a rádio educativa brasileira (ALVES, 2009, p.10).

A partir da década de 1970 iniciam no cenário da EAD novas experiências na transmissão do saber a distância: as tevês educativas.

A estes, se seguiram outras iniciativas tais como o Projeto Minerva, na década de 1970, as tevês educativas, como a Fundação Padre Anchieta, em São Paulo, e a Fundação Educacional Pe. Landel de Moura. Um marco importante foi o Telecurso 2º grau em 1978, e outros que o seguiram. Compostos de programas televisivos, com produção bem cuidada e com o apoio dos fascículos impressos vendidos em banca de jornais, visavam preparar o “telealuno” para exames supletivos oficiais. Esses contavam com a parceria entre a Fundação Padre Anchieta (TV Cultura/SP) e da Rede Globo de Televisão (AVENA, 2011, p. 53).

Para Alves (2009, p.10), a televisão para fins educativos foi usada de maneira positiva em sua fase inicial. O Ministério das Comunicações baixava portaria definindo o tempo obrigatório e gratuito que as emissoras comerciais deveriam ceder à transmissão de programas educativos.

No início da década de 1990, as emissoras ficaram desobrigadas de ceder horários diários para transmissão dos programas educacionais, significando um retrocesso (ALVES, 2009, p.10).

O sucesso da criação da Open University, da Inglaterra, repercutiu em todo mundo. O Brasil não ficou a margem dessa discussão (ALVES, 2009, p. 12). Novas perspectivas aparecem no século XXI, cria-se a Universidade Aberta Brasileira.

Já no século XXI, em 2005, foi criada a Universidade Aberta Brasileira – UAB, modalidade de Educação Superior a Distância, que agrega diversos cursos oferecidos por universidades parceiras e alguns consórcios. Na mesma perspectiva, foi criado o consórcio das universidades do Centro- Oeste, a Universidade Virtual de Brasília e a iniciativa já consolidada da universidade de Santa Catarina (AVENA, 2011, p. 53).

A base legal para a modalidade de EAD foi estabelecida pela Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB) (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996), regulamentada pelos Decretos 5.622, de 19/12/05, n. 5.773, de 09/05/06, e 6.303 de 12/12/07 (AVENA apud BRASIL, 1996). Para Alves (2009, p. 21), a Lei Darcy Ribeiro, finalmente foi responsável por um novo status da EAD.

Segundo o Anuário Estatístico de Educação a Distância da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), com o apoio do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Monitor, cerca de 2,5 milhões de brasileiros estão matriculados em algum nível desta modalidade de Educação. (ANUÁRIO, 2008, p. 23)

De acordo com Alves apud Nunes (2011), a Educação a Distância constitui um recurso de incalculável importância para atender grandes contingentes de alunos [...] sem riscos de reduzir a qualidade dos serviços oferecidos. Além do mais, o Decreto da Casa Civil de nº 7.480 de 16 de maio de 2011, no artigo 11 pede que se fomente a utilização de ferramentas de ensino a distância (BRASIL, 2011).

Tendo como base o Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), ao considerar a modalidade de ensino na distribuição do número de matrículas por grau acadêmico, observa-se, que em 2011 [...] a Educação a Distância, por sua vez, soma 429.549 matrículas de licenciatura, 299.408 de bacharelado e 263.970 em Cursos Superiores de Tecnologia (CST). Os percentuais representativos desses dados são apresentados no Gráfico 1.

Gráfico 1 - Distribuição do Número de Matrículas de Graduação por Grau Acadêmico e Modalidade de Ensino.

Fonte: MEC/INEP (2013)

O Gráfico 2, ilustra a tendência de crescimento observada para as matrículas dos CST presenciais e a distância ao longo do período.

Gráfico 2 - Evolução do Número de Matrículas em Cursos Superiores de Tecnologia por Modalidade de Ensino.

Fonte: MEC/INEP (2012)

Os dados coletados pelo INEP em 2010, permitem, considerar sob nova ótica, o valor da tecnologia e dos meios aplicados na EAD. Amaral e Colombo (2010) afirmam que: a era da tecnologia digital, da interação e comunicação, a partir de qualquer lugar e a qualquer hora, tem fomentado ações no âmbito educacional de todos os níveis.

Desta afirmação deriva a indicação de que a Educação a Distância pode fazer uso de várias tecnologias: material on-line, rádio, televisão, videoconferência e a IPTV como um ambiente virtual de aprendizagem que se destina a investigação deste trabalho.

Benzer Belgeler