No ano de 2004, a comunidade do seminário teológico iniciou suas atividades formativas no dia 01 de fevereiro, reunindo 49 formandos, sendo que 6 eram diáconos e 43 eram seminaristas. Três seminaristas deixaram o estabelecimento ao longo do ano, por iniciativa própria. O primeiro semestre encerrou-se no dia 27/06, com uma solene celebração eucarística.
As assembléias comunitárias que são realizadas no seminário teológico são dispositivos importantes no funcionamento institucional. Para sua preparação, os grupos de seminaristas se reúnem por dioceses e elaboram uma lista de pontos positivos, negativos e sugestões quanto às dimensões comunitária, espiritual, acadêmica e litúrgica da vida no seminário teológico. Os formandos usualmente não apreciam as assembléias, que estão longe do que o nome parece indicar. Não se trata de modo algum da reunião de um grupo de sujeitos dotados de igualdade de direitos com poder soberano para avaliar, decidir e implementar uma vida e organização institucional baseada em seus próprios critérios. Apesar da denominação de “assembléia”, esse evento pode ser considerado uma concessão estratégica aos ares democráticos da atualidade, dentro do assim vagamente chamado “método participativo” proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (1995, p. 54). Trata-se de um elemento da Pedagogia Nova (COTRIM, 1993; LIBANEO, 1994) aplicado à formação sacerdotal, uma forma de participação controlada. Os teólogos se aborrecem nessas assembléias; apáticos, desejam que elas sejam o mais breves possíveis, pois reclamam que não resolvem nada de importante e tomam toda uma tarde, gastando muito tempo inutilmente. Desejariam inclusive que elas acabassem ou que acontecessem o menor número de vezes possível.
Numa conversa pessoal, inclusive o padre diretor de estudos verbalizou sua descrença em assembléias: “Levo muitos anos como formador e como padre participando de assembléias de seminaristas e do clero. Elas não levam a nada. Seria melhor cada um fazer sua avaliação por escrito, assim a gente não perderia tanto tempo durante o ano com tantas reuniões. Depois da assembléia, tudo continua igual.” Comentamos na ocasião que talvez nada mudasse porque as pessoas não se escutavam durante as assembléias.
Desde logo, não se trata de um evento realmente democrático e efetivamente participativo, já que os seminaristas sabem muito bem dentro de quais parâmetros devem permanecer: é preciso não tocar em temas fundamentais e nevrálgicos, há temas “tabus” que são cuidadosamente evitados, para não provocar a equipe de formadores e assim evitar sua ira e possíveis represálias. Temas tais como as relações de poder entre padres formadores e seminaristas, celibato, formas de organização político-pedagógicas da instituição seminário estão tacitamente prescritos da pauta e seria considerado inadequado aludir a eles. “Na Igreja, quem tem cabeça obedece, quem tem mitra5, manda”, comentam os sábios estudantes de teologia. Na verdade, parece que os padres formadores tratam os seminaristas teólogos tal como o clero trata os leigos na vida eclesial: seminaristas/leigos devem obedecer à hierarquia eclesiástica. Aí se explicita a contraposição eclesial clero versus laicato, acentuando o poder e a superioridade dos padres com relação aos leigos. Através de dois relatos das assembléias da comunidade é possível ter uma idéia da dinâmica institucional. Tais eventos são interessantes analisadores tanto pelo que se ventila neles quanto pelas suas lacunas. Vejamos o relato da 1.ª assembléia do seminário no ano de 2004:
Às 14:00h do dia 03 de fevereiro de 2004, nas dependências do instituto teológico, realizou-se a 1.ª assembléia de avaliação e organização da caminhada deste Instituto. Após oração e cantos o reitor deste instituto pediu que todos os seminaristas do primeiro ano se apresentassem e
5 Insígnia que os bispos, arcebispos e cardeais usam na cabeça em solenidades pontificais, representando o poder
falassem sobre suas expectativas, dando-lhes boas vindas. Depois convidou os seis neodiáconos a se apresentarem e partilharem algumas de suas experiências na vivência de suas recentes ordenações. Após a colocação de cada um dos diáconos, foi delegada a eles, pelo reitor, a função de atender aos pobres que pedem auxílio neste instituto nos horários das refeições. Depois disto foi feita a leitura da ata da 5.ª assembléia de 2003. Tomando a palavra, o reitor recordou a presença da psicóloga, que deverá prestar 6 horas de atendimento semanal durante este semestre. Ressaltou o sigilo do atendimento, alegando que em hipótese alguma será pedido qualquer tipo de parecer baseado nesses encontros. Foi cogitada também a possibilidade de serem organizados trabalhos em grupo com a psicóloga, além do atendimento personalizado. O psicólogo Sílvio José Benelli também foi apresentado para a comunidade. O padre reitor explicou que ele estava fazendo uma pesquisa no seminário e que ia nos visitar com freqüência semanal, participando das atividades da casa como observador. Em seguida foi apresentado o calendário de atividades para o primeiro semestre do ano de 2004, ficando já definida a data e o pregador do retiro anual dos seminaristas. O retiro ocorrerá entre os dias 30/04 e 03/05. O pregador do retiro será o Frei Patrício. A sugestão de se celebrar a ceia judaica na data em que os judeus a comemoram foi refutada, pois esta se chocaria com a quaresma. Um seminarista comentou a dificuldade da equipe em organizar a ceia na quarta-feira, após o feriado prolongado da Semana Santa e Tiradentes, contudo, não havendo outras possibilidades esta ficou confirmada para o dia 23/04. Seguiu-se então o planejamento da convivência nos dias 08 e 09 de fevereiro. Os seminaristas da diocese de “X” pediram dispensa nas atividades no sábado, a fim de poderem estar presentes no aniversário do seu Bispo, contudo, a dispensa não ocorreu. Ao contrário, surgiu a idéia de todos os seminaristas viajarem para “X”, a fim de participar das comemorações de aniversário do Bispo Diocesano, ficando a possibilidade de ali ocorrer a convivência. Como é de costume na primeira assembléia de cada ano, foram redistribuídos os diferentes trabalhos e funções dos seminaristas no ano seguinte, conforme colocado na lista os itens que se seguem: Limpeza: capela, ala S. Luís Gonzaga, ala D. Hélder, corredores e banheiros, ala Frei Galvão, limpeza das calçadas e da rua, ala S. José, ala S. Francisco, quartos de hóspedes, refeitório, salas de aula, sala de computadores, salas de televisão e anfiteatro, biblioteca, jardins, frente da casa, grama, horta, pátios internos; Serviços Diversos: escolher arroz e feijão, motoristas encarregados das compras da comunidade, correio, mural do seminário, secretário da casa, telefone; Serviços Extras: atendimento dos pobres, esportes, farmácia, guardião encarregado das chaves e luzes, sineteiros (encarregados de despertar a comunidade) para as alas S. Luís Gonzaga, D. Hélder, Frei Galvão, S. José, S. Francisco, sineteiro geral, auxiliar da biblioteca. Devido à ausência de pessoal habilitado a equipe de serviço geral de manutenção e reparos, conhecida como DOPA, não será composta neste semestre, ficando sua função a cargo do caseiro. Continuando a avaliação dos aspectos comunitários, o reitor pediu mais cuidado e pontualidade nos serviços de atendimento. Devido à grande dificuldade de se receber pontualmente o pagamento dos telefonemas executados pelos seminaristas, o telefone da recepção estará bloqueado para ligações externas, ficando para este uso disponível somente o telefone público, situado próximo à escadaria da ala São José. Depois de seguidas tentativas de assalto foi instalado um sistema de alarme na casa. O alarme será ativado automaticamente pela empresa responsável diariamente, ficando ativado entre meia-noite e 5h30min (exclusive às quartas-feiras, quando deverá ser desativado às 5:00h devido ao grupo que se dedica à
oração contemplativa). O reitor fez questão de ressaltar que assim a casa estará protegida, favorecendo-se também uma maior disciplina entre os seminaristas. Alguns seminaristas ficaram responsabilizados em facilitar a administração do sistema de alarme, recebendo senhas que possibilitam ativar ou desativar o alarme em suas respectivas alas em caso de emergência, nas alas D. Hélder, S. Luís Gonzaga, S. José e Madre Tereza. O reitor pediu ainda que todos os seminaristas procurassem controlar suas saídas, planejando assim melhor a vida acadêmica e comunitária, e que registrassem sempre suas saídas no quadro próximo à portaria. Lembrou que a dispensa para as atividades pastorais deverá ocorrer apenas após o almoço da sexta-feira, a fim de serem respeitadas as atividades do seminário. A dispensa para casos específicos poderá ocorrer somente mediante pedido do próprio Bispo responsável por este seminarista. Para o serviço da casa e transporte dos seminaristas fica disponível exclusivamente a perua Kombi; outros carros não serão cedidos. Pediu atenção ao novo modo de funcionamento da lavanderia, que agora fica fechada aos seminaristas, os quais devem anotar a quantidade e qualidade das roupas entregues em cada semana, para ser conferida pelas lavadeiras no ato da entrega e do recebimento das roupas, evitando assim o risco de roupas extraviadas. Com relação às reclamações de móveis inadequados ou ausentes, disse que seriam checados num prazo de 15 dias, contando para isso com a ajuda do diácono Fulano. O padre reitor falou ainda dos diferentes compromissos dos formadores, pedindo compreensão no caso de eventuais ausências. Atendendo a pedidos, permitiu a exibição semanal de filmes para a comunidade no anfiteatro reformado, ficando um seminarista responsável pela locação e exibição dos filmes, sempre nas noites de terça- feira. Encerradas as considerações sobre a dimensão comunitária e administrativa, deu-se início à avaliação e planejamento da vida espiritual do seminário. Tomando a palavra o padre diretor espiritual da casa, ressaltou a importância da predisposição de cada um para a participação satisfatória nos momentos de oração comunitária. Pediu que cada comunidade diocesana definisse rapidamente seu representante na equipe central de liturgia, e ressaltou o papel importante das comunidades diocesanas na elaboração das Vigílias Eucarísticas, que são um dos pontos altos da espiritualidade no seminário. As equipes responsáveis pelas liturgias diárias foram estimuladas a organizarem as celebrações com antecedência. Quanto à sugestão de pôr em prática um laboratório litúrgico, comentou que este deverá ser pensado na forma de oficinas por turmas. Para o encontro da OSIB as dioceses deverão apresentar seus candidatos para que um seja escolhido para representar os seminaristas neste encontro. Durante a quaresma será celebrada a Via Sacra, sempre às quintas-feiras às 17h30min, ficando os alunos de cada turma responsabilizados pela organização em cada semana. A ordem das turmas será decidida por sorteio. Todos os seminaristas foram convidados a participar do grupo de oração contemplativa, às quartas-feiras às 5:00h, e da equipe que promove visitas semanais e a confraternização anual com as crianças da APAE. O padre diretor espiritual da casa ressaltou ainda a importância da escolha de um diretor espiritual adequado e em conformidade com as exigências de cada diocese e anunciou que procurará chamar todos os seminaristas para uma curta conversa individual logo no início do semestre, mas que estará à disposição para atender a todos quando necessário. O seminarista Z pediu que os seminaristas das dioceses de K e Y se unissem na elaboração da Vigília Eucarística neste semestre, devido à escassez de seminaristas destas dioceses. Tal pedido foi aprovado. O seminarista W fez um apelo pela formação de novas equipes de música para a animação das Missas. O
diretor de estudos lembrou que aguardamos a expedição da portaria que indicará a comissão visitadora do MEC, para fins de reconhecimento do curso junto a este órgão. Falou da dificuldade em se conjugar a formação comunitária, acadêmica e espiritual no mesmo espaço físico e pediu uma reunião para a sexta-feira, dia 8 de fevereiro, para discutir temas acadêmicos. Por fim, o diretor espiritual fez a oração e a bênção final, encerrando a assembléia.
Vejamos o relato da 5.ª assembléia de 2004 do seminário teológico:
Às 14:00h do dia 20 de novembro de 2004, nas dependências do seminário teológico, realizou-se a 5.ª assembléia de avaliação e organização da caminhada deste Instituto. Estimulados por cantos e orações iniciamos a nossa assembléia. Os alunos do quarto ano, representando toda nossa comunidade prestaram homenagem aos funcionários e funcionárias que possibilitaram mais um ano de convivência e trabalho, com um canto e a entrega de lembranças em sinal de nosso agradecimento. Em seguida, foram expostos os pontos tomados como positivos e negativos nestes últimos dois meses de caminhada. Foram apontados como pontos positivos: instalação das caixas de correio; troca das toalhas de mesa do refeitório; interesse do Reitor em atender os seminaristas; esforço dos seminaristas A e B na horta do seminário; limpeza das alas e extermínio dos cupins; limpeza do coro da igreja grande do seminário; coleta seletiva do lixo; pequenas reformas na casa; reforma dos móveis; a convivência da comunidade; apoio na viagem dos alunos do 3.° ano para L; acolhida do novo reitor. Os pontos negativos foram: cortes de alguns itens na alimentação; falta de informação em relação à reciclagem do lixo; baixa qualidade e má preparação dos alimentos; som muito alto na igreja grande do seminário nas noites de quinta-feira; falta de lanche nos domingos à noite; as sobremesas do almoço são postas ainda muito quentes na mesa; prolongamento das seções de aviso no teatro; sala dos computadores muito desorganizada, computadores sujos; internet muito lenta e com constantes quedas; falta de carne vermelha e excesso de carne branca no cardápio; não há mais lasanhas na quinta-feira; não esclarecimento do balancete mensal; as decisões da casa não são mais discutidas, ex: mudanças no cardápio; retirada do iogurte, da mortadela, frutas, mamão...; a fiscalização do trabalho e as decisões arbitrárias contribuem para infantilizar a casa; água sanitária em excesso na roupa; interferência do padre fulano (professor do curso de teologia) no clima da casa. Além disso, foram feitas algumas sugestões à comunidade: procurar maior diversidade de opções na alimentação; participação mais direta dos formandos nas decisões da casa; retorno das seções de aviso na capela; mais frutas no almoço; mais frutas no café da manhã; apresentar calendário do seminário antes do fim do ano; que as seções de aviso passem a ser quinzenais; rever o cardápio, dado que o custo ficou maior e em decorrência disto diminui-se a quantidade e a qualidade. Estudar se convém manter este cardápio ou se é melhor reduzir os gastos em outra área. Tomando a palavra, o reitor deste instituto começou a comentar os pontos tidos como negativos pelos seminaristas, explicando que as modificações na dieta semanal se deram sem consulta da comunidade porque era necessário conter alguns gastos, e que será feito o máximo esforço para que a qualidade da alimentação seja a melhor possível. Tentará incluir mais carne vermelha no
cardápio e lasanha será servida a cada 15 dias. A equipe de compras lembrou que o problema com a falta de lanches ocorreu apenas uma vez e não deverá se repetir. O reitor comprometeu-se também em falar com o padre responsável pelos cultos da igreja grande do seminário sobre o som alto durante as reuniões do grupo de oração. Falará também com as cozinheiras para que preparem as sobremesas com antecipação, evitando colocá-las quentes à mesa. O responsável pela Internet explicou que a lentidão da conexão talvez se dê devido a mudanças na estrutura da empresa provedora. Esclareceu que já foram tomadas as medidas cabíveis, e que o processo em andamento está sendo documentado e estará à disposição da comunidade em breve. O seminarista Y pediu a colaboração dos usuários do laboratório de informática na manutenção deste, mantendo os equipamentos cobertos com as respectivas capas, as mesas e cadeiras em ordem, evitando deixar papéis jogados ou levar alimentos e bebidas a este recinto. O reitor determinou que cada comunidade diocesana deve zelar por seus próprios equipamentos de informática, mantendo-os protegidos e limpos. Em relação à exposição dos balancetes aos seminaristas, o padre reitor disse que normalmente estes só seriam expostos depois que todas as dioceses tivessem pagado suas mensalidades, a fim de evitar constrangimentos. Quanto às decisões que são tomadas sem consulta da comunidade e à observação do trabalho, o padre reitor esclareceu que não se trata de autoritarismo. As circunstâncias financeiras da casa exigiam que algumas decisões, como o corte de gastos com coisas que não eram de tanta necessidade, fossem tomadas e pediu a compreensão da comunidade para o problema. No que diz respeito ao trabalho semanal, disse que não se trata de uma arbitrariedade, mas sim do seu dever como formador. Quanto à reclamação de roupas mal lavadas, irá alertar as funcionárias da lavanderia. Disse também que iria conversar com o padre fulano (professor do curso de teologia) sobre sua postura na comunidade. Quanto à sugestão de se rever o cardápio semanal da comunidade, alguns seminaristas explicaram que a utilização de ingredientes mais caros como palmito e filé de peixe talvez tenham aumentado as despesas mensais com alimentação. O padre reitor aceitou a proposta de rever o cardápio. Sobre as sessões de recados nas segundas-feiras, estas devem continuar ocorrendo no anfiteatro, contando com o máximo esforço da comunidade em torná-las mais objetivas quando possível, dado que, segundo o padre reitor, temos tempo de sobra entre a missa e o jantar. Em seguida foram expostas as observações pertinentes à vida comunitária deste Instituto, a saber os pontos positivos: celebração penitencial e confissão; serviço prestado pelos diáconos na Liturgia; missas com a comunidade da Paróquia X; tarde de espiritualidade no mosteiro; adorações ao Santíssimo Sacramento bem preparadas; disponibilidade do padre diretor espiritual em atender os seminaristas; possibilidade de um padre jesuíta vir pregar o retiro. Os pontos negativos apresentados foram: missas longas; uso incorreto da liturgia das horas; omissão da introdução das Vésperas (Vinde...); pressa para sair da capela no término da missa. Também foram feitas algumas sugestões: pelo menos uma vez por mês celebrar fora do seminário; que os leitores estudem as leituras previamente para evitarem equívocos; valorizar a oração das vésperas; fazer reunião de preparação com os novos acólitos; que alunos do quarto ano que não são diáconos também possam fazer homilias. Tomando a palavra, o padre diretor espiritual deste Instituto quis em primeiro lugar ressaltar a importância da presença de seis seminaristas que visitam semanalmente a APAE como voluntários evangelizadores, e fez um apelo para que tal trabalho continue acontecendo no próximo ano. Disse que os padres que celebram a missa cotidiana tentarão atender o apelo da comunidade, sendo
ainda mais objetivos em seus comentários. Disse que é de certa forma normal que haja alguns equívocos na Liturgia das Horas, pois estamos em tempo de aprendizagem, contudo sempre serão necessários esforço e dedicação de todos os seminaristas. Lembrou que também os próprios seminaristas podem ajudar os irmãos a aperfeiçoar-se neste sentido. Quanto à questão se devemos ou não esperar o término do canto final para retirarmo-nos da capela, disse que esta é uma decisão da comunidade, mas não custa esperar um pouco. A sugestão de fazermos mais missas fora do seminário deverá ser discutida no próximo ano, assim como a reunião para a orientação dos novos acólitos. A respeito da homilia dos alunos do quarto ano, lembrou que oficialmente o dever é do clero. Pediu, contudo, que os alunos do quarto ano de 2004 pensassem no assunto. Em seguida foi discutido o planejamento comunitário para 2005, que após algumas correções ficou conforme o modelo que segue anexo a esta ata. Foi pedido ao secretário que anotasse os pedidos de reparos e compras que, se possível, seriam realizados durante as férias. O Diretor espiritual conduziu a oração final e a bênção, e assim encerramos nossa assembléia.
Um dos prováveis efeitos de anos realizando assembléias praticamente inúteis talvez seja a produção da descrença generalizada nos seminaristas teólogos (futuros padres) quanto à possível utilidade e eficácia desse valioso instrumento democrático de construção da vida social, política e inclusive eclesial. Assembléias repetidas e esvaziadas de um caráter