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2.4. Mekanik Alaşımlama (Bilyeli Öğütme) Teknikleri

2.4.2. Öğütme Parametreleri

2.4.2.9. İşlem Kontrol Kimyasalları

O questionário foi implementado pela empresa Ilumeo na plataforma Qualtrics sendo composto de dezoito cenários, contendo cinco conjuntos, cada um com alternativas distintas de investimento, descritas por meio dos fatores e seus respectivos níveis.

Os conjuntos de alternativas foram compostos por meio de programação feita no software Qualtrics que combinou de forma randomizada os níveis de cada um dos atributos. O quadro a seguir apresenta um exemplo de estímulo gerado pela programação.

Opção 1 Opção 2 Opção 3 Opção 4 Opção 5 Opção 6

Rentabilidade nominal no

ano anterior 10% a.a. 6% a.a. 10% a.a. 2% a.a. 18% a.a.

Não considero as opções suficientemente atrativas, prefiro não realizar o investimento Pior rentabilidade em um mês no último ano anterior

0,0% a.m. 0,0% a.m. -1% a.m. -4% a.m. -2% a.m.

Liquidez seguinte No dia seguinte No dia seguinte No dia Em 90 dias Em 30 dias Taxa de

Administração

(% ao ano) 3,00% a.a. 1,50% a.a. 1,00% a.a. 3,00% a.a. 2,50% a.a. Recomendado

pelo gerente Recomendado recomendado Recomendado Indiferente Não recomendado Não Quadro 5.3 - Exemplo Atributos e Níveis do Questionário

Para cada conjunto os respondentes tiveram de escolher a opção que consideravam a melhor ou, alternativamente, puderam escolher a opção nenhuma das alternativas oferecidas. Sendo assim, os respondentes foram submetidos a um processo de escolha similar aquele com que se deparam quando precisam decidir por um produto de investimento. Para cada conjunto, os respondentes deveriam escolher uma alternativa ou mesmo a opção de se abster da escolha e, na sequencia, eram apresentados ao próximo conjunto.

O questionário contou, ainda, com três cenários de holdouts, além dos quinze gerados de forma aleatória para cada respondente, de forma a evitar o efeito ordem de apresentação (Hair et al., 2009).

Para capturar os efeitos da percepção de risco, dois grupos de 150 respondentes foram submetidos a contextos de decisão distintos (enquadramento) e um terceiro, também de 150 indivíduos, respondeu ao questionário sem apresentação prévia a qualquer cenário. Os respondentes foram selecionados dentre o painel de consumidores da empresa de pesquisa de campo Ilumeo e deveriam ter mais de 21 anos, ter feito investimentos financeiros nos últimos 12 meses e ser responsável por suas decisões de investimento, mesmo que conte com um profissional para auxiliá-lo.

Para um grupo foi apresentado um contexto econômico considerado positivo em que os principais indicadores econômico-financeiros são positivos e avalizam a formação de expectativas animadoras que amenizam a percepção do risco envolvida na decisão

Já o outro grupo foi apresentado a um cenário considerado adverso, no qual se espera que os respondentes tenham sua percepção de risco acentuada e se tornem mais avessos às possibilidades de perda.

Para a formação dos cenários utilizou-se as estimativas capturadas pelo Banco Central do Brasil (BCB) em seu relatório Focus (2015), publicação semanal veiculada pelo BCB que compila as previsões de economistas do mercado financeiro sobre uma série de indicadores macroeconômicos. No caso, a edição que subsidiou este estudo é de 02 de janeiro de 2015 e as estimativas utilizadas são as medianas do agregado do mercado nesta data para o ano de 2015. Deste relatório foram selecionados os seguintes indicadores:

 Inflação (medida pelo IPCA) = 6,56% a.a.

 Taxa de câmbio para o final do ano = R$ 2,80/ US$  Taxa Selic média para o ano = 12,47%

 PIB (crescimento) = 1,04%

Para induzir as expectativas e reforçar a disparidade entre os cenários que permita incutir mudanças de percepção entre os grupos que acentuem o efeito de aversão ao risco, os indicadores foram calibrados com o intuito de realçar os aspectos bons ou ruins conforme o cenário.

A seguir os textos que informaram aos respondentes os cenários no qual as escolhas foram feitas.

Cenário 1 (positivo)

Após um ano de muita responsabilidade e trabalho intenso, sua empresa lhe pagou um bônus substancial como forma de reconhecimento por ter atingido as metas combinadas no ano anterior. Você não precisa desta importância para fazer frente a despesas e, neste momento, não pretende adquirir bens ou propriedades.

Sendo assim, você precisa tomar uma decisão sobre qual aplicação financeira investir este dinheiro. Considerando o cenário a seguir, qual das opções abaixo você escolheria?

O ano anterior foi muito bom para o Brasil e os principais analistas econômicos esperam que o ano corrente seja ainda melhor. Em relação às expectativas do mercado para este ano, estes analistas estimam que a inflação será reduzida para 4%, abaixo do centro da meta, o Real (R$) se fortalecerá e a taxa de câmbio terminará o ano abaixo de R$ 2 reais por dólar (US$), a taxa de juros cederá abaixo de 9% ao ano e o PIB crescerá cerca de 4,5%, melhor resultado dos últimos anos. Este é um cenário bastante positivo que deve atrair mais investimentos e deve alavancar os níveis de renda e emprego. Cenário 2 (adverso)

Após um ano de muita responsabilidade e trabalho intenso, sua empresa lhe pagou um bônus substancial como forma de reconhecimento por ter atingido as metas combinadas no ano anterior. Você não precisa desta importância para fazer frente a despesas e, neste momento, não pretende adquirir bens ou propriedades.

Sendo assim, você precisa tomar uma decisão sobre qual aplicação financeira investir este dinheiro. Considerando o cenário a seguir, qual das opções abaixo você escolheria?

O ano anterior foi muito ruim para o Brasil e os principais analistas econômicos esperam que o ano corrente seja ainda pior. Em relação às expectativas do mercado para este ano, estes analistas estimam que a inflação se elevará ao patamar de 10 %, mais que o dobro do centro da meta, a taxa de câmbio se

deteriorará e terminará o ano acima de R$ 3 reais por dólar (US$), a taxa de juros subirá até 16% ao ano e o PIB sofrerá uma retração de - 2,5%, pior resultado dos últimos anos. Este é um cenário bastante adverso e deve inibir os investimentos com reflexos negativos nos níveis de renda e emprego.

Vale ressaltar que a frase que introduz tanto o cenário positivo quanto o negativo deixa claro que os recursos a serem investidos são o resultado do trabalho e, portanto, a recompensa por um ano de dedicação e esforço. Desta forma, pretende-se aproximar o ponto de referência a ser adotado para a decisão dos grupos. Segundo a teoria do prospecto (Kahneman & Tversky, 1979) os ganhos e perdas são avaliados em relação a um ponto de referência que é construído durante a fase de edição das informações recolhidas. Adicionalmente, conforme Thaler e Johnson (1991) e Weber e Zuchel (2005), a forma como as pessoas lidam com o dinheiro é sensivelmente afetada pela maneira como obtiveram estes recursos. Neste caso, ao definir que tais recursos foram oriundos de esforço e sacrifício, pretendeu-se uniformizar o comportamento dos respondentes e a percepção do risco envolvida na aplicação dos recursos. O questionário utilizado contou com uma seção específica para identificação do perfil socioeconômico dos respondentes. Estas informações permitem agrupar os respondentes por perfis e verificar as relações existentes entre estes e as utilidades. O questionário possui, ainda, uma seção com perguntas que buscam capturar a percepção do respondente em relação ao seu nível de conhecimento sobre investimentos e uma última seção que pretende identificar como o próprio classifica seu comportamento diante do binômio risco-retorno. As respostas destas últimas seções – nível de conhecimento sobre investimentos e atitude em relação ao risco-retorno – foram utilizadas para segregar, dentro de cada grupo experimental, os indivíduos em subgrupos afins.

Estudos sobre preferência, decisão e aversão a risco e a perda, em geral, consideram todos os respondentes como se estes apresentassem a mesma habilidade cognitiva (Kahneman & Tversky, 1979; 1983; Thaler e Johnson, 1990. Contudo, trabalhos mais recentes têm desvelado diferenças no comportamento de pessoas mais e menos cognitivas. (Kahneman e Frederick, 2002; Shane Frederick, 2005; Alter et al., 2007))

Para cobrir esta lacuna, Shane Frederick (2005) introduziu uma nova escala chamada de cognitive reflection test (CRT). O teste é composto de três perguntas e pretende medir o tipo de habilidade ou processo cognitivo do respondente. Os resultados possíveis são 0, 1, 2 e 3,

ou seja, desde nenhum acerto até todas certas. A ideia subjacente do teste é medir a capacidade cognitiva do respondente em resistir à resposta automática ou intuitiva.

“Não é nova a ideia de que os processos cognitivos podem ser particionados em duas grandes famílias – tradicionalmente chamadas de intuição e razão – que agora estão sendo agregadas sob o conceito teórico de dual-process.” (Kahneman & Frederick, 2002, p. 51).

Como já salientado, o processamento intuitivo é rápido, automático e livre de esforço enquanto o processamento racional é lento, reflexivo, controlado e exige esforço. Stanovich e West (2000) denominaram de Sistema 1 o processo intuitivo e de Sistema 2 o processo racional.

Considerando os Sistemas 1 e 2, a escala CRT pretende medir a capacidade do respondente de resistir à primeira resposta que vem a mente. Ou seja, pessoas com sistema 2 mais aguçado devem descartar a resposta automática do Sistema 1 e dedicar um esforço maior à reflexão. A seguir as perguntas da escala CRT:

(1) Um bastão e uma bola custam R$1,10. O bastão custa R$ 1,00 a mais que a bola. Quanto custa a bola? ________ centavos

(2) Cinco máquinas levam 5 minutos para produzir 5 peças. Quanto tempo levará para 100 máquinas produzirem 100 peças? _________ minutos

(3) Em um lago, há uma parte coberta por lírios. Todo dia esta parte dobra de tamanho. Se levar 48 dias para que os lírios cubram todo o lago, quanto tempo levaria para os lírios cubrissem metade do lago? __________ dias

A proposição é de que os três problemas gerem respostas intuitivas, Sistema 1. Entre todas as possíveis respostas incorretas, as respostas intuitivas postuladas (10, 100 e 24) dominam. Em seu artigo de 2005, Frederick estudou a relação entre preferência por risco e CRT por meio da comparação entre as respostas dos grupos com baixo e alto coeficiente. De acordo com os resultados, mediante apostas que envolviam ganho certo o grupo com alto CRT apresentou maior propensão ao jogo. Contudo, frente a situações que contrapunham perdas às apostas, o grupo considerado mais cognitivo preferiu assumir as perdas às apostas (ao jogo). Estes resultados divergem do prescrito pela teoria do prospecto que advoga que os indivíduos,

frente a situações de perda irremediável, se tornam mais propensos ao risco, preferem o risco. Vale ressaltar que o grupo definido como de baixo CRT apresentou comportamento ajustado à teoria do prospecto.

A aplicação do teste CRT pretende, assim, identificar e segregar os respondentes em grupos conforme seu tipo de habilidade cognitiva (Sistema 1 e Sistema2) e permitir que se mensure e compare as diferenças de preferência em relação ao risco embutido nos estímulos.

O questionário foi desenvolvido e aplicado entre os meses de março e junho de 2015 com respondentes residentes em todos os estados do Brasil e as respostas foram processadas pelo suíte da Sawtooth Software que computou as utilidades dos níveis (part-worths) e a importância relativa dos fatores pesquisados (Orme, 2010).

5.3 Métodos empregados na análise dos dados

Benzer Belgeler