2. GENEL BİLGİLER
2.4. İŞİTME VE FİZYOLOJİSİ
2.4.6. İşitmenin Değerlendirilmesi
2.4.6.4. İşitsel Beyinsapı Cevabı (İBC)
A política pública é tida, pelo senso comum, como um procedimento linear em que fases perfeitamente distintas se sucedem, iniciando-se com a formação, passando pela implementação e finalizando com a avaliação da política. No entanto e conforme se observa no decorrer do capítulo, a política pública se dá por ciclos, e não por fases.
Há autores que consideram que o ciclo é composto por cinco fases, quais sejam: formação da agenda (seleção de prioridades); formulação de políticas (apresentação de soluções ou alternativas); processo de tomada de decisões (escolha de ações); implementação (ou execução das ações) e avaliação (MENY E THOENING, 1992). E há quem entenda que o ciclo é constituído por sete fases (Figura 7): identificação do problema, formação de agenda. formulação de alternativas, tomada de decisão, implementação, avaliação e extinção (SECCHI, 2013). Estuda-se o ciclo de sete fases, conquanto não haja muita diferença entre os modelos, principalmente porque na prática e em razão da complexidade das políticas públicas, raramente ocorre nessa ordem.
Figura 7 - Ciclo de políticas públicas
Fonte: adaptado de Secchi, 2013.
O primeiro momento de uma política pública é a identificação do problema, a qual consiste na verificação do distanciamento do estado atual para o estado ideal, no direito, denominado de “ser” e “dever ser”. Há três questões importantes para tal identificação: a percepção do problema, consistente na verificação intersubjetiva; a delimitação do problema, que se assemelha ao processo de construção do conhecimento; e avaliação de possibilidade de resolução, analisado analogicamente à hipótese na ciência (BARREIRO E FURTADO, 2015). A formação da agenda, segunda fase do ciclo, é “o conjunto de problemas ou temas entendidos como relevantes” (SECCHI, 2013, p. 36), e, a partir daí, surge a terceira fase, a formulação de alternativas, no qual que são estabelecidos métodos, programas, estratégias e ações para a resolução do problema. Ademais, explica Rua (1997, p. 9), a “seleção da alternativa a ser adotada é feita a partir de uma análise abrangente e detalhada de cada alternativa e suas consequências”. Tal formulação “baseia-se em estudos prévios e em um sistema adequado de informações, definindo-se não só com as metas, mas também os recursos e o horizonte temporal da atividade de planejamento” (SILVA E MELO, 2000, p. 4).
A quarta fase é a chamada tomada de decisão, momento que interesses, ações e métodos são explicitados. Nesse passo, Secchi (2013) difere três dinâmicas de escolha de alternativas: dos problemas para as soluções, das soluções para os problemas, e uma contínua comparação de soluções e problemas. Tomada a decisão, parte-se para a implementação da
Identificação do problema Formação da agenda Formulação das alternativas Tomada de decisão Implementação Avaliação Extinção
política, quinta fase do ciclo, no qual são produzidos os resultados reais, concretos, da política pública. É aqui, explica Oliveira (2006), que se depreendem obstáculos e falhas que acometem as mais diversas áreas da política pública, abrindo espaço para as próximas discussões.
A avaliação, penúltima fase, consiste exatamente em avaliar os resultados da política, por meio do controle e da fiscalização de sua implementação pela sociedade civil, pelos Tribunais de Contas, Conselhos Gestores de Políticas Públicas e, inclusive, pelo Judiciário.
Em síntese, a avaliação constitui a fase do ciclo na qual os processos de implementação e o desempenho da política são examinados com o objetivo de verificar o alcance das ações propostas. Trata-se da “mensuração e análise, a posteriori, dos efeitos produzidos na sociedade pelas políticas públicas, especialmente no que diz respeito às realizações obtidas e às consequências previstas e não previstas” (SARAIVA, 2006, p. 34).
De acordo com Massa-Arzabe:
[...] A avaliação, que se dá por vários métodos, vai verificar o impacto da política, se os objetivos previstos estão sendo atingidos e se há algo a ser modificado, isto é, irá aferir a adequação de meios e fins, promovendo a relegitimação da ação pública e também fornecendo elementos para o controle judicial, social ou pelos tribunais de contas (2006, p. 70-71).
A avaliação é considerada um dos principais instrumentos de gestão das políticas públicas, tendo em vista que esta tem o escopo de fornecer informações acerca do atingimento das metas dos programas e projetos desenvolvidos pelo Estado, ou sobre as dificuldades encontradas em seu processo de execução (NANNY; SANTOS FILHO, 2016).
Conforme explica Secchi (2013, p. 49), “o processo de implementação e o desempenho da política pública são examinados com o intuito de conhecer melhor o estado da política e o nível de redução do problema que a gerou”.
Dessa forma, a avaliação de determinada política pública pode identificar os pontos fortes e as oportunidades de melhoria dessa política, dando ensejo a uma oportunidade de aprendizado sobre a própria organização e também como instrumento de internalização dos princípios e práticas da gestão pública de excelência.
Por fim, a última fase compreende a extinção da política e ocorre quando o problema é resolvido, quando se torna ineficaz ou quando o problema perde importância. Consoante destaca Howlett (2013), o último estágio do ciclo ou processo é representado pela extinção. Diferentemente das reformas ou da manutenção do status quo, a opção da extinção de uma política pública prevê a interrupção do ciclo de policy.
O processo de constituição de uma política pública não segue a uma lógica linear, pois, como já dito, é um ciclo que se retroalimenta a cada turno. Embora exista uma fase de extinção, o processo de avaliação de uma política pode produzir novas demandas, e podem transformar-se em problemas ou redefinir o problema inicial e demandar novas atividades para a fase de implementação da política pública, ou, simplesmente, terminar.
Cabe destacar, por fim, que a participação dos cidadãos é fundamental em todas as etapas de uma política pública, da sua formação à avaliação e possível extinção. Quanto a presente pesquisa, a compreensão das fases do ciclo tem por objetivo simplificar o entendimento do Plano de Arborização de Fortaleza e nortear os questionamentos da entrevista aplicada no presente trabalho.
Passa-se agora, ao estudo das políticas públicas ambientais, para depois, estudar o PAF.