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İşitme Engellilerin Dil, Sosyal ve Duygusal Gelişimine Yönelik Özellikler

2.2. İşitme Engelli Birey ve Gelişimi

2.2.1. İşitme Engellilerin Dil, Sosyal ve Duygusal Gelişimine Yönelik Özellikler

Esse artigo foi apresentado em 1926 e publicado no ano seguinte. A problematização gira em torno de alguns pontos técnicos relacionados às

interpretações do analista e as resistências erigidas pelo paciente, abordando, dessa forma, o início do tratamento. Para o autor, ―na análise [...] tudo depende da maneira como se inicia o tratamento. Um caso que se inicia de modo incorreto ou confuso só pode ser salvo com dificuldade e, muitas vezes, nem assim‖ (REICH, 1927/2001, p. 33). O teórico observa questões importantes para o decorrer do tratamento e que surgem logo no período introdutório, mesmo naqueles casos que avançam com aparente facilidade. De modo geral, ressalta a importância crucial de se trabalhar as resistências antes de interpretações profundas dos significados dos materiais inconscientes. Ele acusa que alguns psicanalistas tendiam a interpretar indefinidamente, desconsiderando as resistências, tornando a análise um processo desordenado e infrutífero, dado que as interpretações profundas prematuras não surtiriam o efeito desejado.

O artigo traz exemplos de casos que fracassaram, ou tornaram-se bastante caóticos e confusos, tanto do próprio Reich como de colegas de profissão que participavam do Seminário de Técnica Psicanalítica de Viena - uma reunião quinzenal de psicanalistas com o intuito de discutir casos clínicos, limitações técnicas e possíveis alterações da mesma. Tratava-se de uma tentativa de melhor compreender o funcionamento das resistências ao tratamento e como se trabalhar com elas. Sobre esses seminários, em setembro de 1922, ao final do Congresso Psicanalítico Internacional, o clínico ―propôs a formação de um seminário técnico para o estudo dos problemas terapêuticos e uma verificação cuidadosa dos casos clínicos difíceis‖ (BOADELLA, 1973/1985, p. 41, grifo do autor). Boadella (1973/1985) acrescenta que

o seminário de Viena para a terapia psicanalítica recebeu a aprovação de Freud e foi marcado naquele mesmo mês sob a direção de Edward Hitschmann, que já era diretor da Policlínica Psicanalítica de Viena. No ano seguinte, Nunberg assumiu a direção do seminário, e de 1924 até 1930, quando mudou-se para Berlim, o seminário foi dirigido por Reich (p. 41)

Um dos aspectos focalizados era a chamada transferência negativa – afetos tais como, hostilidade, desconfiança, desprezo, dirigidos à figura do analista de forma disfarçada, ficando escondidos por trás de atitudes excessivamente corteses e submissão total às condições do tratamento, por exemplo. Segundo Reich, tais atos que, à primeira vista são bem vindos, podem assinalar, erroneamente, que a análise está correndo bem.

Numa dessas exemplificações, relata que atendeu um caso encaminhado por um colega. Tal paciente esteve ―em tratamento analítico, durante oito meses, nos quais falara incessantemente e trouxe material das camadas mais fundas de seu inconsciente‖ (REICH, 1927/2001, p. 37). Ao ser procurado pelo paciente, o então psicanalista, atento aos mecanismos das resistências, questionou se o mesmo acreditava no que dizia e nas interpretações que já tinha ouvido. Suas respostas foram diretas: ―Você está brincando! [...] Na verdade, preciso conter-me para não rir de tudo isso‖ (p. 37). Reich desistiu do caso após quatro meses alegando que as interpretações profundas realizadas não surtiam nenhum efeito devido às resistências não trabalhadas desde o início. No entanto, ele afirma que ―uma interpretação mais demorada e mais consistente da defesa narcísica do paciente tivesse dado algum resultado‖ (p. 38, grifo nosso).

O autor utiliza diferentes termos, mas parece estar fazendo referência à mesma função. Temos que levar em consideração a questão da tradução. Fica a impressão de que a armadura narcísica, que funciona de modo a resistir de diferentes formas a qualquer intervenção externa sentida como uma ameaça à estrutura neurótica, equivale à defesa narcísica citada. Percebemos a crença de que um trabalho direto e prolongado com tal defesa poderia a ter desarmado de alguma maneira. Aqui fica um tom de algo que deveria ser desarticulado, ou removido, com o intuito de dar passagem às interpretações analíticas.

Adiante no artigo, encontraremos a exposição de alguns erros típicos presentes na técnica de interpretação. Reich segue como um investigador desconfiado que passa a analisar os maneirismos específicos da pessoa – seus traços de caráter e resistências – e considerar esses dados como

extremamente importantes para o tratamento, enfatizando também, os cuidados necessários para se iniciar a análise. Em mais um exemplo sobre a resistência, discorre a respeito de um indivíduo polido e gentil. Contudo, relata que ―a experiência analítica ensina que, por baixo dessa polidez e gentileza, está sempre escondida uma atitude [...] de desconfiança ou de depreciação‖ (p. 42, grifo do autor). O caso é sobre a chamada polidez estereotipada num paciente que produz material e dados que contrariariam qualquer desconfiança de resistência presente. O autor cobra, novamente, uma atenção que vá além do conteúdo e perceba a forma. Para ele, ―o neurótico tem todas as razões, devido à sua repressão para dar um valor especialmente alto à polidez e às convenções sociais e fazer uso delas como meios de proteção‖ (p. 42). O meio de proteção citado e sua função de defesa – no caso, contra intervenções analíticas - fica destacado. Traços de caráter e maneirismos comportamentais típicos, inconscientemente utilizados enquanto proteção, seja nas relações cotidianas, seja no tratamento analítico.

Por fim, há uma discussão sobre a consistência na análise da resistência. Nesse ponto, adverte que ―quando se supera com êxito a barreira da primeira resistência transferencial, o trabalho de recordação geralmente avança com rapidez‖ (p. 48). Nota-se que o teórico utiliza o termo barreira referindo-se à primeira resistência que emerge na análise. A noção de couraça parece admitir algumas outras terminologias: armadura narcísica, defesa narcísica e, agora, barreira.

Benzer Belgeler