2. BEDEN DİLİ
2.8. Oturuş
2.8.3. İş Ortamında Beden Dili
unidirecional
interativa);
Comunicação-intercâmbio
(bidirecional:
intersubjetiva);
Comunicação-resultado
(informação/conteúdo);
e,
Comunicação-eletromagnética (telecomunicação)
Consoante explanado, os dicionários agrupam inúmeros significados à palavra comunicação, pois seu trabalho consiste apenas em discriminar a maior quantidade de
200 FARACO, Alexandre Ditzel. Regulação e direito concorrencial: (as telecomunicações). São Paulo: Livraria Paulista, 2003, p. 22.
acepções possíveis de uso, tornando-a imprecisa e polissêmica. Necessário, portanto, contextualizar o termo, ajustando sua significação201.
Nesse passo, ele será analisado enquanto processo202, como algo dinâmico tal como fez a Linguística baseada na teoria da informação.
O processo comunicacional organiza o sentido da palavra, na medida em que a estrutura em elementos, os quais podem ser utilizados para explicar tanto a comunicação verbal como as telecomunicações203.
Sustentados nisso, pode-se definir comunicação como: o processo pelo qual o emissor envia uma mensagem ao receptor, fazendo uso de um código comum através de algum canal. A compreensão da mensagem enviada estará condicionada ao contexto e à conexão psicológica entre emissores e receptores204, podendo assim ser representada graficamente:
201 Imaginem a complexidade e amplitude do termo: que o que estou fazendo é comunicação, envidando esforços para comunicar minha mensagem; a Sociedade só existe porque se comunica; o direito é comunicação e o vocábulo que faz parte da incidência tributária do ICMS também é comunicação...
202 Entendemos o termo ‘processo’ como algo que envolve relações dinâmicas, sempre em evolução e mudança. “Quando chamamos algo de processo, queremos dizer também que não tem um começo, um fim, uma seqüência fixa de eventos. Não é coisa estática, parada. É móvel. Os ingredientes do processo agem uns sobre os outros; cada um afeta todos os demais”. BERLO, David, O Processo da Comunicação: introdução à teoria e à prática, cit., p. 29-30.
203 Pois como vimos, o modelo foi construído a partir dos técnicos nessa área, entretanto, as possíveis compreensões da palavra não se esgotam nos aspectos que enfatizamos, trata-se apenas de um recorte para atender nossas necessidades neste estudo.
204 Nesse momento, pedimos ao leitor que se abstenha de pensar nos conceitos jurídicos. Essa definição e, nosso entendimento nesta parte do trabalho, pretendem explicar o fenômeno comunicacional.
Quadro 1: Contexto comunicacional Fonte: elaborado pelo autor
Vamos explicar cada uma das palavras envolvidas:
A mensagem é a informação, o conteúdo da comunicação. Compreendê-la exigirá códigos em comum, ou ao menos parcialmente em comum, entre a fonte e o destinatário, além de contextualização e de outros elementos que podem atrapalhar o entendimento da mensagem, como ruídos, distorções, etc.. Deverá existir, também, a conexão psicológica entre os emissores e receptores. A compreensão é um aspecto importante para qualificar o fenômeno comunicacional para a Linguística, pois o fato de haver informação, não quer dizer que haverá comunicação no sentido por eles adotado, tudo isso em virtude dos problemas, ruídos, falta de atenção, entre outros, os quais podem surgir nesse processo. Importante relembrar que informação não é comunicação, e sim resultado dela enquanto um dos “ingredientes” de seu processo, como designa DAVID K.BERLO205.
Ao exercer a comunicação, anseia-se que o receptor da mensagem fique sabendo de determinadas coisas, que acredite nisto ou naquilo, quer-se convencê-lo na compra de determinado produto, etc., a informação é forma de expressar tudo isso, logo, é produto do homem, resultado da codificação de seus pensamentos, o que depende de um meio para se propagar e atingir sua finalidade.
Os emissores e os receptores, por sua vez, trabalham com códigos, mas para que a comunicação aconteça – envio e recebimento da mensagem – e tendo em vista que ela é a
205 BERLO, David Kenneth. O Processo da Comunicação: introdução à teoria e à prática, cit., passim.
RECEPTOR PRIMÁRIO (emissor secundário) EMISSOR PRIMÁRIO (receptor
secundário) Codificação CANAL Decodificação
Mensagem Conexão Psicológica CONTEXTO Código Conexão Psicológica
finalidade de toda a criação tecnológica em torno dos canais, pelo menos uma das partes deverá ser o homem sob pena de o processo comunicacional ser desqualificado.
Os códigos, porém, sempre serão os idiomas. O fato de o emissor enviar mensagem numa língua desconhecida pelo receptor, e trazer problemas para a comunicação, não afeta o conceito de canal, que apenas deve estar apto ao intercâmbio entre as duas partes. Isso não implica dizer que a comunicação se efetive, o que pode ocorrer por questões alheias ao canal, como interferências nos locais de emissão e recepção, nenhum conhecimento do idioma, etc..
O canal, que pode ser o ar, bem como fios, faixas de frequência de rádio, luzes, sistemas mecânicos ou eletrônicos e, por ser composto não apenas de um elemento, não é dado simples do processo comunicacional; ele tem de ser compreendido não apenas como mero meio, mas composto também pelo codificador e decodificador (tecnicamente denominados modems) especialmente porque o canal compõe, ainda que parcialmente – já que ele não basta para se cobrar a exação – a materialidade do imposto. Com efeito, modems são codificadores, mas com uma característica própria: repetir, de modo diferenciado (em virtude da tecnologia), os códigos eleitos pelo destinador das mensagens.
Quanto ao fluxo das informações, que está diretamente relacionado aos canais, já afirmamos, noutra oportunidade,206 que o processo comunicacional exige o intercâmbio entre elas, ou seja, troca, resposta. Isso foi demonstrado – no gráfico supra – por meio das flechas nas duas direções colocadas abaixo do canal, permitindo que as mensagens sigam nas duas direções, sem necessidade de serem simultâneas, mas devendo existir para o receptor a possibilidade de responder ao emissor, alternando suas posições.
Essa afirmação é verdadeira, mas restrita a um tipo de comunicação, a Comunicação- intercâmbio. Nela, pode-se falar em emissor primário, para qualificar aquele que teve a iniciativa da comunicação, mas, em virtude do intercâmbio, a ele também chamaremos de receptor, ou receptor secundário, e assim sucessivamente, caso se queira numerar as posteriores trocas de informação. Nesse caso, faz-se mister, portanto, que os papéis de emissor e receptor sejam passíveis de confusão.
Para melhor esclarecer, vejamos a representação gráfica de FRANCIS VANOYE207:
206 ANJOS, Rubya Floriani. Conceito de prestação de serviços de comunicação sujeito ao ICMS e o Processo
comunicacional, cit., p. 104.
Quadro 2: Comunicação intercâmbio Fonte: VANOYE, Francis
Os gráficos também expõem a comunicação enquanto processo, transmitindo seu produto (a informação) de duas maneiras: unilateralmente (ou unidirecionalmente) na difusão ou propagação em massa ou bilateralmente no intercâmbio ou comunicação bidirecional.
Como demonstrado no item anterior – abordagem sobre o canal – as características das comunicações decorrem diretamente dos sistemas preparados para o transporte da mensagem, ou seja, da tecnologia agregada ao canal. Por isso, OVÍDIO BARRADAS fala de um sistema de comunicação (Figura 2) unilateral e do sistema completo de comunicação (Figura 3) bilateral.
Com base nesses critérios, pode-se compreender o vocábulo comunicação de maneira ampla, comportando todos os elementos do processo comunicacional como discorremos acima e, a partir do canal, dividi-la em:
a) Comunicação-difusão: comunicação pela qual o meio adotado só permite que o fluxo da informação seja unidirecional: é a comunicação em massa. Ela até pode ser interativa, ou seja, quando o homem interage de alguma forma com a máquina, a exemplo da TV por assinatura, quando é possível escolher o programa a ser visto; e,
b) Comunicação-intercâmbio: comunicação onde o meio possibilita a bidirecionalidade da mensagem que, por sua vez, só pode ser intersubjetiva: troca de informações, como o próprio nome denota, exclusivamente entre seres humanos, como a telefonia.
R R R R R E = emissor R = receptor E E R E R E R E R E R DIFUSÃO INTERCÂMBIO
A difusão é atividade diretamente relacionada à veiculação de publicidade, de tornar algo público. Difundir é propagar, divulgar, disseminar, distribuir, espalhar sem direção certa, e, para isso, o canal usado é unidirecional, caracterizando a Comunicação-difusão. Cabe notar que aqui é obrigatória a presença do homem em pelo menos um dos polos, seja como emissor, seja como receptor. A troca de dados entre máquinas não é comunicação, mas sim mero processamento. Ademais, os elementos do processo comunicacional consideram a conexão psicológica – que embora não aprofundada – por si só justifica a necessidade da presença humana.
Também não se deve confundir o significado das palavras interatividade e intercâmbio, pois esta é intersubjetiva, e aquela vem da informática e significa “Faculdade de permuta entre o usuário de um sistema informático e a máquina, por meio de um terminal dotado de um ecrã de visualização”208. Portanto, quando se fala em interatividade, pressupõe- se o homem em uma das pontas da comunicação e, ao se falar em intercâmbio, o homem está presente nas duas pontas.
Informação foi definida como o resultado da comunicação e esforço humano na sua elaboração, ou seja, é a mensagem, ou como preferimos: Comunicação-resultado.
Telecomunicação é comunicação-difusão e também comunicação-intercâmbio, permitindo o transporte de informações a distância, mas, como se pode sacar das explicações técnicas de OVÍDIO BARRADAS, englobando os modems, pois, observando as figuras dos seus sistemas de comunicação, ele explica que de nada adiantaria a fonte (F) codificar (COD) se o Modem (MOD) não fizesse a variação da portadora (ou geradora de energia). Os modems são os responsáveis “por fazer variar uma característica da portadora, de acordo com os símbolos da fonte ou recuperar estes símbolos, da portadora modulada recebida”209. Os transmissores, por sua vez, servem apenas para “empurrar a energia para o meio de transmissão”210.
Em suma, esses elementos denotam a presença de energia elétrica, de modo que a comunicação se dará envolvendo toda a forma de transmissão, emissão ou recepção de sinais, símbolos, caracteres, sons, imagens, mensagens, dados de qualquer natureza por meio do fio, da radioeletrecidade, dos meios ópticos etc., mas sempre se utilizando de meios eletromagnéticos, por isso denominamos Comunicação-eletromagnética.
208 Dicionário PRIBERAM da língua portuguesa. Disponível em: <http://www.priberam.pt/dlpo/>. Acesso em: 5 dez. 2012.
209 BARRADAS, Ovídio. Você e as Telecomunicações, cit., p. 61. 210Ibidem, p. 61.
Nessa explanação, que adota como suporte as acepções fornecidas pelos léxicos, pela Linguística e pelo processo comunicacional, as telecomunicações podem ser classificadas como espécie do gênero comunicação. A diferença específica situa-se no canal, que deve transportar a mensagem com uso de eletricidade e magnetismo, ora unidirecionalmente ora bidirecionalmente. Exemplos: comunicação-difusão eletromagnética na radiodifusão; comunicação-difusão com interatividade na TV por assinatura; a comunicação-intercâmbio eletromagnética nas telefonias fixa e móvel.
Vejamos, doravante, como esses termos se encontram no direito positivo.