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1.5. İNSAN KAYNAKLARI YÖNETİMİNİN TEMEL İLKE ve İŞLEVLERİ

1.5.2. İnsan Kaynakları Yönetiminin İşlevleri

1.5.2.3. İş gören Bulma ve Seçimi

A igualdade, como concebida pelos burgueses que ditaram o rumo tomado pela revolução francesa, era formal, igualdade na lei, afastando toda distinção por direito de nascimento para qualquer finalidade, inclusive para o acesso aos cargos públicos, embora este fosse franqueado de acordo com as capacidades, virtudes e inteligência (art. 6o. da Declaração de 1789). Essa igualdade não tinha qualquer

conotação econômica, tendo sido mesmo a propriedade privada assegurada como um direito natural e inalienável, sem menção à exigência de propriedade igual.

As reivindicações por sufrágio universal igual, igualdade social e igualdade de oportunidade foram se desenvolvendo gradualmente apenas após a Restauração francesa, uma vez que a universalidade do voto masculino trazida pela Constituição de 1793 fora afastada pela reação termidoriana154, reconhecendo Sartori155 que,

conquanto essas igualdades tenham sido afirmadas no contexto da democracia liberal, decorreram mais da influência democrática do que liberal.

Explica Sartori156 que, "se a igualdade social é, acima de tudo, isotimía,

respeito igual independentemente da posição social e do status, então essa 'igualdade de estimativa' (como Bryce a chamava) representa um ethos tipicamente democrático". Do mesmo modo, sobre o princípio de oportunidades iguais, "o liberalismo do século XX adota-o como seu, mas com duas condições: que seja entendido como um desdobramento da liberdade individual e que seja realizado por meios que não entrem em conflito com esse fim".

Acerca da igualdade econômica, Sartori157 não deixa dúvidas sobre a origem

socialista, muito embora argumente que, por meio da igualdade de oportunidades, a democracia liberal pode, de algum modo, atenuar as desigualdades de partida. A igualdade liberal avança o necessário apenas para assegurar a liberdade individual,

154 BERCOVICI, G. Soberania e Constituição: Para Uma Crítica do Constitucionalismo. 2ª. ed. São

Paulo: Quartier Latin, 2013, p. 187.

155 SARTORI, G. A Teoria da Democracia Revisitada. V. 2: As Questões Clássicas. Tradução de

Dinah de Abreu Azevedo. Revisão técnica de Régis de Castro Andrade. São Paulo: Editora Ática, 1994, p. 115.

156 SARTORI, G. A Teoria da Democracia Revisitada. V. 2: As Questões Clássicas. Tradução de

Dinah de Abreu Azevedo. Revisão técnica de Régis de Castro Andrade. São Paulo: Editora Ática, 1994, p. 116.

157 SARTORI, G. A Teoria da Democracia Revisitada. V. 2: As Questões Clássicas. Tradução de

Dinah de Abreu Azevedo. Revisão técnica de Régis de Castro Andrade. São Paulo: Editora Ática, 1994, p. 116.

inclusive em termos de igualdade de oportunidades (igual acesso, mas também ponto de partida igual, como na oferta de ensino público gratuito, por exemplo); a democracia vai mais além, pois prossegue na igualdade social, na contramão das tendências naturais; mas só o socialismo almeja a igualdade econômica.

São, pois, quatro as igualdades, que se sucedem cronologicamente na história, ou pelo menos até a primeira parte da terceira: (1) a igualdade jurídico- política; (2) a igualdade social; (3) a igualdade de oportunidades (3A - igual acesso; 3B - pontos de partida iguais); e (4) a igualdade econômica.

Segundo Sartori158, os marxistas costumam designar as igualdades jurídica e

política de formais, enquanto que as demais, materiais, afigurando-se essa distinção como se dando entre o que é aparente e o que se apresenta como real. Em um sentido técnico, não apenas as igualdades jurídica e política, mas também a de acesso, teriam natureza formal, pois assimiláveis a normas que não possuiriam conteúdo, mas apenas forma, método, lidando com o processo, com o modo de tratamento, e não com o resultado.

Os critérios de igualdade que Sartori159 propõe são: (1) partes iguais a todos;

(2) partes proporcionais às diferenças relevantes; (3) partes desproporcionais para compensar diferenças relevantes; (4) a cada qual segundo a sua capacidade; e (5) a cada qual segundo a sua necessidade. Os critérios (2) a (5) aplicam a igualdade no interior de subgrupos e a desigualdade intergrupal, pensados como um corretivo de justiça (ou para a injustiça). Igualdade para os iguais e desigualdade para os desiguais, como pregava Aristóteles.

Utilizar-se apenas do critério (1) implicaria deixar que a natureza siga o seu caminho, que favorece o crescimento da desigualdade, pois as particularidades individuais não seriam levadas em conta, nem mesmo quando os indivíduos fossem classificados em subgrupos.

158 SARTORI, G. A Teoria da Democracia Revisitada. V. 2: As Questões Clássicas. Tradução de

Dinah de Abreu Azevedo. Revisão técnica de Régis de Castro Andrade. São Paulo: Editora Ática, 1994, p. 128.

159 SARTORI, G. A Teoria da Democracia Revisitada. V. 2: As Questões Clássicas. Tradução de

Dinah de Abreu Azevedo. Revisão técnica de Régis de Castro Andrade. São Paulo: Editora Ática, 1994, p. 121-127 e 129.

Já as sociedades de castas, por exemplo, poderiam adotar o critério (2), pois o a concessão de benefícios seria diretamente proporcional à desigualdade entre as castas, recebendo mais quem tem mais, assim como o critério (5), ao considerar que as necessidades são maiores nas castas mais privilegiadas. O tratamento desigual, nessas circunstâncias, reforçaria a desigualdade.

Por outro lado, uma sociedade igualitária poderia utilizar-se do critério (2), mas relativamente aos ônus, cobrando tributos proporcionalmente à renda, quiçá de maneira progressiva; ou do critério (4), com a mesma política, ou seja, extraindo tributos de acordo com a capacidade econômica dos indivíduos; ou ainda do critério (5), conferindo mais vantagens de acordo com as necessidades essenciais não atendidas, o que seria possível também segundo o critério (3), utilizando-se da desproporcionalidade nos benefícios de uma forma compensatória.

Na verdade, o critério (1) funcionaria como uma regra geral, enquanto que os demais poderiam ser utilizados para corrigir as distorções que naturalmente aflorariam. Sartori160, todavia, enxerga a impossibilidade de emprego simultâneo de

alguns desses critérios, como o do (1) com o (3), o (4) ou o (5), o mesmo se dando entre os critérios (2) e (3), ou entre os critérios (3) e todos os demais, salvo o (5).

O certo é que todas essas construções são tentativas de mitigar as desigualdades que naturalmente surgem nas sociedades humanas em vista da expansão livre da diversidade de forças, caráter, personalidades, talentos e aptidões em geral, mas também retroalimentadas pela própria desigualdade social, por privilégios de nascimento, falta de isonomia de oportunidades na partida e por tantas outras razões de feição humana.

Aceitar que a liberdade siga o curso natural sem limites seria conspirar contra ela mesma, pois o correspondente e inexorável avanço da desigualdade social finda por restringir a própria liberdade que tanto lhe favoreceu, seja por coarctar as capacidades de usufruto da liberdade pelos menos favorecidos, seja por ensejar a violência como uma reação pela tomada de consciência da injustiça da situação.

160 SARTORI, G. A Teoria da Democracia Revisitada. V. 2: As Questões Clássicas. Tradução de

Dinah de Abreu Azevedo. Revisão técnica de Régis de Castro Andrade. São Paulo: Editora Ática, 1994, p. 129-130.

Stiglitz161, por exemplo, discorrendo sobre os levantes e protestos de 2011

que ocorreram na chamada Primavera Árabe (Tunísia e Egito) e na Espanha (Os Indignados), menciona que, "como os valores universais de justiça restaram sacrificados pela ambição de uns poucos, a despeito da retórica em contrário, o sentimento de injustiça transmudou-se em um sentimento de traição".

Reportagem da Folha de São Paulo162, publicada em 12 de outubro de 2017,

sob a manchete "Mapa da morte em SP vai da Suécia até o México; locais dos crimes se repetem", compilando os dados fornecidos pelo próprio governo estadual relativos ao período de julho de 2016 a junho de 2017, revelou que o Jardim São Luís, bairro de classe baixa situado na zona sul da cidade, apresentou uma taxa de 16 mortes por 100 mil habitantes, índice superior ao de países como Porto Rico ou República Democrática do Congo, o mesmo se observando em Jaçanã (zona norte), com 23 mortes por 100 mil habitantes, superior ao do México, enquanto que no Jardim Paulista, bairro nobre da zona oeste da cidade, essa taxa foi de apenas 1 morte para cada 100 mil habitantes, índice inferior ao dos Estados Unidos (4,8).

Mais igualdade, tudo indica, também pode implicar mais liberdade, mas para além dessa implicação a igualdade em si é um valor fundamental para a democracia, não apenas a formal, mas em igual medida a substancial.

Após toda essa discussão acerca da liberdade e igualdade que são tidas por sustentáculos principais da democracia, pelo menos em sua formulação liberal, não se poderia deixar de tratar brevemente sobre outras importantes questões para a democracia: a solidariedade e o respeito à diversidade e às minorias, a participação e a regra da maioria.

161 STIGLITZ, J. E. The Price of Inequality: How Today's Divided Society Endangers our Future. 1st.

ed. New York: W. W. Norton, 2012, p. 8, tradução nossa.

162 RODRIGUES, A. et al. Mapa da Morte em SP vai da Suécia até o México; locais dos crimes se

1.3 Segurança, diversidade e solidariedade versus liberdade, igualdade e

Benzer Belgeler