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2. MOTİVASYON

2.4. Motivasyona Etki Eden Faktörler

2.4.1. İş Doyumu

Com relação à faixa etária dos cães examinados na população de área periurbana observou-se uma média de 3.3 anos de idade. No grupo de animais rK39 positivos, a média de idade foi de 3.6 anos e no grupo dos cães SLA positivos, a média foi de 3.4 anos de idade, considerando-se um desvio padrão de 2.3 (Tabela 11). As médias de idade dos cães examinados em área rural variaram de 3.8 anos na população total, 4.3 anos entre os animais rK39 positivos e 4.8 anos entre os cães SLA positivos. As médias de idade dos cães arrolados no CCZ de Natal variaram de 3.7 anos na população total, 3.8 anos no subgrupo de cães rK39 positivos e 3.6 anos de idade entre os animais SLA positivos. Para todas as médias o desvio padrão encontrado foi de 2.3, conforme a Tabela 11.

A faixa etária dos cães com sorologia positiva para Leishmania apresentou-se semelhante, independente do antígeno utilizado em todas as áreas do estudo, não sendo constatado efeito das áreas avaliadas (0.6207) e dos antígenos rK39 (p=0.6746) e SLA (p=0.1169) sobre a idade média dos cães, embora idades mais elevadas tenham sido identificadas nos cães da zona rural de São Miguel.

No tocante ao sexo, a população da área periurbana foi composta por 55% de machos e 45% de fêmeas. Entre os cães rK39 positivos, 52.1% eram machos e 47.9% eram fêmeas. Dos animais com titulação positiva a partir do antígeno SLA, existiram 53.4% de machos e 46.6% de fêmeas. Nas áreas

rurais de São Miguel, os machos representaram 87.6% e as fêmeas 12.4% da população. Quando foram selecionados apenas os animais rK39 positivos 100% eram machos e na seleção dos SLA positivos encontrou-se 86% de machos e 14% de fêmeas. Com relação ao sexo dos cães do CCZ, as proporções foram: 61.6% de machos e 38.4% de fêmeas na população total, 63.4% de machos e 36.6% de fêmeas nos cães rK39 positivos e no grupo dos SLA positivos os machos representaram 63.9% e as fêmeas 36.1% (Tabela 11).

Ao se avaliar o gênero dos animais, verificou-se maior número de machos nas populações estudadas, especialmente em áreas rurais, porém não houve associação significativa entre a soropositividade ao antígeno rK39 e o sexo nos ambientes periurbano (p=0.6713), rural (p=0.0784) e no CCZ (p=0.2322). Da mesma forma, não houve diferença significativa na relação entre SLA e o sexo dos cães nas áreas periurbana (p=0.4921), rural (p=0.6736) e no CCZ (p=0.1966).

Tabela 11: Freqüência de cães por idade e sexo População cães Idade (anos)

± DP Sexo Nº total Cães Macho Nº (%) Fêmea Nº (%) Área Periurbana Cães Nº total (*) 3.3 ± 2.3 324 (55%) 265(45%) 589 Cães rK39 + (**) 3.6 ± 2.3 (a) 25 (52.1%) 23 (47.9%) 48 Cães rK39 - 3.3 ± 2.3 299 (55.3%) 242 (44.7%) 541 Cães SLA + (***) 3.4 ± 2.3 (b) 140 (53.4%) 122 (46.6%) 262 Cães SLA - 3.2 ± 2.3 184 (56.3%) 143 (43.7%) 327 Área Rural Cães Nº total (*) 3.8 ± 3.2 85 (87.6%) 12 (12.4%) 97 Cães rK39 + (**) 4.3 ± 3.2 (c) 11 (100%) - 11 Cães rK39 - 3.8 ± 3.2 74 (86%) 12 (14%) 86 Cães SLA + (***) 4.8 ± 3.2 (d) 37 (86%) 6 (14%) 43 Cães SLA - 3.1 ± 3.2 48 (88.9%) 6 (11.1%) 54 CCZ Cães Nº total (*) 3.7 ± 2.3 90 (61.6%) 56 (38.4%) 146 Cães rK39 + (**) 3.8 ± 2.3 (e) 64 (63.4%) 37 (36.6%) 101 Cães rK39 - 3.2 ± 2.3 26 (57.8%) 19 (42.2%) 45 Cães SLA + (***) 3.6 ± 2.3 (f) 85 (63.9%) 48 (36.1%) 133 Cães SLA - 3.7 ± 2.3 5 (38.5%) 8 (61.5%) 13 ANOVA fatorial, (*) p=0.6207; (**) p=0.6746; (***) p=0.1169 Qui-Quadrado, (a):p=0.6713; (b):p=0.4921; (c):0.0784; (d):p=0.6736; (e):p=0.2322; (f):p=0.1966

Maior frequência da infecção por Leishmania ocorreu em cães considerados adultos independente do antígeno utilizado e da área de estudo,

embora as idades mais elevadas tenham sido observadas nos cães de áreas rurais de São Miguel. A maior incidência de adultos entre os soropositivos está relacionada ao longo período de incubação do parasita nas áreas endêmicas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006), o qual varia de 3 meses a vários anos (ABRANCHES et al., 1991). Cães mais jovens poderiam estar em período de incubação da infecção concomitante com o desenvolvimento do sistema imunológico desses animais, bem como os cães mais velhos desenvolveram, em sua maioria, uma maior resistência ou cura espontânea da infecção (ALENCAR, 1959; JULIÃO et al., 2007; NAVEDA et al., 2006).

Uma maior proporção de machos foi observada tanto na freqüência da população canina como entre aqueles que apresentaram sorologia positiva para Leishmania, principalmente em áreas rurais. Porém os resultados da sorologia não estiveram associados ao sexo em nenhuma área estudada. O fato da população canina encontrar-se constituída por machos em sua maioria ocorre em virtude da preferência das pessoas em relação a este sexo. Os machos são preferencialmente utilizados em atividades de caça e guarda, conforme verificado em São Miguel, podendo justificar os nossos achados. Adicionalmente, evidências indicam que a testosterona é imunossupressora e pode promover a produção de citocinas Th2, o que os tornariam mais susceptíveis (SNIDER et al., 2009).

Os poucos estudos que avaliaram características fenotípicas como fatores de risco para a incidência da LV canina no Brasil, até o momento, apresentaram-se divergentes. Enquanto alguns autores não evidenciaram predisposição sexual, racial ou etária relacionada com a infecção (ALMEIDA et al., 2009; GONTIJO; MELO, 2004), outros relataram uma positividade

sorológica significativa entre cães adultos, machos e sem raça definida (ARIAS; MONTEIRO; ZICKER, 1996; BARROUIN-MELO et al., 2006; DANTAS- TORRES, 2006; FRANÇA-SILVA JC et al., 2003; GONTIJO et al., 2002; JULIÃO et al., 2007; NAVEDA et al., 2006; OLIVEIRA et al., 2010; SILVA et al., 2005).

A realização do exame clínico foi possível em 327 animais de área periurbana, 97 cães de área rural e 146 cães do CCZ de Natal. Inicialmente foram avaliados os sinais clínicos presentes na população canina de áreas periurbana e rural, sem considerar o resultado dos testes sorológicos. Percentuais significativamente maiores de perda de peso (p<0.0001), unha grande (p<0.0001) e úlceras (p=0.0163) foram encontrados em cães de área periurbana em relação aos cães de área rural (Figura 3). Os demais sinais investigados não foram diferentes estatisticamente: alopecia (p=0.1109), dermatite (p=0.3421) e conjuntivite (p=0.0553).

Figura 3: Frequência dos sinais clínicos avaliados em cães das áreas periurbana e rural

Na população canina soropositiva recolhida pelo Centro de Controle de Zoonoses, os sinais clínicos mais prevalentes foram perda de peso (SLA 24.7%; rK39 26.8%) e unha grande (SLA 23.4%; rK39 21.6%). Ulcerações de pele ou mucosas estavam presentes em 18.6% (SLA) e 17.9% (rK39) dos animais incluídos no estudo. Conjuntivites representaram 13.8% (SLA) e 14.2% (rK39) dos sinais avaliados, seguidos de dermatites com 13.4% (SLA) e 13.1% (rK39) e alopecias totalizando 6.1% (SLA) e 6.3% (rK39) dos sinais clínicos sugestivos de LV presente nos cães infectados (Figura 4).

Figura 4: Frequência dos sinais clínicos avaliados em cães soropositivos do CCZ de Natal

Em seguida, os sinais clínicos foram avaliados de acordo com os resultados dos testes sorológicos realizados nos cães. No momento do exame clínico da população rK39 soropositiva, independente da área testada, perda de peso (p=0.001) e alopecia (p=0.043) apresentaram resultados significativos, identificando-se que cães com perda de peso tiveram 166% a mais de chance de um resultado sorológico positivo através do rK39, enquanto animais com

alopecia tiveram 131% a mais de chance de se obter o mesmo resultado (Figura 5).

Figura 5: Valor preditivo da presença de sinais clínicos em relação à positividade do teste ELISA/rK39 em cães

Na avaliação dos cães SLA positivos das 3 populações estudadas, quanto ao valor preditivo dos sinais clínicos, foram encontrados unha grande (p=0.003) e úlceras (p=0.016) com valores significativos, observando-se que cães que desenvolveram unha grande tiveram 131% a mais de chance de se encontrarem SLA positivos e cães que apresentaram úlceras tiveram 285% a mais de chances de responderem positivamente à sorologia através do SLA (Figura 6). Embora a razão de chances (Odds-ratio) para conjuntivite tenha alcançado um valor elevado (3.85), o p valor não foi significativo (p=0.085) e o intervalo de confiança foi muito amplo (0.83 – 17.86), o que significa que existe 95% de chance de se encontrar resultados não significativos em repetições posteriores.

Figura 6: Valor preditivo da presença de sinais clínicos em relação à positividade do teste ELISA/SLA em cães

Úlceras (p<0.0001) e perda de peso (p=0.041) foram considerados sinais preditivos para o grupo de cães que expressaram títulos sorológicos positivos de IgG1 anti-Leishmania, indicando que animais que desenvolveram lesões ulceradas e perda de peso tiveram 168% e 75%, respectivamente, a mais de chance de produzir resultados positivos da IgG1 (Figura 7).

Figura 7: Valor preditivo da presença de sinais clínicos em relação à positividade do teste ELISA/IgG1 anti-Leishmania em cães

O diagnóstico de úlceras (p=0.014) mostrou-se preditivo na população de cães soropositivos para IgG2 anti-Leishmania, com um percentual de 149% a mais de chance de produzir títulos sorológicos positivos da imunoglobulina IgG2 quando os animais foram identificados com a presença de úlceras no corpo (Figura 8).

Figura 8: Valor preditivo da presença de sinais clínicos em relação à positividade do teste ELISA/IgG2 anti-Leishmania em cães

Perda de peso, unha grande e a presença de lesões ulceradas foram encontrados em proporções significativamente maiores nos cães de área periurbana quando comparados aos cães de ambiente rural. Da mesma forma, os animais que apresentaram perda de peso, unha grande, úlceras e alopecia no momento do exame clínico tiveram chances mais elevadas de produzirem resultados sorológicos positivos através dos antígenos SLA, rK39 e dos isotipos IgG1 e IgG2 anti-Leishmania. Essas manifestações clínicas corroboram com os sinais clássicos descritos para a LV canina em outras

áreas endêmicas (ALMEIDA et al., 2005b; BOGGIATTO et al., 2010; CHAPPUIS et al., 2007; DE, V et al., 2010; FEITOSA et al., 2000; RONDON et al., 2008; SILVA et al., 2001). Deve-se considerar que por se tratar de foco antigo de LV e da livre circulação dos cães em áreas de mata, os animais oriundos da zona rural de São Miguel encontram-se frequentemente expostos e reexpostos à infecção por Leishmania e por outros agentes infecciosos intracelulares, desenvolvendo, na maioria das vezes, maior resistência desde os primeiros anos de vida, diferenciando-os dos cães que residem em áreas periurbanas, onde a presença do parasita é relativamente recente, fruto do processo de urbanização ocorrido. Estas características podem justificar a maior frequência de sinais clínicos encontrados nos cães de áreas periurbanas.

5.4. Associações entre a presença de anticorpo anti-Leishmania e os

Benzer Belgeler