2.5. Hizmet İçi Eğitim Yöntemleri
2.5.2. İş Dışında Eğitim Yöntemleri
Embora enfoque diretamente a relevância da configuração institucional para o desenvolvimento, a abordagem neo-shumpeteriana tradicional confere maior ênfase à importância das organizações que compõem o NIS, como institutos de pesquisa, faculdades e parques tecnológicos; e instituições formais, como a criação de leis de patentes, etc77. Na presente seção busca-se analisar com maior cuidado o conceito de instituições implícito na literatura que trata dos NISs.
Durante algum tempo a literatura neo-schumpeteriana tradicional utilizou o conceito de instituição e aparato institucional com o sentido mencionado no parágrafo anterior sem se preocupar com uma definição mais precisa do termo. Mais recentemente, contudo, Richard
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“I note that the term institutions in the writings on innovation systems – national, regional, sectoral – tends to be used to refer to relatively concrete entities [R&D laboratories, universities, industry-university links, patent law, public programs, etc]” (Nelson, 2008, p. 3). “Innovation systems literature recognizes these relationships and connections, but mostly implicitly” (Nelson, 2008, p. 10).
Nelson (2002, 2008) vem tentando estabelecer mais claramente as correlações entre as abordagens institucionalista e neo-schumpeteriana. No que tange o velho-institucionalismo advogado por Hodgson (2000; 2006), a conexão é clara, uma vez que ambos partem de uma concepção evolucionária da ciência econômica. Na abordagem de Nelson (2002; 2008), a influência das instituições no processo inovativo se daria através de sua relação com as chamadas “tecnologias sociais”78. Segundo Nelson (2008, p. 3), “it might be useful to call the recipe aspect of an activity its “physical” technology, and the way work is divided and coordinated its “social” technology”. Para o autor, o desenvolvimento envolveria a co-evolução das tecnologias físicas e sociais, assim como as instituições necessárias para sua efetiva operação, o que vai de encontro à concepção de desenvolvimento proposta ao longo do presente trabalho (Nelson, 2008, p. 2).
Nelson (2002, p. 19), define instituições como “the set of factors that mold and define human interaction, both within organizations, and between them”. Entretanto, a análise do autor se foca nas instituições que influenciam o comportamento da firma enquanto organização (Nelson, 2006), especialmente relacionadas aos fatores que moldam as “tecnologias sociais” (“broadly accepted organizing principles” – Nelson, 2008, p. 4)79.
Tomando como referência a análise da firma, o conceito chave que liga as análises neo- shumpeteriana e institucionalista é o conceito de rotina: “evolutionary, institutional and sociological perspectives converge in the view that individual and organizational behavior tends to be governed by engrained, taken-for-granted patterns – what we call routines” (Nelson & Winter, 2002, p. 39).
Conforme definido em Nelson e Winter (1982), o conceito de rotina se relaciona diretamente ao conceito de hábito, que por sua vez fundamenta as instituições. As rotinas adotadas pelas firmas para guiar sua forma de atuação, que englobam tecnologias físicas e sociais, nada mais são que hábitos de comportamento pré-estabelecidos para cada situação
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Nos estudos anteriores de Nelson já estava contida a concepção de tecnologia social utilizada em Nelson (2002, 2008), como se pode obervar em Nelson (2006, p.189-90 – esse trabalho teve sua primeira edição em 1991): “A simultânea evolução da tecnologia e das instituições constitui um fascinante objeto de estudo” (Nelson, 2006, p. 192).
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É interessante ressaltar que a bi-causalidade da conformação institucional defendida anteriormente também é compartilhada por Nelson (2008), que propõe que “human purpose, and human beliefs, play an important role both in the generation of the institutional alternatives on which selection works, and in determining what survives and what does not. And in many cases the process involves both decentralized and collective [State] action” (Nelson, 2008, p. 7). Contudo, Nelson (2008, p. 7-8) ressalta que, a habilidade de criar instituições que funcionem como planejado é relativamente mais limitada do que o desenvolvimento de tecnologias físicas, o que torna também dificil a comparação da eficácia das instituições no que tange sua contribuição ao desenvolvimento.
particular, se configurando assim em instituições, quando compartilhadas pelos componentes da organização e outras firmas, conforme reconhece o próprio Nelson (2002, p. 20).
Tomando uma perspectiva evolucionária, portanto, hábitos e/ou rotinas seriam considerados como os genes, ou seja, os componentes herdados entre uma geração e outra (Nelson & Winter, 2002, p. 30; Hodgson, 2006, p. 7). Adquiridos segundo o contexto social no qual o indivíduo está inserido, os hábitos são transmitidos de geração em geração de uma forma mais ou menos geral, embora variações dentre os indivíduos sejam possíveis. Segundo Nelson & Winter (2002, p. 30), a persistência das rotinas tem inúmeras causas, dentre elas até mesmo fatores irracionais, como resistências a mudanças. Entretanto, os custos envolvidos na mudança de rotinas já bem estabelecidas (tanto relacionados a aquisição de informação e aprendizado, como a administração de conflitos durante as mudanças) são considerados como um importante dificultador dessas alterações.
Contudo, é preciso diferenciar as rotinas internas à firma, adotadas pelos indivíduos que participam dessa organização, das rotinas adotadas pelas próprias firmas, enquanto “jogadoras” – para adotar a terminologia proposta por North (1990). Nesse caso, a relação causal na grande parte dos casos parece vir de cima: a direção da firma determina qual o padrão de comportamento a ser adotado por seus funcionários (quais as rotinas a serem desempenhadas, e a forma de fazê-lo), assim como determina a estratégia de atuação da firma, ou seja, quais as rotinas adotadas pela firma frente aos diferentes cenários com que ela se depara. A estratégia80 da firma enquanto “jogadora” parece orientar as rotinas e a tecnologia social adotadas internamente. Conforme argumentam Nelson e Winter (2002, p. 33), “the idea that the habits of management thought channel strategic choices is not a radical new discovery of the evolutionist camp”. Nesse sentido, ampla literatura neo-schumpeteriana enfoca primordialmente as rotinas de comportamento da firma como “jogadora”, ressaltando a importância fundamental desse aspecto.
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A estratégia da empresa representa “um conjunto de compromissos assumidos por uma empresa para definir e racionalizar seus objetivos e os modos como pretende persegui-los” (Nelson, 2006, p.180). O autor argumenta que esse aspecto molda a cultura administrativa da empresa, e frequentemente é moldada por um artigo de fé da cúpula da empresa, tradições, ou mesmo cálculos. A estratégia define a estrutura da firma de forma geral, mas não especificamente. “A estrutura envolve a forma de organização e de governo da empresa, e de como as decisões são efetivamente tomadas e levadas adiante” (Nelson, 2006, p. 181). Mudanças na estrutura, portanto, são mais complicadas que mudanças na estratégia. Verifica-se, portanto, que a estratégia da firma, elaborada pela cúpula da empresa, determina em parte a estrutura e as rotinas internas à firma, mas não completamente. Por fim, Nelson (2006) ressalta ainda que as decisões não são tomadas de forma maximizadora, como assume a teoria neoclássica.
A direção da firma, portanto, não só determina as instituições dos membros que a compõem, mas também pode influenciar as instituições adotadas por outras firmas, através de um processo de aprendizado evolucionário pautado na variação de rotinas, seleção das mais bem sucedidas, e manutenção (herança) dessas rotinas. Tal processo motiva a imitação de rotinas por outras firmas, ou leva a novas variações por parte das firmas concorrentes, em busca de re- conquistar o mercado ou se manter no mesmo.
Segundo Nelson (2006, p. 185), “é praticamente inevitável que as empresas escolham estratégias diferentes. E estas, pro sua vez, gerarão empresas com diferentes estruturas e aptidões essenciais, incluindo as aptidões de P&D”81. Ou seja, são as escolhas de estratégia diferentes que condicionam a variação entre as empresas. “Inevitavelmente, as empresas seguirão trajetórias diferentes umas das outras. Algumas provarão ser lucrativas em relação ao que outras empresas estiverem fazendo e aos rumos dos mercados envolvidos, enquanto outras não”(Nelson, 2006, p. 185). É a competição do mercado, portanto, que proporciona a seleção das empresas mais eficientes.
Por fim, por meio dessas definições, Nelson (2002, p. 23) busca ainda estabelecer uma dupla causalidade entre a estrutura física (tecnológica) e instituições (forma de interação dos agentes). Entretanto, embora reconheça a importância de instituições e desenvolvimento tecnológico (tecnologia física) para o desenvolvimento econômico, Nelson (2002, 2008) enfatiza a maior importância do desenvolvimento da tecnologia, sendo secundária a importância do desenvolvimento institucional, dado que modificações tecnológicas normalmente levam a mudanças na tecnologia social e nas instituições que as suportam82.
Contudo, por focar as chamadas tecnologias sociais, e não especificamente as instituições que as suportam, o autor acaba tomando como dadas algumas importantes características institucionais que são fundamentais tanto para o desenvolvimento tecnológico como para o desenvolvimento econômico. Ao final, sua abordagem acaba esclarecendo pouco sobre “quais as
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Segundo Nelson (2006, p. 180), a visão fundada por Schumpeter e adotada pelos neo-schumpeterianos enfoca como elemento principal as aptidões dinâmicas das empresas, separadas em três aspectos diferentes: (i) sua estratégia; (ii) sua estrutura; (iii) e suas aptidões essenciais. Segundo o autor, alterações nos dois últimos aspectos são mais custosas, de forma que eles representam o caráter mais estável das empresas (ou em termos evolucionários, sua herença mais forte). Entretanto, os três aspectos se inter-relacionam e se determinam, embora haja alguma autonomia entre eles.
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Nelson (2002) cita alguns exemplos históricos, como a produção de massa, ou a industria de biotecnologia nos Estados Unidos.
instituições necessárias”83 ao desenvolvimento. Além disso, passa despercebido o fato de que, enquanto membros da sociedade em que estão inseridos, os participantes das organizações encontram-se submetidos grosso modo às instituições vigentes dessa sociedade.