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İŞÇİ SAĞLIĞI VE İŞ GÜVENLİĞİ YÖNETİMİ 1 İş Güvenliğ

PROJE YÖNETİM

5.6 İŞÇİ SAĞLIĞI VE İŞ GÜVENLİĞİ YÖNETİMİ 1 İş Güvenliğ

Weber (1991:318) observa que no Protestantismo “o conceito de sacerdote foi totalmente substituído pelo conceito de pregador”. Sendo assim, é possível ensaiar uma aproximação do pastor protestante com o tipo weberiano do profeta, em virtude de a pregação se constituir num elemento específico da profecia e da religião profética. Entretanto, essa aproximação não se completa porque o pastor protestante, ao contrário do profeta, que é um agente independente, atua nos limites de uma organização religiosa tipo Igreja, a qual, segundo Weber (1991:294), é uma “empresa social de salvação”. Também, por estar ligado à Igreja e sendo dela dependente, o pastor se aproxima do tipo weberiano do sacerdote, desempenhando o papel de um funcionário religioso. Nesse caso, o pastor pode ser visto como “um pregador profissional”, afirma Willaime (2003:130).

Contudo, a fim de melhor compreender a figura de clérigo que o pastor representa, devemos analisá-lo, conforme argumenta Willaime (2003:130), a partir do lugar e do papel que ele desempenha dentro do próprio sistema religioso protestante. Aqui entra o modo como o divino é apresentado aos fiéis na religião protestante, ou seja, sobretudo através da pregação. O sermão é o centro do culto protestante, de tal maneira que não existe culto sem prédica. É a partir desse ponto que Willaime extrai algumas implicações importantes para analisar o pastor. Apresentar Deus através de um discurso requer do pastor um forte envolvimento pessoal e maior dependência de seu carisma como pregador. Por outro lado, o envolvimento do pastor com a mensagem não deve chegar ao ponto de transformar o discurso num testemunho pessoal, ficando assim a apresentação de Deus relegada ao subjetivismo do pregador. Na verdade, esse é um risco constantemente enfrentado por um sistema que elegeu o discurso como meio principal de transmissão do sagrado. Visando contornar esse risco, as igrejas protestantes acionaram uma estratégia para reproduzir regularmente a imagem protestante de Deus por meio da prédica. Essa estratégia exige de seus pastores-pregadores que eles se atenham às

suas respectivas tradições de fé e linhas teológicas definidas. Em decorrência disso, o pastor como pregador se vê também diante da obrigação de ser um teólogo, a quem cabe a responsabilidade de transmitir a tradição teológica adotada pela instituição da qual ele é o representante oficial.

Para se desincumbir dessa responsabilidade, o pastor-pregador tem diante de si duas alternativas: a ortodoxa, na qual o pastor se atém à teologia oficial de sua Igreja (no caso presbiteriano, a síntese doutrinária conforme se encontra na

Confissão de Fé de Westminster), ou a profética, na qual o pastor articula a sua

própria teologia, a partir do diálogo que ele estabelece entre a sua compreensão dos textos bíblicos e o pensamento de outros teólogos por ele considerados relevantes. A essas alternativas correspondem as seguintes variações: Quando o pastor opta pela primeira, a ortodoxa, ele se apresenta sob a forma de doutor; quando a escolha recai sobre a alternativa profética, ele assume a forma de profeta. Portanto, o pastor está situado entre o doutor e o profeta, oscilando então a sua pregação entre o pólo

individual e o institucional, o testemunho pessoal e o ensino de uma verdade oficial,

a interpretação profética e o discurso da tradição. Essa análise nos remete novamente à tipologia weberiana, de acordo com a qual o pastor ficaria entre o padre e o profeta. Assim, como agente institucional e servidor de uma tradição sagrada, o pastor se identifica com o padre, porém, como pregador, responsável por proclamar uma mensagem bíblica que faça sentido, o pastor é um profeta, condição em que se conta com o carisma pessoal. Mas, mesmo sob esse último aspecto, o pastor não pode romper com a tradição ou com a instituição.

Observemos que a análise de Willaime, embora tenha por base o contexto europeu, também se aplica aos pastores presbiterianos brasileiros. Principalmente porque, entre nós, o pastor é visto como pregador, e o seu sucesso passa, em primeiro lugar, pela sua competência na arte da pregação. Com efeito, Rubem Alves (1982:162) observa que o pastor “deve ser um bom pregador. Não nos esqueçamos de que, para o protestante, o poder ‘ex opere operato’ do sacramento está fora de questão. Não é pela magia do sacramento que ele vai ao culto, mas para ser edificado, instruído, consolado. Maus pregadores só produzem bom sono e bancos vazios”. Como pregador e teólogo, o pastor presbiteriano também se situa entre a ortodoxia e a profecia, e essa posição é fonte geradora de muitas tensões para ele. Na verdade, dadas as características conservadoras do Presbiterianismo brasileiro, há pouco lugar para a alternativa profética. Daí porque, para Alves (1982:163), “é

necessário que cada pastor se apresente como defensor intransigente da fé salvadora, e se um deles se atreve a anunciar coisas que se desviam dos padrões normativos de repetição cíclica, é imediatamente acusado de ‘pregador de novidades’ - o que liga à heresia”.

Talvez aqui nós pudéssemos evocar, a título de ilustração, a figura do pastor e pregador presbiteriano Miguel Rizzo Jr., sobre quem já escrevemos no primeiro capítulo. Ele é um exemplo típico do pastor que se legitimou mediante o carisma e a competência pessoais como pregador. Nele podemos ver também as tensões de alguém que viveu entre a ortodoxia e a profecia, os pólos institucional e individual, o testemunho pessoal e o ensino de uma verdade oficial, a interpretação profética e o discurso da tradição. Rizzo Jr. investiu na alternativa profética, ao elaborar uma teologia própria, fazendo a síntese com outras correntes teológicas, algumas delas não muito ortodoxas, o que lhe rendeu não poucas críticas por parte de alguns que se escandalizaram com suas opiniões teológicas, conforme Gonçalves (1991:93-107). Essa tensão agravou-se a tal ponto que Rizzo Jr. não viu mais condições de se manter nessa situação desconfortável e acabou fazendo a opção pelo pólo individual ao deixar o pastorado da Igreja Unida e dedicar-se completamente às suas preleções e escritos dentro do Instituto de Cultura Religiosa. Passou a pregar em igrejas de várias denominações, em teatros, salões, escolas, etc., falando às camadas mais intelectualizadas da sociedade.