SONUÇLAR VE ÖNERİLER
8- Yüksek kalsiyum içeriğinden dolayı her iki mermer üzerinde yapılan çalışma neticesinde, mermerler üzerindeki taşlaşma nedeniyle bakterilerin uzun süre varlığını
A descolonização na Argélia foi acompanhada de um retorno ao arabismo que não comprometeu o uso do francês, ainda que este tenha perdido seu estatuto de língua oficial. Hoje o francês é, por incentivo e investimentos franceses, parte integrante da grade curricular desde o quarto ano do ensino primário na Argélia. A tendência é que este programa se estenda para iniciar no primeiro ano primário, entretanto o que impede tal extensão é a rivalidade que existe entre a boa imagem de modernidade implicada no francês e o regime em vigor de legitimidade atribuída ao árabe e aos costumes de referências islâmicas.
Como nos conta o antropólogo Gilbert Grandguillaume (2004)18, ao mesmo tempo em que o francês é encarado como sinônimo de modernidade e de libertação dos tabus tradicionais que persistem na comunidade argelina, ele também é objeto de uma ambivalência, uma vez que a postura de rejeição à organização não é unânime. Existem os religiosos que temem os costumes de influência ocidental, visto que a língua francesa seria claramente aceita como o vetor de uma influência cultural divergente da cultura muçulmana, o que deixaria introduzir mais facilmente novos costumes ocidentais. Por outro lado, existem os modernistas que enxergam esta política como uma possibilidade de ascensão política e social. Estes buscam revalorizar suas tradições em língua francesa, uma vez que esta língua tem repercussão em maiores proporções.
O apreço à religião e a uma forma de vida tradicional, a consciência da hipocrisia social que envolve o francês, a desconfiança em relação aos costumes de influência ocidental, faz que exista um extenso grupo de opinião preso à língua árabe, o que impede o poder de decidir sobre algumas mudanças, como as medidas para o aumento do francês nos programas e ainda a adesão à Francofonia. Entretanto existe também uma forte corrente modernista que estima que a revalorização do ensino necessite dar uma atenção maior ao francês, e até mesmo ao inglês. (GRANDGUILLAUME, 2004).
Ao traçar um paralelo entre a política linguística na Tunísia, no Marrocos e na Argélia, Calvet (1995/2007) nos mostra que embora existam hoje os impérios linguísticos (francófono, lusófono, etc), a política linguística ainda é marcada sobretudo por uma dimensão nacional. O autor deixa claro que ao pensarmos o caso argelino, verificamos como a lista de países “francófonos” no sentido geopolítico é diferente da dos países sociolinguisticamente
18 Grandguillaume é professor e pesquisador da École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Seu texto
“francófonos”. Ele diz, por exemplo, que o Vietnã é bem menos “francófono” que a Argélia, mas a adesão a essa organização de cooperação francófona se origina exclusivamente de uma política linguística. Inclusive, em nosso próprio corpus tal ideia também é acentuada. “L’Egypte, qui fait partie de la sphère anglophone, est partie prenante de la francophonie. » (Corpus – texto 9)
Calvet nos explica que a Argélia, assim como a Tunísia e o Marrocos também passaram pelo momento histórico intitulado “política de arabização”, entretanto estes países souberam desvincular seu passado histórico das práticas de influência francesa. Já a Argélia persiste em adotar uma postura diferenciada, posição explicada possivelmente pelo maior dano que a metrópole causou ao país, tanto em número de mortes na guerra quanto em tempo de dominação, pois, como é sabido, a Argélia foi a última colônia a conquistar sua independência. Vale salientar que a presença francesa dura 132 anos na Argélia, 75 anos na Tunísia e 46 anos no Marrocos.
Outro aspecto que pode ter norteado a determinante posição argelina frente à Francofonia na atualidade diz respeito à particularidade da estratégia francesa adotada no país durante a colonização. A Argélia difere das demais ex-colônias, uma vez que esta passou a ser vista, durante boa parte da ocupação francesa, como parte integrante da França e não como colônia. O que comprova tal premissa é a célebre frase “L’Algérie, c’est la France” pronunciada em 12 de novembro de 1954 pelo presidente do Conselho francês Pierre Mendes France. A assimilação, proposta política que supostamente permitiria aos argelinos uma igualdade de direitos da justiça francesa, nunca funcionou como deveria, visto que os argelinos não conseguiram, em momento algum, ser aceitos como os franceses.19
Devido à política de arabização promovida pelo Estado e à resistência dos falantes da língua berbere e dos favoráveis ao uso do francês, a questão da língua continua sendo um problema crucial na Argélia. Atualmente, ainda que o árabe moderno seja a língua principal na Argélia, uma vez que a constituição determina a Língua Árabe como língua oficial do país, um grupo significativo de argelinos fala o berbere, que é reconhecida como “língua nacional”. Por outro lado, tem-se o francês sendo amplamente utilizado, em particular na área da educação e na comunicação midiática. Em suma, o interesse de nosso estudo recai sobre estes componentes fundamentais que caracterizam a identidade linguística do povo argelino. Como identificado em nosso corpus, esta fragmentação resulta em uma crise linguística:
19 Dados publicados na revista semestral “Le genre Humain”, Editions du Seuil 1997.
[23] Les nouvelles générations connaissent ce qui ressemble à une «crise linguistique». Oui, la fameuse formule «analphabète trilingue». «Ce qui est compréhensible. Cela est éducationnel et est le fait des événements et des crises dramatiques que le pays a vécus, et qui a tout déstructuré», a estimé M. Sansal. (Corpus – Texto 11)
No capítulo seguinte exporemos os procedimentos metodológicos utilizados nesta pesquisa, a saber, os critérios desenvolvidos para realizarmos a delimitação do corpus e seus recursos de análises.
3 METODOLOGIA DE PESQUISA: DELIMITAÇÕES DO CORPUS E