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Conforme mencionado acima, o tema é recente, assim como o próprio conceito de APL. Por conta das potencialidades desenvolvimentistas inerentes aos APL e de possíveis ganhos políticos há uma série de entidades, públicas e privadas, que se propõem a trabalhar o tema através de várias sugestões de iniciativas. Uma proposta deste autor é acompanhar essas ações

analisando suas metodologias, comparando-as a fim de verificar a plausibilidade das mesmas e as respectivas eficácias na promoção do desenvolvimento.

As entidades e propostas estão listadas a seguir:

- IPT – Propõe a entidade um “esforço para Criação de Rede Paulista de Apoio aos APL, a ser coordenado pela Secretaria do Desenvolvimento do Estado de SP (SD/SP) em parceria com a FIESP e o SEBRAE/SP” (IPT, 2007, p. 106).

- ALESP - afirma sua intenção de criar uma “Coordenação Estadual para atuação em APL: uma ação cooperativa a fim de acelerar o desenvolvimento sustentado dos APL em São Paulo” (ALESP, 2005, p. 77).

- FIESP – conforme painel apresentado por Coelho (2007), em consonância com as propostas para desenvolvimento da competitividade da indústria paulista, há uma proposta – de número quatro - específica para se promover o desenvolvimento de setores industriais e o desenvolvimento regional. Seus subitens são:

4.1 - Apoiar e estruturar arranjos produtivos locais: compatibilizar as ações do governo estadual com as ações da FIESP e do SEBRAE nos APLs apoiados por estas entidades e incorporar novos arranjos produtivos; desenvolver metodologias apropriadas, baseadas nas experiências acumuladas pelas referidas entidades, orientadas para o atendimento ás empresas, com foco em gestão, serviços tecnológicos, na demanda e no desenvolvimento de novos mercados. 4.2 – Estimular a formação de Agências de Desenvolvimento Local – ADL (COELHO, 2007, p. 72).

Outro foco importante para pesquisas refere-se às ADL e ADR no Estado de São Paulo e na Federação. Uma hipótese a que este autor se arroja é considerar que um APL – ou um grupo

deles - pode servir como um ‘pavimentador’ de uma ADL, mais legítima, pois endógena e com relações de confiança e cooperação já minimamente estabelecidas. Essa ADL pode – ou não - estar subordinada a uma ADR e sua função principal seria promover o desenvolvimento local. Essa ADL gerada por uma ‘semente germinada’ em um APL, teria, assim, mais legitimidade para se alcançar todas as potencialidades que dela advém: interlocução com agentes de fomento industrial e financeiro; estreito relacionamento com poder público municipal; foco no desenvolvimento local e regional; ambiente propício à cooperação dado o nível estabelecido de confiança interna; valorização das características vocacionais do município e região; governança minimamente estabelecida; histórico das ações do aglomerado; análise dos pontos fortes e fracos de um APL; assim como das oportunidades e das ameaças do mercado ao APL e seus empresários; além de um esboço de um planejamento estratégico para o setor predominante no local.

Uma ADL assim gerada serviria, na pior das hipóteses, para contribuir com a governança do APL. Ademais, por ser endógena, com maior legitimidade, contribuiria para minimizar o viés político, característico das ADL nascidas exclusivamente sob a égide de iniciativa pública.

Pode-se pesquisar, também, a possibilidade de que ADR funcione como um a Rede de APL; ou seja, um arranjo com funções macro realizando, por exemplo, articulação dos articuladores municipais. O grande desafio é operar supra partidariamente e de maneira imparcial.

Uma instituição pública que sugere políticas específicas para ADR – potencial tema para pesquisa futura – é a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo (SD/SP) que informa no seu site:

Observando as especificidades de cada localidade, o modelo proposto para a constituição dessas agências possibilita ultrapassar os limites físicos-políticos dos municípios, oferecendo um padrão de atuação integrada para o desenvolvimento e fortalecimento econômico e social de abrangência regional. A estratégia é encontrar o equilíbrio entre melhoria de especializações já consolidadas e busca de novas oportunidades que diversifiquem a base econômica e produtiva da região, dentro do contexto de globalização do mercado. O resultado esperado é a construção de uma base produtiva renovada e diferenciada, com foco em recursos humanos, infra-estrutura, inovação tecnológica e posicionamento de mercado. Propõe-se a formatação jurídica de cada Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), constituída pela iniciativa privada (empresários, trabalhadores e sociedade civil participando como investidores, executivos e em caráter consultivo) e pelo poder público (Federação, Estado, Município - em caráter consultivo e caráter executivo nas atribuições exclusivas). Futuramente, deverá ser criada uma rede de ADRs do Estado de São Paulo (através do Fórum Paulista de Agências de Desenvolvimento Regional), trocando experiências e compartilhando informações, tecnologia e conhecimento para a solução otimizada e integrada de problemas comuns aos municípios paulistas. (SECRETARIA DO DESENVOLVIMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2007).

Uma outra sugestão para pesquisa futura é comparar os APL de VGS e Tambaú – os dois de cerâmica vermelha, analisados sob a metodologia integrada FIESP/MDIC e de municípios próximos - com vistas a buscar compreender o estabelecimento de compromissos e de competências exclusivas de cada um dos APL. Um dado importante seria comparar o grau de governança do APL na medida em que, ao contrário do APL de VGS, o de Tambaú contratou um Agente Local na segunda metade do projeto conveniado.

Finalmente, e considerando que há poucas informações qualitativas e quantitativas sobre o desempenho em APL, a sugestão é verificar a aplicabilidade da proposta dos autores: Cardoza, Carpinetti e Gerolamo (2005) em termos de avaliação de desempenho de APL. Destacam que para promover a eficiência coletiva em APL é recomendada a prática gerencial denominada de Gestão de Desempenho (Fonseca e Amato Neto, 2004 apud Cardoza, Carpinetti e Gerolamo, 2005). Assim, os autores destacam que para incentivar ou promover uma APL é necessário criar um Sistema de Indicadores de Desempenho (SID) para avaliar os pontos fortes e fracos dos aglomerados de PME e desenvolver políticas industriais para a

localidade e regiões que concentram tais empresas. Os mesmos autores propõem um modelo teórico de avaliação de desempenho para os APL e propõem as seguintes perspectivas para o desenvolvimento de indicadores de desempenho para APL de MPME: de análise financeira, de desenvolvimento econômico-social do local/região, de agentes locais de cooperação- industrial, de cooperação de empresas – formação de rede vertical e horizontal, de avaliação de fornecedores e prestadores de serviços especializados, de mercado consumidor (clientes), de eficiências coletivas, de práticas de melhoria contínua, do sistema de produção local, de recursos humanos especializados (mão-de-obra) e, por fim, da governança local.

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LISTA DE ANEXOS

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INDÚSTRIAS DE SP. DECOMTEC/FIESP: São Paulo, 09 jan. 2007. 45 p.

ANEXO B – MDIC 1 – APOIO A ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS:Políticas Públicas

e Metodologia de Atuação Integrada. MDIC: Brasília, 20 abr. 2007. 1 CD-ROM

ANEXO C – MDIC 2 – APOIO A ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS: Plano de

Desenvolvimento. MDIC: Brasília, 20 abr. 2007. 1 CD-ROM

ANEXO D – MDIC 3 – APOIO A ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS: Projeto de apoio

Benzer Belgeler