BÖLÜM 1: ŞİİLİKTE SİYASET ANLAYIŞI
1.3. Şiilikte Siyasi Düşünce ve Devlet Yönetimi
1.3.3. Humeyni’nin Yorumuna Karşı Çıkan Bazı Şii Fakihler
A aids é uma doença contemporânea. Foi identificada no início dos anos 80; modificou costumes da sociedade, transgrediu idéias arraigadas na comunidade
médica e ceifou milhares de vidas. Inicialmente disseminada em segmentos da população (homossexuais, pacientes submetidos a transfusão sanguínea), a aids se manifestava como alteração de imunidade biológica, tornando o paciente vulnerável a infecções oportunistas e complicações neurológicas. Em pouco tempo, a aids se alastrou com características epidêmicas em todo o mundo, e afeta pessoas de todas faixas etárias, classes sociais e etnias (Grassi et al., 1994; Centers for Disease Control, 2010; National Institutes of Health, 2010b; World Health Organization, 2010).
No Brasil, milhares de pessoas foram infectadas pelo HIV e quase 90% dos municípios, em todos os estados da federação, registram ao menos um caso da doença (Brasil, 2010a). Pacientes com aids necessitam uma atenção transdisciplinar, envolvendo equipes de saúde com formação profissional diversificada, como médicos, dentistas, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, entre outros. Apesar de ser uma doença fatal, a sobrevivência dos pacientes depende da época do diagnóstico, de fatores biológicos não identificáveis e da eficácia da terapia medicamentosa (Silverman, 1995; National Institutes of Health, 2010b).
A diversidade de ações necessárias para conter a propagação da doença e pela finalidade de se implantar medidas de prevenção, controle, diagnóstico e tratamento levou o serviço público de saúde a criar centros de provisão de cuidados nessa área em todo o país. O Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS estabelecido em São Paulo tornou-se referência no atendimento de pessoas com HIV/AIDS no Brasil. O presente estudo descreveu, nesse contexto, as ações de atenção odontológica para os pacientes infectados e de capacitação de profissionais para cuidar desses pacientes que têm sido desenvolvidas pela equipe de saúde bucal desse estabelecimento (Currey et al., 1990; Brasil, 2000).
Os cuidados no tratamento de PNE com histórico de doenças infecto- contagiosas passa por um aprimoramento nas técnicas de biossegurança que devem ser implantadas desde a faculdade e nos serviços de Odontologia em geral. O controle da infecção cruzada é uma obrigação do profissional que precisa cuidar
de seu paciente e de si mesmo, evitando riscos de contaminação. Há um risco teórico de ocorrer a transmissão do HIV durante o atendimento odontológico, do cirurgião-dentista para o paciente, ou vice-versa, envolvendo possíveis acidentes com material biológico contaminado. Essa possibilidade induziu questionamentos éticos, com muitos profissionais e estudantes tendo demonstrado sinais de preconceito e se rejeitando a prover cuidados odontológicos a pacientes infectados (Currey et al., 1990; Alvez, 2002; Seacat; Inglehart, 2003; Pagliari et al., 2004; Senna et al., 2005; Azodo et al., 2010). Essa situação também afetou o CRT por um período, pois a demanda por atendimento odontológico era aumentada pela dificuldade que muitos pacientes enfrentavam em procurar serviços na comunidade odontológica.
A esse respeito, a solução encontrada foi ampliar os protocolos de segurança no atendimento odontológico e considerar que todo paciente pode ser potencialmente portador da infecção, uma vez que é impossível distinguir clinicamente pacientes assintomáticos dos não infectados (Discacciati; Villaça, 2001; Corrêa; Andrade, 2005). Com isso, o profissional procuraria oferecer o melhor de si e seguir as regras universais de biossegurança em todos os atendimentos.
A educação é o melhor caminho para desmistificar o atendimento de pacientes com o vírus da aids. O conhecimento sobre a infecção e as medidas de biossegurança são essenciais; insuficiências de formação nessas áreas têm sido consideradas o obstáculo primordial para a provisão de cuidados a esses pacientes (Oliveira et al., 2002; Patton et al., 2002; Sposto et al., 2003; Seacat; Inglehart, 2003; Nasir et al., 2008). O problema não se restringe ao aluno em formação, professores responsáveis pela educação em faculdades também demonstraram desconhecimento dos cuidados gerais na atenção odontológica de pacientes infectados (Pagliari et al., 2004). Nesse sentido, sublinha-se a importância do CRT, não apenas na oferta direta de tratamentos, mas na formação teórica e prática dos profissionais que irão propiciar a ampliação da assistência odontológica a esses pacientes.
A prevenção de riscos e o suporte da instituição no caso de acidentes com instrumentos deve ser dirigido para todos os funcionários que atuam diretamente
com o paciente. No CRT, é sugerido que todos os profissionais recebam todas as vacinas disponíveis para a prevenção de infecções; os acidentes com instrumentos pérfuro-cortantes são raros e a instituição apóia o profissional em todos os momentos. As vacinas contra as hepatites e protocolo pós-exposição rigoroso são ferramentas que contribuem com o dentista que vai executar os procedimentos (Carvalhais et al., 2007; Azodo et al., 2010).
A formação dos estudantes nas faculdades de Odontologia deve privilegiar conceitos éticos e de confiabilidade; por tudo que envolve a aids, os pacientes muitas vezes sentem-se inseguros de informar aos profissionais suas reais condições, perdem os dois, o paciente por não receber a devida atenção para seus problemas gerais, o profissional que desavisado pode não se comportar adequadamente perante a doença e ao paciente (Discacciati; Vilaça, 2001; Rohn et al., 2006). Mas os profissionais já formados também devem se beneficiar da educação continuada, com a evolução dos prognósticos de expectativa de vida a infecção tem mudado de perfil, tanto pelos aspectos clínicos do paciente infectado, como pelas novidades terapêuticas que dão um novo alento aos doentes (Mulligan et al., 2006).
Nesse sentido, o CRT tem procurado oferecer uma atenção sempre renovada para a educação continuada dos profissionais que efetuam estágios e treinamento. Os novos estagiários que chegam ao CRT já não se assustam como no início da epidemia. O advento da terapêutica anti-retroviral mudou a forma de encarar a doença, mas será que os dentistas estão se preparando melhor para o atendimento dos pacientes, diminuiu o preconceito, os preceitos de biossegurança estão sendo plenamente aplicados? A coordenação da equipe de saúde bucal do CRT diz que desde a criação do setor, nenhum estagiário chegou adequadamente preparado para os cuidados de biossegurança; essa observação é consistente com a literatura pesquisada (Mulligan et al., 2006; Abreu et al., 2009).