• Sonuç bulunamadı

2. KURAMSAL ÇERÇEVE VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

2.2. Özel Yeteneklilik Kavramı

2.2.1. Howard Gardner‟in Çoklu Zekâ Kuramı

Em 1992, houve no Brasil, o que pode ser chamada a primeiríssima experiência de disponibilizar conteúdo jornalístico via acesso pela rede. Em Santos, foram publicados, via um BBS, a revista "Cyber" e o jornal "Versão Zero". No entanto, a primeira inserção de um jornal brasileiro de grande porte que utilizou uma rede de computadores se deu em junho de 1994, no período da Copa do Mundo de Futebol, realizada nos EUA, quando O Estado de S. Paulo colocou à disposição, via BBS, o material produzido pelos seus repórteres enviados aos EUA. No carnaval de 1995, o Estadão comprou o domínio americano www.agestado.com, ampliando seu leque de informação com serviços em língua estrangeira para investidores do mercado financeiro.

Assim, o Grupo Estado se tornou o pioneiro no jornalismo on-line na América Latina por meio da Agência Estado/Broadcast. Antes que o primeiro navegador Mosaic chegasse ao Brasil, o diário já apresentava em junho e 1993 o projeto Estadão Multimídia. Em agosto do mesmo ano, o Grupo Estado começou a explorar novas ferramentas, como o fax e os boletins eletrônicos em formato BBS (Bulletin Board System). "Além disso, o FaXPaper e o Newspaper, também tínhamos dois BBS. Um era para o cliente da Agência Estado e outro dedicado a pessoas físicas, os leitores do jornal. Foi exatamente este último serviço que surgiu o NetEstado.", recorda Luciano Martins Costa, ex-diretor e criador da versão digital de O Estado de São Paulo. (FLORIANO; CORRÊA, 1996, p. 21)

O jornal digital do Estadão, então denominado NetEstado, foi estruturado em março de 1995. A arquitetura das primeiras páginas web foi planejada em julho do

mesmo ano, mas só foram disponibilizadas na internet em 8 de dezembro. Por isso, o Jornal do Brasil é considerado o primeiro diário digital do País "a fazer cobertura completa no espaço virtual" (MOHERDAUL, 2000, p.22). O Jornal do Brasil foi disponibilizado integralmente no sistema WWW em 28 de maio de 1995.

Nesta trajetória, importante ressaltar também o esforço de dois gigantes da comunicação brasileira, o grupo Abril e o sistema Globo, que usaram de “táticas de guerra” para construir as versões eletrônicas de suas publicações. Localizados em São Paulo e Rio de Janeiro respectivamente, desenvolveram durante um bom tempo estudos sobre interfaces gráficas e conteúdo editorial, até ter o que mostrar ao público. Nessa corrida, no início, a multinacional global se uniu ao australiano naturalizado americano Ruppert Murdoch, dono de um império das comunicações avaliado em mais de 10,5 bilhões de dólares. A grande fusão incluiu, entre outros bens, jornais como The Times e The Washington Post; a rede de notícias Fox; 40% das ações do satélite inglês BSkyB (TV por assinatura Sky); 64% das ações do sistema de satélite Star TV na Ásia, sudeste asiático e Índia; o estúdio de cinema da Twentieth Cenury-Fox e os serviços Delphi Internet e MCI Joint Venture. O Grupo Abril é formado por Capital Cities, rede ABC de televisão-Walt Disney Corporation, Hearst Corporation e a Falcon Cable Systems, operadora de TV a cabo, com investimento de 200 milhões de dólares.

No início o sistema Globo colocou no ar a versão online do jornal O Globo, contendo apenas matérias do caderno de informática, atualizadas semanalmente, mas essencialmente com o mesmo conteúdo da versão impressa, incluindo algumas imagens. O projeto e layout das páginas eram simples, usavam linguagem HTML – linguagem básica com a qual são construídas as páginas da Internet -, poucos gráficos e recursos. Com o lançamento do portal Globo.com, a empresa disponibilizou para o usuário grande parte do conteúdo de suas produções jornalísticas e de entretenimento. No primeiro dia no ar, aproximadamente 15 mil pessoas acessaram os conteúdos.

Em julho de 1995, outro forte grupo de conteúdo noticioso a acreditar na nova mídia foi o conglomerado Folha. Quando uma equipe de profissionais da Agência Folha em colaboração com a redação do jornal Folha de S. Paulo começou a

colocar no ar notícias da edição impressa denominada de Folha Web, esta foi a primeira tentativa do grupo de tentar compreender a dinâmica da rede e estava, de certa forma, seguindo a tendência das publicações da época. Entretanto, o grupo Folha queria mais. Em 28 de abril de 1996 é lançado, em fase experimental, o Universo Online. O serviço tinha como espelho experiências bem- sucedidas nos EUA, como a Compuserve e a American Online. Desde o início ficou claro que não se tratava apenas de um site de uma empresa de comunicação. O Grupo Folha almejava com o Universo Online explorar o mercado de serviços online do País, o qual ele mesmo criara, juntamente com o seu concorrente,Brasil Online, do Grupo Abril. Este, aliás, do ponto de vista cronológico, foi o primeiro serviço online introduzido no país. (FREITAS, 1999, p.133)

A grande contribuição dessa nova empreitada, chamada UOL, além de agregar sob um mesmo guarda-chuva conteúdos de dois gigantes da comunicação analógica, foi ser responsável pelos primeiros experimentos com vídeos na Internet brasileira. É importante ressaltar que não havia tecnologias consolidadas para produção e transmissão de vídeo. A Folha de São Paulo, em parceria com o Universo Online, do grupo Abril, no início de 1995, disponibilizava matérias sobre informática e ciências publicadas pelo jornal impresso. Também eram atualizadas semanalmente. O veículo publicava reportagens especiais sobre outros assuntos, com a inclusão de arquivos de fotos e também sons. O projeto gráfico das páginas não era baseado em imagens, o que tornava o acesso mais rápido para os leitores que se conectavam à velocidade menores naquela época.

O Brasil, porém, só veio a conhecer um jornal virtual, em nível nacional, sem vínculo com uma edição impressa, de TV ou Rádio, em meados de 2002, o “Último Segundo”. Ainda como reflexo da bolha de investimentos neste setor e pressionado pela concorrência deste site noticioso dentro do portal da IG, portais como o Terra passaram a contar com redações próprias para a Web. Outros, como o da UOL – Universo On-line, contam com notícias em tempo real, mas ligados a Folha de São Paulo. Outro portal, www.globo.com.br conta também com o apoio das empresas de comunicação do grupo.

Polyana Ferrari (2006) ao analisar a trajetória do jornalismo on-line no Brasil, chama a atenção que foram as empresas tradicionais, que se mantém como os maiores conglomerados de mídia no país, como as Organizações Globo, o grupo Estado, o grupo Folha e a Editora Abril que deram os primeiros passos na Internet brasileira, seguidos pelo boom mercadológico de 1999 a 2000, quando todas as atenções se voltaram a Nasdaq (National Association of Securities Dealers Automated Quotation), a bolsa de valores da Nova Economia. Segundo a autora, muitos portais brasileiros atraíram investidores estrangeiros na época. Sobre o ingresso destes grupos na Rede, Ferrari observa que:

De 1997 até o final de 2000, os grandes sites de conteúdo brasileiros, assim como os norte-americanos, miraram sua pontaria na oferta abundante de conteúdo, muito mais voltado ao volume de notícias do que ao aprofundamento da matéria. Se olharmos o cenário a partir do início de 2001, no entanto, percebemos que a Internet abandonou o glamour de 2000, quando todo o proprietário de site imaginava que, com pouco investimento e muita criatividade, ficaria rico e faria com que seu site figurasse como case de sucesso nas revistas especializadas” (FERRARI, 2006, p.28)

A constatação da autora sobre a potencialidade mercadológica da Web vislumbrada pelas empresas de comunicação, é reforçada na análise do autor Ernani Coelho Neto, no artigo intitulado – O contexto empresarial do jornalismo on- line – (2003). No texto, Coelho observa que para as indústrias de mídia que dominam a produção de conteúdo, o mundo on-line representa tanto um desafio, quando uma oportunidade. Por esta razão, segundo o autor:

(...) enquanto cientistas sociais estão tentando entender as possibilidades que se abrem com a popularização da mídia on-line nos diversos aspectos da vida social, grandes grupos de comunicação investem fortunas, a despeito de retornos ainda duvidosos, apenas para garantir sua presença na rede (MACHADO; PALACIOS, 2003, p.61)

Seguindo uma tendência mundial, além das versões on-line dos jornais tradicionais que começaram a surgir na rede a partir de 1995, começam também a surgir publicações, que não possuíam um modelo material prévio. José Afonso da

Silva Junior (2003) aponta como motivos o baixo custo de produção de uma publicação on-line e o fim da necessidade de possuir uma rede de distribuição complexa de altos custos para circular a informação. Porém, segundo o autor, o cenário que se cria, no caso brasileiro, é uma convivência em paralelo dos modelos tradicionais adaptados e transpostos ao novo ambiente e, por outro lado, uma miríade de veículos sem referente material, de direcionamento a públicos específicos, e com uma lógica de disponibilização de informações que fogem ao modelo tradicional .

Partindo-se do pressuposto que as inovações tecnológicas nos meios de comunicação se desenvolvem através de mutações interrelacionadas de elementos como tecnologia, comunicação e organização é que desenvolvemos os tópicos a seguir.

Benzer Belgeler