2.6 Ses ve horlama analizleri
2.6.4 Horlamanın değerlendirilmesi
Posteriormente buscou-se planejar como seria aplicado o mapeamento, para isso foram adotados dois procedimentos, sendo eles: a) Escolha das fontes de informação: neste procedimento documentos de patentes foram considerados como a principal fonte de dados para a análise de perfil tecnológico, devido ao fato da área instrumentação aplicada ao agronegócio estar próxima ao desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias. Já para as pesquisas científicas portais e documentos institucionais foram considerados; b) Escolha das técnicas de análise: dentre as técnicas existentes na literatura foi escolhida a bibliometria, pelo fato de seu uso estar consolidado na literatura em processos de análises de patentes, além de permitir analisar grandes quantidades de dados. A outra técnica complementar escolhida foi a análise de conteúdo, por permitir categorizações a partir de dados textuais.
6.3.1 Procedimento de escolha das fontes de informação
No que diz respeito às fontes científicas foram considerados portais institucionais de cada organização e alguns documentos oficiais. Já em relação à fonte tecnológica utilizada na recuperação de documentos de patentes, a base de dados DII, mostrou-se a mais promissora dentre as existentes na literatura, pois, além da organização do estudo de caso ter acesso à
base, esta proporciona várias facilidades como: disponibilidade no Portal Capes; possibilidade de uso de estratégias de busca booleanas complexas; possui cobertura supranacional; oferece informações bibliográficas de patentes desde 1963 de 40 principais escritórios do mundo e possui um total de 22.764.581 registros de patentes indexados8.
Em relação às suas características operacionais, a DII possui três modalidades de busca: geral, avançada; patentes citadas. Além disso, é possível acessar um histórico de pesquisas anteriores e a função timespan permite delimitar um período para busca. A base possibilita o uso de e combinação de operadores booleanos (AND, OR, NOT e SAME) e curingas (*, ? e $), permitindo a elaboração de estratégias de busca complexas, atendendo às necessidades da presente pesquisa. Uma outra facilidade e vantagem, é que ela agrupa os principais depositantes em códigos específicos, padronizando a análise final e evitando erros nos indicadores. Além disso, melhora o título e o resumo das patentes, buscando conteúdo no texto completo do pedido e adicionando informações nos respectivos campos mencionados, a fim de melhorar o entendimento entre o usuário e a base (THONSON REUTERS, 2012).
6.3.2 Procedimento de escolha das técnicas de análise
Após a escolha da base surgiu questionamentos acerca de quais técnicas de análise utilizar dentre as existentes na literatura. Optou-se pela elaboração de indicadores tecnológicos, a partir de documentos de patentes utilizando a técnica da bibliometria e o software de mineração de texto VantagePoint (VP) e também a categorização das pesquisas das organizações por meio da análise de conteúdo dos portais e documentos institucionais. Ambas as técnicas se apresentam consolidadas e em muitos trabalhos aparecem como complementares.
De acordo com Okubo (1997) o conceito de bibliometria se consolidou em 1969 por autoria de Pritchard. O autor compreendia este conceito como o processo de aplicação de métodos e modelos estatísticos em livros e outros meios de comunicação. Com o passar do tempo a bibliometria se tornou um termo genérico e amplo na realização de mensurações específicas e elaboração de indicadores, passando a ter a finalidade de mensurar quantitativamente da produção científica e tecnológica através de dados de publicações e patentes. A bibliometria se fundamenta basicamente em 3 leis (RAVICHANDRA RAO, 1986):
8 Valor contabilizado até fevereiro de 2013
a) Lei de Lokta (1926): analisa o número de publicações e a frequência destas por autores individuais, dentro de uma temática específica. Esta análise mostra a contribuição de autores para o progresso científico ou tecnológico.
b) Lei de Branford (1934): analisou a dispersão de periódicos, preocupando-se em selecionar os que abordavam um assunto específico dentro da ciência.
c) Lei de Zipt (1949): estabelece uma relação constante entre a frequência de uma palavra e a posição de uma palavra em um ranking, baseada no princípio geral do esforço mínimo, as palavras que demandam um esforço mínimo aparecem com maior frequência no texto.
Segundo Quoniam (1993), o uso da bibliometria para analisar registros de patentes é bem difundido na literatura e esta análise é relevante quando a aplicação se utiliza de grandes quantidades de registros. Dessa maneira, o uso de softwares de mineração de textos e dados para lidar com grandes volumes de registros são cada vez mais recorrentes. Um exemplo desses softwares é o próprio VantagePoint (VP), que fornece facilidades e ferramentas que contribuem no tratamento, contagem bibliométrica e análise de grandes volumes de dados brutos obtidos das bases de dados (VANTAGEPOINT, 2013). Embora existam softwares para bibliometria, algumas bases de dados disponibilizam ferramentas que possibilitam análises bibliométricas dos resultados de uma busca, como a própria DII, porém com certos limites.
Outra técnica que pode ser empregada é a análise de documentos, também compreendida como análise de conteúdo, possui caráter qualitativo ou quantitativo, foi originada no final do século passado. Na perspectiva de Bardin (1977) a análise de conteúdo iniciou-se com o conceito de hermenêutica. É utilizada para descrever e interpretar o conteúdo de toda classe de documentos e textos, além de uma leitura comum. Durante seu processo evolutivo tem oscilado entre a subjetividade das interpretações e o rigor e objetividade dos números. Entretanto, a abordagem quantitativa se destaca, utilizando especialmente a indução e a intuição como estratégias para atingir níveis de compreensão mais aprofundados dos fenômenos que se propõe a investigar (MORAES, 1999).
A matéria-prima da análise de conteúdo constitui-se de qualquer material proveniente da comunicação verbal ou não-verbal, os dados advindos dessas diversificadas fontes se encontram em estado bruto. Esta análise pode ser utilizada para complementar a informação obtida por outros métodos, como a bibliometria, ou ser um método de pesquisa exclusivo. A técnica é constituída das seguintes etapas: a) levantamento e análise dos documentos: no
levantamento a natureza dos documentos é muito variada, portanto, a própria natureza do estudo orienta o investigador na escolha das fontes primárias ou secundárias a serem utilizadas. Após a escolha da fonte deve-se b) selecionar os documentos: para isso, adota-se uma estratégia de seleção, de modo a escolher o que recolher e c) analisar. Para extrair dados dos documentos recolhidos deve-se primeiramente organizá-los e posteriormente manipulá- los, para então categorizar-se as frases, descrever a estrutura lógica das expressões, verificar as associações, denotações, conotações etc. (CALADO; FERREIRA, 2005; MORAES, 1999)
6.4 PROCESSO DE MAPEAMENTO DAS ORGANIZAÇÕES E RECUPERAÇÃO DAS