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Hizmet Kayıt Metotları .1 HizmetKayit Metodu

Belgede 12/10/2016 (sayfa 123-128)

Metot Adı Giriş Parametresi Çıkış Parametresi

4.2 Hizmet Kayıt Metotları .1 HizmetKayit Metodu

Como já explicado anteriormente, o conceito original de Swales apresentava um grave problema quanto a sua amplitude, problema esse já exposto pelo próprio Swales (1992) ao indagar-se o que seria uma comunidade discursiva acadêmica, todos os campi? Cada campus separadamente? Cada área de conhecimento? Cada departamento?

Essa inquietação do próprio autor fez-nos buscar uma resposta a essa pergunta e ao refletirmos acerca da estrutura própria de comunidades complexas como a acadêmica e a que serve de objeto de nossas investigações aqui, os “blogueiros”, identificamos que na verdade esses grupos maiores são organizados em função de múltiplos sub-grupos, orientados cada um por objetivos particulares, mas interelacionando-se todos por uma gama de traços comuns que vão desde um objetivo maior, partilhado por todos os sub-grupos até outras características como gêneros, valores e léxico também comuns a todos.

Além disso, esses grupos menores organizam-se também de forma hierarquizada num todo maior que os identifica como pertencentes a um mesmo grupo maior e não como diversos grupos independentes entre si. Dessa forma, optamos por subdividir o conceito original de Swales em dois:

Comunidade discursiva global: redes sócio-retóricas amplas formadas a partir de múltiplos sub-grupos organizados hierarquicamente e interelacionados entre si por um ou mais objetivo(s), gêneros, valores e léxico comuns.

Comunidades discursiva local: um grupo menor pertencente a uma comunidade global com quem compartilha objetivos, valores, léxico e gêneros, mas que apresenta em sua constituição traços próprios relativos a essas categorias, o que o identifica como sendo um grupo menor formado a partir de objetivos, valores, léxico e gêneros

específicos podendo também ter sua hierarquia própria, mas sempre situando-se também no todo hierárquico maior da comunidade global a que pertence.

Cabe aqui salientar que as nomenclaturas: comunidade global e comunidade local procuram refletir o caráter latu e strictu de cada grupo, respectivamente, não designando, portanto, “global” ou “local” na acepção de lugar geograficamente estabelecido.

Os mesmos termos podem ser encontrados em Killingsworth e Gilbertson (1992 apud SWALES, 1998), mas com sentidos completamente distintos, sendo para os referidos autores uma comunidade local (ou de lugar) um grupo que possui um locus próprio quer seja uma empresa ou uma escola, por exemplo. Já uma comunidade global, para os mesmos autores, seria um grupo, que mesmo não trabalhando junto, une-se por interesses comuns quer sejam esses profissionais ou recreativos, sem que haja, contudo, um lugar específico de encontro.

Como se pode perceber, os autores centralizam suas definições no fator geográfico, sem estabelecer qualquer relação entre os seus dois conceitos de comunidade, o que, como já dito, separa-nos decisivamente do ponto de vista conceitual, embora os termos sejam iguais. Em nossa concepção uma comunidade local está intrinsicamente ligada à comunidade global da qual faz parte e herda a maioria de suas características, diferenciando-se, contudo, no caráter mais específico de elementos como objetivos, valores e elenco de gêneros.

Para uma melhor visualização propomos a seguinte figura resumitiva de nossas idéias sobre a relação entre comunidade discursiva global e suas comunidades locais.

Figura 1: relações entre comunidade global e suas comunidades locais.

Como se pode perceber, a comunidade global é representada pelo círculo verde claro dentro do qual haverá tantas comunidades locais quantas pudermos identificar como partilhadoras dos mesmos objetivos, valores, léxico e gêneros comuns a todos os integrantes do grupo maior. Além de relacionarem-se com o todo maior, cada comunidade local relaciona-se com outras também locais tanto no tocante às características gerais do grupo como mesmo em relação a características particulares, como, por exemplo, gêneros ou léxico específicos.12

Cabe ainda ressaltar que também a comunidade global não está à solta no espaço, ela também deve pertencer a um outro contexto maior do qual é tributário (círculo maior da figura). No caso de nosso objeto de pesquisa, os blogueiros, esse círculo maior é a blogosfera que se enquadra por sua vez no ciberespaço, entendido

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Para uma melhor visualização disso remetemos nosso leitor para o capítulo 7, onde falaremos da comunidade local “bar do escritor”.

como em Levy (1999) como o espaço de comunicação mundial advindo da interconexão de computadores online. Ainda segundo Levy, esse novo espaço de interação humana tem provocado mudanças significativas no processamento de interação e informação, alterando os padrões de sociabilidade, o que tem caracterizado o surgimento de um novo padrão cultural humano a que ele denomina cibercultura.13

Como oriundo e estabelecido nesse contexto maior, ciberespaço e cibercultura, a comunidade blogueira é tributária de suas especificidades, o que será melhor demonstrado em nossos capítulos 6 e 7 em que analisaremos essa questão mais de perto.

Temos consciência também de que o ciberespaço não pode ser visto como algo homogêneo, tal como se encontra na figura 1. Contudo, subdividi-lo, nesse momento, seria impossível tanto do ponto de vista metodológico, dado nosso pouco tempo disponível e a necessidade do recorte próprio à pesquisa científica, quanto do ponto de vista teórico, já que não há ainda maiores pesquisas sobre esse contexto maior do ciberespaço. Contudo, acreditamos que estudar um determinado grupo situado nesse contexto ainda incipiente em estudos é, de alguma forma, ajudar a entender esse todo maior, pensamento semelhante a Guimarães Júnior (1997, p, 03):

O ciberespaço não pode ser considerado como homogêneo e "total". Percebemos que, da mesma forma que em sociedades complexas, a experiência de alteridade no seu interior é vivida de maneira bastante intensa. As comunidades virtuais, listas de discussão, grupos de Usenet, sites de IRC (Internet Relay Chat) inscrevem, no ciberespaço, tribos de interesses e significados compartilhados. Isto faz com que a compreensão das novas formas de sociabilidade desenvolvidas pelo ciberespaço passe pelo estudo etnográfico destas "tribos".

Belgede 12/10/2016 (sayfa 123-128)

Benzer Belgeler