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2. BAKIM HİZMETLERİ KALİTE STANDARTLARINA GÖRE UYGULAMALAR,

2.2. UYGULAMALAR

2.2.1. Kuruluş Bölümlerine İlişkin Uygulamalar

2.2.1.5. Hizmet Alan Odaları İle İlgili Düzenlemeler

Conforme demonstrado nos itens 4.2.1.1 e 4.2.1.4, pode-se afirmar que o objetivo principal do trabalho foi atendido “verificar se a Controladoria das empresas privadas de controle brasileiro, da cidade de São Paulo, está praticando a Estrutura Conceitual da Controladoria discutida na pesquisa acadêmica, em seus aspectos procedimentais: objetivos, funções e artefatos utilizados”; assim como o segundo aspecto do problema da pesquisa, “as empresas, com prática aderente à Estrutura Conceitual discutida na pesquisa acadêmica, têm desempenho econômico melhor do que as de prática não aderente”.

A média de aderência das empresas às questões nos blocos Gestão, Objetivos e Funções foi de 88%, conforme Tabela 4.4, um percentual bem alto, podendo-se dizer que as definições do papel da Controladoria, seus modelos e funções, para as empresas desta pesquisa, estão bem aderentes à Estrutura Conceitual da Controladoria. Isto significa que a prática dessa parte conceitual da Controladoria pelas empresas da pesquisa está bem

consolidada conforme a Estrutura Conceitual da Controladoria discutida na pesquisa acadêmica.

Já o bloco de Artefatos obteve média de aderência das empresas às questões de 43%, metade da média de aderência dos blocos de Gestão e Funções. O grande número de artefatos classificados como modernos explica o baixo percentual médio de aderência à pesquisa desses três blocos de Artefatos. Segundo Soutes e Zen (2005), um percentual pequeno das empresas está utilizando os artefatos do quarto estágio, considerados modernos. Nesses três blocos encontrou-se uma quantidade maior de questões com similaridade às pesquisas externas, provavelmente por esses artefatos estarem ligados à Contabilidade Gerencial, que tem sido objeto de muitas pesquisas acadêmicas.

A média geral de todos os blocos, Tabela 4.4, foi de 59%, entretanto, pela diversidade do conteúdo, é preferível explicitar o resultado em partes. Os conceitos, objetivos, funções e gestão apresentados nos três primeiros blocos estão bem consolidados, com 88% de aderência; nos três últimos blocos, os artefatos mais tradicionais estão bem consolidados, com 72% de aderência e os mais modernos estão com metade da aderência, 34%. Dessa forma, acredita-se responder positivamente à questão de pesquisa: “A Estrutura Conceitual praticada hoje pela Controladoria das empresas privadas de controle brasileiro, da cidade de São Paulo, no cumprimento de seus objetivos, funções, e considerando também os artefatos utilizados, é aderente à Estrutura Conceitual discutida na pesquisa acadêmica”. Ressalva-se que, nas ferramentas utilizadas pela Controladoria, a parte dos artefatos modernos ainda tem uma aderência relativamente baixa, 34%.

Os resultados desta pesquisa demonstraram haver uma associação entre aderência à pesquisa e rentabilidade, tendo em vista a diferença de rentabilidade entre as empresas com maior aderência, com rentabilidade média de 20%, e as empresas com menor aderência, com rentabilidade de 15%; comprovando positivamente a Premissa P1 “As empresas mais aderentes à estrutura conceitual têm desempenho econômico melhor do que as empresas menos aderentes”. Deve-se observar que para uma análise mais acurada seria necessária uma amostra com empresas com as mesmas realidades de mercado; entretanto observa m-se na maioria dos setores, empresas de mesmo setor ocupando concomitantemente posição entre as onze empresas menos aderentes e as onze mais aderentes.

Os resultados da pesquisa indicaram também que as onze maiores empresas em vendas obtiveram rentabilidade média de 20,4%, uma rentabilidade bem maior do que os 14,8% obtidos pelas onze empresas menores; comprovando positivamente a Premissa P2 “As

empresas maiores, por terem maior capacidade de investimento em recursos tecnológicos e humanos, conseguem melhor desempenho econômico do que as empresas menores”.

Comprovadas como verdadeiras as Premissas P1 e P2, tornou-se necessário buscar mais informações para saber se as empresas aderentes não são mais rentáveis em função do tamanho e não em função da aderência. Verificou-se que menos de 50% das 11 empresas mais aderentes estão entre as 11 maiores segundo as vendas brutas; por outro lado, mais de 50% das 11 mais aderentes estão entre as 11 menores segundo as vendas brutas. Dessa forma, pode-se confirmar que o segundo aspecto do problema da pesquisa foi respondido positivamente, “as empresas, com prática aderente à Estrutura Conceitual discutida na pesquisa acadêmica, têm desempenho econômico melhor do que as de prática não aderente”.

Ainda na análise dos blocos, verificou-se a aderência por bloco e faixa de rentabilidade dos três primeiros blocos, Modelo de Gestão, Objetivos e Funções da Controladoria, e Processo de Gestão. A aderência identificada nos três blocos foi bem alta, entre 80% e 100% nas três faixas de renda; e não se identificou nenhuma correlação entre aderência e faixas de renda. Já no bloco V – Artefatos, em que se concentra a maior parte de artefatos classificados como modernos, fica claro o comportamento crescente nas aderências conforme se aumenta a faixa de renda. Da primeira para a segunda faixa de renda a aderência sobe 4 pontos percentuais e da segunda para a terceira faixa, 5 pontos. Com isso, reforça-se a comprovação da premissa P1 e o segundo aspecto do problema da pesquisa como resposta positiva, “as empresas, com prática aderente à Estrutura Conceitual discutida na pesquisa acadêmica, têm desempenho econômico melhor do que as de prática não aderente.”

Comprovadas as premissas P1 e P2, assim como as duas questões de pesquisa, pode-se considerar que o objetivo principal do trabalho foi atingido: “verificar se a Controladoria das empresas brasileiras está praticando a Estrutura Conceitual da Controladoria discutida na pesquisa acadêmica, em seus aspectos procedimentais: objetivos, funções e artefatos utilizados”.

Benzer Belgeler