2. GENEL BİLGİLER
2.3. Histon Modifikasyonu
2.3.2. Histon Metilasyonu/Demetilasyon
Sobre as doenças que acometem os trabalhadores rurais que são, especificamente, os sujeitos deste estudo, desde 1700 havia a descrição que estes trabalhadores reproduziam, em uma época de labor e miséria, doenças como
pleurites, asmas, pneumonias e caries dentária. Os males eram atribuídos a duas causas fundamentais: o ar e a má alimentação, devido a exposição ao tempo. Por causa do vento, sol, ou chuva, eles apresentavam alterações à saúde em decorrência das mudanças climáticas, que ocasionavam febres intensas; o hábito alimentar de produtos gordurosos e viscosos era inadequado e os trabalhadores apresentavam alterações estomacais e intestinais; apresentavam, também, diminuição da acuidade visual inclusive nas crianças, pois as exposições aos raios solares favorecia tal diminuição. Mulheres morriam cedo pois quando submergiam nas lagoas ou tanques para lavar os feixes de cânhamo obstruíam os poros e as diferenciações de temperatura acometiam sua saúde de forma mortal (RAMAZZINI, 2000).
Na obra de Ramazzini há o relato:
“Pobres rurícolas, levados aos nosocômios públicos e entregues a médicos
jovens, recém egressos das escolas, esses médicos não pensam na falta de hábito de seus pacientes suportarem pesados remédios, nem no enfraquecimento de suas forças pelo trabalho fadigante (...) e não se pode dizer claramente quem morre mais pela foice labitina do que pela lanceta dos cirurgiões” (RAMAZZINI, 2000, p.197).
Desde 1921 a Organização Internacional do Trabalho (OIT) tem manifestado recomendações aos problemas de saúde no trabalho agrícola, pois as características do trabalho do campo estão diretamente relacionadas às condições de vida no ambiente rural. Já em 1961, o Comitê de Saúde Ocupacional da Organização Mundial de Saúde (OMS) salientou que uma grande população formada por trabalhadores agrícolas e suas famílias não vinha recebendo a atenção devida no âmbito social. O fato de se tentar a obtenção de dados sobre morbidade e mortalidade para avaliar a magnitude do problema relacionado aos acidentes e outros agravos era complexo, devido as omissões como caso dos acidentes (ALMEIDA, 1995).
As atividades agrícolas iniciam-se com o preparo do solo para o plantio, preparo para colheita e outras atividades que incluem transporte, armazenagem, irrigação, drenagem, construção de estradas e cercas. Produtos químicos são utilizados para preparar o solo, pesticidas são empregados e ferramentas além de maquinários são manipulados pelo homem, além de se considerar que no meio rural perigos em potenciais acometem quando existe água não tratada, animais
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peçonhentos e faíscas elétricas (Ibidem).
O trabalhador rural sofre as consequências diretas do calor por estar exposto diretamente ao sol por longo período, sabendo-se que o calor recebido por irradiação ou produzido pelo trabalho leva aos distúrbios como câimbras, insolação, ou sincope manifestada por tontura ou desmaio, problemas que podem ser agravados quando ele já apresenta alterações cardíacas. Já na exposição ao frio e à chuva, acrescida da baixa resistência orgânica, podem ocorrer infecções de vias aéreas superiores, gripes, resfriados, dores articulares. agravando-se para doenças pulmonares restritivas (MENDES, 2003).
Em 2008 e 2009, no nordeste paulista aconteceram mortes aos trabalhadores rurais vitimizados por acidentes com queimadas da cana; também morreram carbonizados por raios e sofreram acidentes de transito no percurso ao trabalho (FOLHA DE SÃO PAULO, 2009).
Sobre uma visão conservadora ocorre a modernização que sustenta contradições fundiárias como a naturalização das desigualdades sociais; tal cenário não é exclusivo das usinas de açúcar, mas também da agroindústria em esferas da produção de laranja à soja.
A precarização das relações de trabalho no meio rural tem sido tema de estudos, porém a absorção da mão de obra vinda do nordeste, com etnia, em sua maioria, de negros, pardos e analfabetos ainda necessita ser mais estudada.
Levantamento das doenças que mais acometem os trabalhadores rurais atendidos em um pronto socorro na região de Ribeirão Preto (SP) especificamente na cidade de Guariba, onde tem grande concentração de usinas, quanto ao perfil dos sujeitos pesquisados indica que são do sexo masculino, sendo 1683 (91,41%) homens enquanto apenas 159 (ou seja, 8,59%) são mulheres. Ainda permanecem relações escravagistas em função da imobilização da força de trabalho e da coerção física ou moral (PIZZA, 2007).
Entre os trabalhadores do corte mecanizado da cana de açúcar e do corte manual, os principais agravos encontrados foram, no corte manual, doenças osteomusculares e acidentes de trabalho, enquanto no corte mecanizado, além dos problemas osteomusculares devido a permanência do trabalhador por muito tempo sentado nas maquinas de coleta da cana, fatores psicológicos associados, decorrentes da grande exigência de atenção e concentração em conseqüências da forma de organização do trabalho (ROCHA, 2007).
Pesquisa realizada cujo objetivo foi caracterizar o processo do trabalho rural em nove municípios de Minas Gerais, considerou indicadores sócio- demográficos, a estrutura agrária dos estabelecimentos rurais, práticas de trabalho relacionadas ao uso de agrotóxicos e a intoxicação associada a seu uso. Os dados foram obtidos, após aplicação um questionário a 1064 trabalhadores rurais, entre os anos de 1991 a 2000. Por meio de uma regressão logística, foram obtidos os fatores de risco associados à intoxicação por agrotóxicos. Cerca de 50% dos entrevistados encontravam-se ao menos, moderadamente intoxicados; os fatores de risco encontrados foram: ter o último contato a menos de duas semanas com agrotóxicos e não usar proteção. Os resultados apontam para o alto grau de risco de agravos à saúde a que estão sujeitos os trabalhadores rurais em contato com agrotóxicos (SOARES et al, 2003).
No contexto determinante sobre os aspectos que acometem a saúde dos trabalhadores rurais outros estudos elucidam formas de adoecimentos acometidas, por exemplo, por uso de agrotóxico. Justifica-se que com a modernização várias pesquisas enfatizam intoxicações como problema de saúde, não só no Brasil. Nos Estados Unidos, em um período de seis anos, 341 mortes foram ocasionadas por intoxicações no meio rural. Em estudo realizado no Brasil 1379 trabalhadores rurais tiveram uma incidência de 2,2 trabalhadores expostos não sendo encontradas diferenças entre homem ou mulher para esta exposição (FARIA et al, 2004).
Outra investigação realizada nos municípios do cerrado brasileiro identificou o uso do agrotóxico não prejudicial apenas ao trabalhador, mas também às famílias e aos consumidores, além do dano ambiental ocasionado como a contaminação do solo e da água. Fatores que levam ao dilema de utilizar o agrotóxico resultam no fato de erradicar as pragas, eliminar seus inimigos naturais, como os predadores (SOARES, PORTO, 2007).
Em estudo realizado sobre as condições de trabalho do empregado rural no Rio Grande do Sul, emergiram duas categorias temáticas após analise, os principais riscos e agravo a saúde dos trabalhadores e o uso do agrotóxico e a proteção individual. Esta investigação evidenciou que o trabalhador comprometido com a terra é negligente com seu cuidado. A promoção à saúde do trabalhador rural é enfatizada como proposta de políticas de saúde a serem adotadas, pois evidenciaram além do uso de agrotóxico, fatores como danos sociais, empobrecimento da população rural, exclusão social, êxodo e agravos a saúde
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ocasionados por: acidentes com animais, ferramentas, maquinas e implementos, exposição aos ruídos, radiações solares, incidências de câncer de pele, câimbras, sincopes, exaustão por calor, envelhecimento precoce, intoxicações, lombalgias, agravos psicossocias, aumento da pressão arterial, distúrbios de sono e asma, entre outros (MENEGAT, FONTANA, 2010).
No Brasil, outro estudo sobre os acidentes de trabalho no Rio Grande Sul investigou 258 famílias rurais e entrevistou 580 trabalhadores, evidenciando que somente naquele ano, 82 dos acidentes foram causados por ferramentas manuais e animais, sendo a principal lesão corte, seguida de contusão e queimadura (FEHLBERG, SANTOS, TOMASI, 2001).
Pesquisa realizada sobre a prevalência de paracoccidioidomicose (micose sistêmica) que ataca prevalentemente na América Latina evidenciou que o maior número de casos assinalados está no Brasil. O estudo foi realizado em Mato Grosso do Sul; nos prontuários dos sujeitos atendidos no Hospital Universitário identificou-se que a metade da população acometida era de trabalhador rural; nos achados vale citar que ocorreram 32 óbitos e foram registradas sequelas em 128 pacientes, representando 30% dos prontuários investigados (PASSIAGO et al, 2003).
Já sobre a incidência de acidentes ofídicos acontecidos no Brasil com trabalhadores rurais, um estudo desenvolvido na Bahia aponta 740 acidentes no período de um ano, ocorrendo mais casos nos períodos de chuva. Dentre este levantamento de 740 casos, 110 eram de trabalhadores rurais, apesar que se levou em conta a subnotificação, considerando-se a taxa de baixa incidência comparada ao sul e sudeste, regiões com maior organização (MISE et al, 2007).
Investigação sobre a saúde mental dos agricultores da serra gaúcha avaliou a associação entre as características do trabalho rural e a ocorrência de mobilidade psiquiátrica. Neste estudo, 1282 agricultores foram pesquisados sendo 33,5% dos trabalhadores avaliados. O risco menor da ocorrência da doença psiquiátrica é associado ao aumento da escolaridade como também ao uso de agrotóxico, que mostrou forte associação; a elevada prevalência de transtornos psiquiátricos (38%) está não só atrelada as piores condições de escolaridade como também as estruturas de produção (NEICE et al, 1999) .
Em estudo de revisão sobre o carcinoma bucal realizado no Brasil foi evidenciado que a ocupação mais acometida (36,2%) é a de trabalhador rural (BRENER et al, 2007).