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1. BÖLÜM

4.4. Homotopi Pertürbasyon Metodu · Için Uygulamalar

4.4.3. Hirota-Satsuma Denklem Sisteminin HPM · Ile Yakla¸ s¬k Çözümü

De acordo com Rodrigues (2006), a primeira tentativa de definir o termo “logística” foi esboçada pelo general francês Antoine H. de Jomini (1779-1869), quando a ela se referiu como a arte de movimentar exércitos. A partir da 2.ª Guerra Mundial, a logística passou a designar o planejamento e a organização de aspectos relativos ao transporte de materiais, pessoas e instalações em uma ação militar. Embora decisiva em operações militares, sua introdução na atividade industrial tornou-se nítida após as guerras, quando foi vista como um suporte para as novas tecnologias produtivas.

Atualmente, a Logística é um campo de estudo da gestão empresarial que integra as áreas de finanças, marketing e produção, sendo um elemento-chave na estratégia competitiva. A Logística, nas empresas, é definida como:

O processo de planejamento, implementação e procedimentos de controle para o transporte eficiente e eficaz e armazenagem de mercadorias, incluindo serviços e informações relacionadas desde o ponto de origem até o ponto de consumo para fins de conformidade com os requisitos do cliente. Esta definição inclui entrada, saída e movimentação interna e externa (CSCMP, 2013, p. 117).

Essa definição estabelece que o fluxo de materiais deve ser acompanhado desde a entrada dos componentes na empresa até a saída dos produtos finalizados. Assim, a Logística, nas empresas, agrupa atividades de transporte, controle de estoque, processamento de pedidos, compras, embalagem, armazenagem, manuseio de materiais, manutenção das informações e programação de suprimentos. Essas atividades podem ser vistas na Figura 17, a seguir.

Figura 17 – Atividades logísticas em uma empresa.

Fonte: Adaptado de Ballou (2006).

Do ponto de vista logístico, a vida de um produto não se encerra com a entrega ao consumidor final, pois o objeto pode-se tornar obsoleto, danificado ou inoperante. Em alguns casos, as peças dos produtos (como automóveis, computadores, câmeras, celulares, máquinas de lavar, geladeiras, roupas, calçados, vidros vazios e garrafas de bebidas) podem retornar às fábricas de origem (ARAVENDAN; PANNEERSELVAM, 2014) para conserto ou descarte. Isso ocorre por imposição da legislação ambiental ou porque a recuperação é vantajosa em termos econômicos (BALLOU, 2006). Assim, a logística possui um fluxo “reverso”, o qual engloba retorno, reúso, remanufatura, recondicionamento e reciclagem e encerra-se com a destinação de um novo produto, elaborado após o fim da vida útil do produto original.

O fluxo de retorno dos produtos possibilitou o desenvolvimento de um segmento especializado de logística (MENDES, 2015), o qual enfoca a circulação e a gestão de produtos e recursos após a venda e a entrega ao cliente, denominado Logística Reversa (LR). Nos últimos anos, ela tornou-se um importante segmento para todas as organizações por causa da crescente preocupação ambiental, da legislação, da responsabilidade social corporativa e da competitividade sustentável (AGRAWAL; SINGH; MURTAZA, 2015). Além de ser

Matérias

primas Fabricação Uso pelo cliente

•Transporte •Controle de estoques •Processamento de pedidos •Compras •Embalagem •Armazenamento •Manuseio de materiais •Manutenção de informações •Programa de suprimentos •Transporte •Controle de estoques •Processamento de pedidos •Programação de produtos •Embalagem •Armazenamento •Manuseio de materiais •Manutenção de informações

Abastecimento físico Distribuição física

Fabricação

Abastecimento Distribuição/Varejo

Uso

Destinação

Processamento

Coprodutos, Subprodutos, Produtos secundários, Resíduos (sólidos, líquidos e gasosos)

Reúso Reciclagem/ Reutilização Reciclagem/ reutilização Coleta e Triagem Reciclagem/ Reutilização

Coprodutos, Subprodutos, Produtos secundários, Resíduos (sólidos, líquidos e gasosos) Logística Direta Logística Reversa

Recondicionamento, Canibalização, Remanufatura Redistribuição

Matérias primas

Incineração

Aterros favorável ao meio ambiente, a LR representa uma das maiores oportunidades de facilitar os lucros de retorno para uma empresa. Por exemplo, Lambert, Riopel e Abdul-Kader (2011) relatam que a Black and Decker, empresa de produtos eletrônicos, gera uma receita anual de US$ 1 milhão a partir de seus produtos remanufaturados. Desse modo, a LR tem recebido atenção em virtude de seu potencial para extrair valor dos produtos utilizados (POKHAREL; MUTHA, 2009). Ela pode ser definida como:

O processo de planejamento, implementação e controle, do fluxo de matérias- primas, da produção e do produto acabado (e seu fluxo de informação), do ponto de consumo até a origem, com o fim de recapturar valor ou oferecer um destino ecologicamente adequado (GONÇALVES; MARINS, 2006, p. 401).

Um aspecto relevante concernente aos produtos é que devem ser considerados os impactos ambientais ocasionados em todo o ciclo de sua vida (desde a produção até a disposição final). Para tanto, é preciso um estudo detalhado do fluxo logístico reverso, que considere desde a obtenção da matéria-prima do produto, passando por sua produção, distribuição, uso, possível reúso e reciclagem, até a sua disposição final. Essa visão permite que o processo logístico envolva todas as etapas do ciclo do produto. A Figura 18 ilustra os fluxos diretos e reversos da logística.

Figura 18 – Fluxos diretos e reversos em uma cadeia logística.

Fonte: Elaboração pelo autor, com base em Ballou (2006) e Xavier; Corrêa (2013).

Conforme a Figura 18, em geral, as atividades da LR são:

- Destinação: os produtos em fim de vida são encaminhados para um destino adequado com possibilidades de reúso, processamento, reciclagem e disposição final em aterros ou usinas de incineração.

- Reúso: é a revenda ou a reutilização direta do produto. Conforme Agrawal, Singh e Murtaza (2015), normalmente, o produto passa por uma limpeza ou por pequenos reparos que não produzem qualquer alteração em sua estrutura ou natureza.

- Coleta e Triagem (ou Segregação): a coleta pode ser considerada como o ponto de partida do sistema de LR, pois envolve o agrupamento preliminar dos produtos recolhidos. Nesta etapa, são identificadas as fontes geradoras, os tipos de materiais e as quantidades geradas. Conforme Rubio e Jiménez-Parra (2014), a coleta pode ser feita por produtores ou remanufatureiros a partir de distribuidores, varejistas ou prestadores de serviços logísticos. Já a triagem decide o destino de cada item coletado (LAMBERT; RIOPEL; ABDUL-KADER, 2011). Ela envolve a separação dos produtos aptos para reúso (em alguma fase da LR) dos que devem ser descartados para a disposição final ambientalmente adequada. Segundo Robinson (2009), o processo de separação pode ser manual ou automatizado.

- Processamento: nesta fase, o produto é desmontado ou submetido a algum tipo de transformação, de modo que ele, ou parte dele, possa ser recondicionado, canibalizado, remanufaturado ou reciclado.

- Recondicionamento: nesta fase, os produtos em fim de vida passam por pequenos reparos com o objetivo de recuperar o seu funcionamento.

- Canibalização: compreende o reaproveitamento de componentes em fim de vida em outros produtos. Esta fase contribui para a economia do consumo de recursos naturais. - Remanufatura: é um processo que implica a conversão do produto em fim de vida em

condições de produto novo (IIGIN; GUPTA, 2010). Basicamente, restaura o produto conforme as especificações do fabricante.

- Manufatura reversa: conforme a ABNT (2013), esta etapa transforma os produtos em partes e peças, insumos ou matérias-primas, sem a obtenção de novos produtos. Carvalho e Xavier (2013) explicam que essa fase inclui o recebimento, a desmontagem, o processamento e a descaracterização do produto em fim de vida.

- Reciclagem: de acordo com a ABNT (2013), esta etapa tem por objetivo transformar os produtos em fim de vida alterando suas propriedades físicas, físico-químicas, com vistas à obtenção de insumos ou novos produtos. A reciclagem de materiais é um dos aspectos mais importantes da GRS (IBGE, 2015).

- Redistribuição: consiste no envio do produto tratado pelo sistema de LR de volta ao mercado. Esta etapa inclui a revenda a partir do consumidor, do fabricante ou da assistência técnica.

- Disposição final: os produtos em fim de vida não reaproveitados (por questões técnicas ou financeiras) são enviados para aterros ou usinas de incineração. A incineração é um processo de decomposição térmica de um produto e pode ser processada com ou sem recuperação de energia.

A LR contribui para a sustentabilidade ambiental, pois ela viabiliza os processos de restituição dos resíduos ao setor empresarial ou a outra destinação final ambientalmente adequada (LEITE, 2009; BRASIL, 2010a; LAVEZ; SOUZA; LEITE, 2011; LAMBERT; RIOPEL; ABDUL-KADER, 2011; CNI, 2014; RUBIO; JIMÉNEZ-PARRA, 2014; VALLE; SOUZA, 2014). Além dos benefícios ambientais, a LR oportuniza negócios, gera emprego e renda e promove a conscientização da população para a sustentabilidade ambiental e para o uso eficiente de recursos naturais.

As atividades de reciclagem, por exemplo, apresentam implicações econômicas positivas, uma vez que reduzem tanto o uso de materiais quanto o de energia, o que promove um aumento da eficiência energética de vários setores industriais. Ao reduzir a extração de matérias-primas e o consumo de energia, a reciclagem contribui também para a redução da emissão de gases que causam o efeito estufa.

Benzer Belgeler