3.4. Analizler ve Bulgular
3.4.3. ÇalıĢmada Değerlendirilen Hipotezler
3.4.3.1. Hipotez 1
De acordo com as informações do RCA, a granja iniciou suas atividades em janeiro 1999, sendo que a partir de 2000 o plantel já havia se estabilizado em 10.751 animais.
No momento deste trabalho, a granja contava com um plantel de 12.493 animais, com a distribuição ilustrada na Figura 1.
GALPÃO GESTAÇÃO Nº de matrizes = 973 Nº de reprodutores = 27 GALPÃO MATERNIDADE Nº de matrizes = 110 Nº de Leitões = 1117 GALPÃO CRECHE Nº de Leitões = 3917 GALPÃO CRESCIMENTO Nº de Leitões = 1895 GALPÃO TERMINAÇÃO Nº de Cevados = 4454
VENDA DE TERMINADOSPARA
ABATE
CANALETAS DE ACUMULAÇÃO DO DEJETO
LÍQUIDO
SISTEMA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
A propriedade compreende uma área total de 83,68 ha, explorada com as seguintes atividades: pastagens (38,58 ha), área para suinocultura (3,50 ha), matas (0,60 ha), reflorestamento (40,00 ha) e outros usos (1,00 ha). A área da fazenda é bem característica da Zona da Mata Mineira, no que diz respeito à topografia, relevo, vegetação e recursos naturais. A topografia é bastante acidentada, com morros no interior da propriedade. O Rio Piranga margeia a propriedade na sua parte baixa. O regime de chuvas na propriedade é também o característico da Zona da Mata, período chuvoso no verão e seco no inverno.
q Rotina de limpeza e desinfecção
A limpeza das unidades de produção é feita semanalmente. A freqüência de desinfecção também é semanal, sendo utilizados glutaraldeído, fenol 26% e creolina aplicados com máquina de pressão. O líquido resultante da limpeza é encaminhado para canaletas que permitem a acumulação e a condução do dejeto para o sistema de tratamento.
Os restos placentários e leitões mortos são retirados da maternidade logo após os partos e destinados a um fosso coberto com cal virgem, semanalmente. Outros resíduos decorrentes do manejo (corte de dentes, caudas, castração) também recebem o mesmo destino.
q Fontes de água
São duas as fontes de toda água utilizadas na granja: represa e poço freático. A água “suja” das represas é utilizada na limpeza das unidades de produção e a água “limpa” dos poços é usada para dessedentação dos animais e para uso do pessoal da granja. Em média, são consumidos 250m3/dia; em torno de 65% de água “limpa” e 35% de água “suja”.
q Produção de efluentes
Pelo projeto original, o volume diário de efluentes líquidos gerados, considerando as contribuições das fezes e urina dos animais, água de lavagens
das instalações, água desperdiçada nos bebedouros e outros usos, está demonstrado na Tabela 19.
Tabela 19 – Estimativa da produção total de efluentes segundo RCA/PCA, Granja A.
Tipo de efluente Quantidade diária (L) Percentual (%)
Despejos de animais 101.125 30,7
Desperdício nos bebedouros 43.668 13,2
Limpeza das instalações 155.115 47,0
Outros usos 29.991 9,1
Total 329.899 100
q Sistema de tratamento proposto
Na Figura 2, apresenta-se o fluxograma do sistema de tratamento da Granja A proposto pelo RCA/PCA.
Figura 2 – Sistema de tratamento esquematizado, Granja A.
Em linhas gerais, não foram observadas maiores alterações entre o sistema proposto e o executado, em funcionamento há quatro anos. Dentre as mudanças, a peneira plana, prevista no projeto, foi substituída por duas peneiras rotativas. A remoção de sólidos nas peneiras resulta em volume médio diário de 3m3, doados como adubo, sendo que a própria empresa incumbe-se da entrega aos usuários.
As descargas dos dejetos líquidos no sistema de tratamento são realizadas mediante observação do nível do líquido na caixa de equalização e na caixa de gordura, ou seja, nas unidades anteriores ao bombeamento para o sistema de lagoas de estabilização. Isto porque as canaletas que conduzem os dejetos para o sistema de tratamento permitem um certo armazenamento. Em média, são feitas
Dejeto bruto Tanque de
equalização Peneira plana Caixa degordura
Poço de sucção Lagoa anaeróbia1 Lagoa anaeróbia2 Lagoa anaeróbia3 Lagoa
facultativa Escada deaeração
quatro descargas diárias. Esta operação controla também o acionamento do sistema de recalque às lagoas, com vazão constante e período médio de bombeamento diário de 11 horas.
O dimensionamento das unidades de tratamento foi realizado apenas com base em estimativas de remoção e na adoção de cargas orgânicas máximas, volumétricas e superficiais, respectivamente para as lagoas anaeróbias e facultativa (Tabelas 20 e 21).
Tabela 20 - Estimativas de remoção de DBO segundo o RCA, Granja A.
Unidade Redução de DBO (%) DBO de entrada
(mg/L) DBO de saída (mg/L) Peneira plana 27 5518 4028 Caixa de gordura 5-10 4028 3625 Lagoa anaeróbia 1 60 3625 1450 Lagoa anaeróbia 2 60 1450 580 Lagoa anaeróbia 3 60 580 232 Lagoa facultativa 80 232 59
Tabela 21 - Taxas de aplicação segundo RCA, Granja A.
Lagoa Taxa volumétrica (kgDBO/m3 .dia)
Anaeróbia 1 0,28
Anaeróbia 2 0,24
Anaeróbia 3 0,20
Taxa superficial (kgDBO/ha.dia) Facultativa
301
Considerando inalteradas as dimensões das lagoas propostas no RCA, os respectivos volumes e áreas foram recalculados a partir dos detalhes construtivos, mais especificamente dos taludes (Tabela 22).
Tabela 22 - Configuração real do sistema de lagoas, Granja A. Unidades de tratamento
Dimensões
LA1 LA2 LA3 LF
Comprimento de topo (m) 44,00 32,00 24,00 103,00 Comprimento de fundo (m) 32,00 20,00 12,00 100,00 Largura de topo (m) 44,00 32,00 24,00 36,00 Largura de fundo (m) 32,00 20,00 12,00 33,00 Superfície de topo (m2) 1936,00 1024,00 576,00 3708,00 Superfície de fundo (m2) 1024,00 400,00 144,00 3300,00 Profundidade (m) 3,00 3,00 3,00 1,50 Volume (m3) 4.440,00 2.136,00 1.080,00 5.256,00
Com o objetivo de registrar a vazão afluente real ao sistema de tratamento, foram realizadas medições de campo, na entrada da primeira lagoa anaeróbia. Considerando a vazão da bomba constante, funcionando em média 11 horas por dia, chegou-se ao valor de 241,3 m3/dia, inferior ao valor estimado no RCA (330
m3/dia). Com esses dados, os tempos de detenção hidráulica corrigidos são apresentados na Tabela 23.
Tabela 23 - Tempos de detenção hidráulica, em dias, Granja A.
LA1 LA2 LA3 LF
18,4 8,8 4,5 21,8
Na figura 3, apresenta-se um esquema do sistema de tratamento, elaborado a partir de observações de campo. Nas figuras 4 a 8, estão ilustradas as lagoas do sistema de tratamento.
1ª lagoa anaeróbia
2ª lagoa anaeróbia
3ª lagoa anaeróbia
Lagoa faculatativa
Afluente ao sistema de lagoas
Efluente do sistema de lagoas
Figura 3 – Layout do sistema de lagoas, Granja A. Lagoa facultativa
Figura 4 – Lagoa anaeróbia 1 (LA1)
Figura 5 - Lagoa anaeróbia 2 (LA2) Figura 6 – Lagoa anaeróbia 3 (LA3)