2. LĠTERATÜR BĠLGĠLERĠ
2.4 Hint Yağı Bitkisi
Em seu nascedouro, a instituição hospitalar foi vista como um local de acolhimento de pessoas para a prática da hospitalidade e caridade (FERREIRA, 2004 apud EMMERICK, 2005). Em princípio, pobres, fracos, idosos, viajantes e doentes tinham livre acesso aos
Fatores no receptor: - Atitudes - Personalidade - Motivações - Interesses - Experiência - Expectativas PERCEPÇÃO Fatores na situação: - Momento - Ambiente de trabalho - Ambiente social Fatores no alvo: - Novidade - Movimento - Sons - Tamanho - Cenário - Proximidade - Semelhança
hospitais (SZAZS, 1994 apud EMMERICK, 2005) que funcionavam como uma casa de cuidados, freqüentada por desvalidos, normalmente escravos, e extrapolando sua seu real função, cuidavam da produção de bem-estar e de recuperação da saúde (EMMERICK, 2005).
Borba et al. (1989) explicam que o hospital possui a mais nobre função social, salvar vidas. A ele compete a prática eficaz e eficiente da medicina a favor dos bons serviços oferecidos à comunidade. É no hospital que a população espera a solução dos problemas de saúde, através da segurança e tranqüilidade no aspecto assistencial (BORBA, 2009).
O hospital surgiu no final do século XVIII quando a medicina se tornou hospitalar (FOUCAULT, 2000 apud EMMERICK, 2005). Esta era praticada de forma ainda experimental, tendo uma essência muito mais religiosa do que científica, baseando-se não na cura do corpo, mas sim, na cura da alma. Já na Roma e na Grécia os templos serviram como hospitais (EMMERICK, 2005).
Os hospitais europeus eram, fundamentalmente, espirituais focando a atenção no atendimento religioso e socorrendo gratuitamente os doentes e desvalidos (ROSSEN, 1980 apud GARCIA, 2005).
No Cristianismo, foram construídos hospitais católicos, mas em 1.163, a Igreja Católica vetou a prática das atividades médicas, exercidas por padres, e essas funções passaram a ser assumidas por outros profissionais (EMMERICK, 2005).
Posteriormente, a medicina se reativou e os hospitais deixaram de ser vinculadas a igrejas e mosteiros para serem entidades voltadas para a cura. (BRITANICA, 2003 apud EMMERICK, 2005).
Somando as suas funções básicas de tratamento de doenças, o hospital passa a ser também um lugar de registro de informações, acúmulo de saber e concepção de saberes sobre a enfermidade. (EMMERICK, 2005).
Já no século XVII, na Holanda, a instituição hospitalar, além do exercício de práticas médicas, torna-se um instrumento de formação e aperfeiçoamento (GARCIA, 2005).
Segundo Garcia (2005), na Europa, as novas políticas econômicas e sociais, que prosperavam com o mercantilismo e a industrialização, geraram, indiscutivelmente, mudanças na qualidade dos hospitais. Muitas das causas foram decorrentes dos agravamentos urbanos e do intenso movimento portuário, em conseqüência do sistema de trocas entre a Europa manufatureira e demais continentes. Dessa forma, aproximavam-se povos e doenças, obrigando a tomada de medidas sanitárias mais abrangentes. Buscando conter as doenças epidemiológicas, foram estabelecidas leis e posturas de caráter coletivo e criados hospitais
gerais, financiados pelos comerciantes mercadores e novos ricos, que temiam a ameaça dos seus negócios e de suas vidas.
Ainda de acordo com a autora citada, nessa época, profissionais médicos eram raros. Os hospitais eram precários, possuindo excesso de doentes e, conseqüentemente, ofereciam más condições higiênicas e grande risco de infecções.
Com o surgimento da cirurgia, os médicos cirurgiões exploravam o conhecimento da anatomia, da patologia e de outras disciplinas médicas. A partir do século XVIII, começa-se a separar o empirismo do científico, construindo-se finalmente o hospital moderno, com a incorporação do cientificismo da Medicina. No amanhecer do século XX, vários hospitais do mundo tinham laboratório clinico e aparelhos raios-X (GARCIA, 2005).
No entanto, apesar dos avanços científico-tecnológicos, até pouco tempo atrás, os hospitais não eram entendidos como empresa, provável herança das suas origens religiosas e filantrópicas. Qualquer coisa que pudesse ser rotulada de administração era rejeitada pelos responsáveis do hospital, já que essas instituições eram vistas como espaços para o ato da caridade, um local onde eram resolvidos os problemas de saúde da sociedade (DRUCKER, 2003 apud EMMERICK, 2005).
A prática de gestão hospitalar profissional em hospitais foi inserida apenas no início do século XX. Drucker (1975 apud EMMERICK, 2005) registra que só entre 1900 e 1920 foi que o hospital moderno foi planejado e entendido como uma organização empresarial.
Nesse contexto, a instituição hospitalar participa de uma organização médica e social, que tem como objetivo a promoção da assistência médica integral, curativa e preventiva à população, além de funcionar como centro de educação, capacitação de recursos humanos e de pesquisas em saúde (BORBA, 2009).
A complexidade dos serviços assumidos e as características dos profissionais que atuam nas instituições hospitalares apontam a necessidade de uma organização técnico- administrativa, capaz de gerir os problemas típicos do funcionamento hospitalar.
De acordo com Borba et al. (1989), os hospitais possuem um tipo de estrutura organizacional prolixa, sem direcionamento quanto os objetivos da empresa, fazendo com que haja um conflito quanto aos fluxos, funções e o tempo operacional administrativo, onerando cada vez mais a instituição. Borba et al. (1989) ainda ressaltam que há uma dificuldade do processo operacional dos hospitais privados devido à exacerbada insuficiência de técnicos administrativos e de técnicos para-médicos.
De acordo com Mintzberg e Quinn (2001 apud HANSEN e GUIMARÃES, 2009), a instituição hospitalar geralmente segue uma “burocracia profissional”, pois depende dos
conhecimentos técnicos específicos de cada colaborador. Juntos, esses profissionais exercem, de forma integrada e associativa, a padronização do exercício profissional. Hansen e Guimarães (2009, p. 435), afirmam que:
A autoridade passa a ser de natureza profissional, estando nas mãos dos experts, que são grupos profissionais técnico-científicos com diferentes tipos de relacionamentos com a empresa hospitalar. Os médicos, por suas características de autonomia profissional e conhecimento técnico específico, determinam relações de poder no hospital. Dessa forma, a coordenação neste tipo de organização hospitalar é descentralizada, sendo uma estrutura administrativa democrática.
Costa, Ribeiro e Silva (2000 apud EMMERICK, 2005), destacam como causas da crise interna de organização hospitalar: autonomia decisória médica, sem considerar custos hospitalares; baixa qualidade do controle do trabalho e da infra-estrutura. Pussi (2003 apud EMMERICK, 2005) possui uma visão diferente, conferindo a crise a fatores que afetam o trabalho médico: perda de autonomia, remuneração da categoria; declínio do status do profissional, declínio da credibilidade, perda de identidade, mercantilização da Medicina, privilégios da indústria farmacêutica, fragmentação por especialização, dependência tecnológica, alto custo da tecnologia, acesso desigual aos cidadãos, classificação da formação médica e má qualidade do profissional médico.
Segundo Hansen e Guimarães (2009), as dificuldades advindas da departamentalização dos hospitais, tornam essas empresas mais inflexíveis e sujeitas aos interesses próprios de setores.
O Brasil acompanha os passos da evolução tecnológica junto ao mercado mundial de saúde, posicionando-se por meio da pratica de uma medicina de alta tecnologia, comparado a qualquer outro centro de saúde da América e da Europa.
Por outro lado, no que diz respeito às questões administrativas, a resistência às inovações tecnológicas acabam por comprometer a estrutura técnica de atendimento. É o que enfatiza Borba et al. (1989, p. 8) quanto afirmam que:
Paralelamente a esse substancial desenvolvimento tecnológico na assistência, encontram-se os hospitais totalmente obsoletos em seus processos tecnológicos de Administração. Com raríssimas exceções, a rede hospitalar, pública e privada, carece de tecnologia de Administração. (...) Uma estrutura técnica somente poderá ser plenamente desenvolvida se for eficazmente embasada na estrutura administrativa; portanto, entendemos que, se a administração hospitalar não evoluir, dificilmente a área terá
grande avanços, pois o amadorismo administrativo será impeditivo ao próprio crescimento.
Dessa forma, entende-se que apenas a retenção dos recursos tecnológicos não basta para competir na área assistencial de saúde. Hansen e Guimarães (2009), afirmam que é necessário o uso de metodologias e programas que garantam a detenção de diferenciais competitivos, tais como, certificações nacionais e internacionais.
De acordo com Borba (2009), existe um antigo conceito de serviços hospitalares que demonstra o relacionamento de troca de valores de forma direta, na qual o médico é peça fundamental no processo, definindo as escolhas sobre o hospital e o estabelecimento das condições de pagamento, repassado para o hospital.
Atualmente o novo conceito enfatiza o direcionamento dos serviços para a satisfação das necessidades e desejos dos clientes, levando em consideração os aspectos sentimentais, psicossociais e culturais (BORBA, 2009). De acordo com Garcia (2005) os pacientes dos tempos atuais são sofisticados, informados, buscam facilidades, comodidades e conhecem bem os serviços de saúde.
Os consumos dos serviços de saúde são diferenciados por pessoa, quase que personalizados, pois partem do principio de que cada pessoa é única. Por isso, inclui uma escala de valores com suas necessidades, preferências e atitudes em relação a produtos.
É nesse sentindo que, García (2005) afirma que, as empresas de saúde, como hospitais, estão reaprendendo que os pacientes são pessoas, são elas que constituem o mercado e que para se manterem no negócio devem atender suas necessidades.
Nesse contexto, a necessidade de uma gestão administrativa inovadora condizente com o perfil do consumidor aponta para a introdução das instituições hospitalares no mercado de serviço.