Tamer BOLAT * Oya İnci BOLAT **
HİZMETKAR LİDERLİK, ÖRGÜT KÜLTÜRÜ VE PSİKOLOJİK GÜÇLENDİRME İLİŞKİSİ VE ARAŞTIRMA HİPOTEZLERİ
A Análise Textual Discursiva (MORAES; GALIAZZI, 2007) é um conjunto amplamente variado de metodologias que incluem deste a Análise Discursiva até a Análise de Conteúdo. Escolhemos utilizá-la por ser uma metodologia de análise diferenciada, por ser composta de diferentes teorias metodológicas. Antes de apresentá-la, apresentaremos um breve preâmbulo sobre a Análise Discursiva (SPINK, 1999) e a Análise de Conteúdo (BARDIN, 2004).
Entendemos a Análise do Discurso uma linguagem não neutra. Ao expressar reflexões, opiniões e vivências, o entrevistado sofre influência da realidade social, política e histórica que o cerca. Algumas vezes, o discurso é tomado de modo errôneo como propriedade individual, todavia esse discurso é perpassado pela ideologia vigente em um dado tempo e lugar (VYGOTSKY, 1989). Nessa perspectiva, o discurso transcende o que foi dito, trazendo consigo sentidos pré-estabelecidos que traduzem leituras coletivas sobre fenômenos sociais, exigindo um entendimento sobre a construção social dos conceitos apresentados pelo entrevistado (SPINK, 1999). Aplicando a Análise Textual Discursiva proposta por Moraes e Galiazzi (2007), não podemos desprezar esses aspectos.
No que concerne à Análise de Conteúdo de Bardin (2004), caracteriza-se como um conjunto de técnicas de análise de diversas expressões que visam, através de procedimentos sistemáticos e objetivos, descrever o conteúdo das mensagens, identificando indicadores, sejam eles quantitativos ou não, que permitam o uso da dedução de conhecimentos inferidos em relação a condições de construção e de afetação destas mensagens.
Assim, entendemos o quanto são diversificadas e o quanto se diferenciam essas duas análises. No entanto, escolhemos uma metodologia de análise dos dados que utiliza tanto a estrutura de análise de conteúdo, quanto o viés interpretativo da Análise de Discurso. Destacamos, ainda, que os dados apresentados nesta pesquisa são construídos na perspectiva êmica, na qual os dados não estão prontos, eles são construídos na interação pesquisador- entrevistado.
O método desenvolvido por Moraes e Galiazzi (2007) nos proporcionou o uso da criatividade ao analisar e ao escrever um novo texto a partir do discurso singular de cada entrevistado, sem deixar de analisar as questões latentes que subsidiaram e estavam por trás dos discursos, considerando os significados ideológicos sociais.
Esse método possui um posicionamento fenomenológico, o qual os fenômenos se manifestaram de forma livre, sem que seja imposto direcionamento (MORAES; GALIAZZI, 2007), possibilitando uma leitura dos dados verossímil e dialética. Todavia, destacamos que utilizamos o uso do método intuitivo com categorias estabelecidas, posteriormente, que emergiram dos dados.
O método consistiu em, após realizarmos as entrevistas semiestruturadas com os docentes e transcrevemos todos os dados, construímos o que Bardin (2004) intitulou de “corpus”. Realizaremos várias leituras do corpus referente à entrevista de cada um dos participantes. Esse corpus passou por um processo de fragmentação e de unitarização. Durante a fragmentação, ocorreu uma desorganização de toda a produção textual, somente após essa desorganização os dados passaram por um processo de auto organização, passo compreendido pelos autores como o movimento para o caos. Foi fundamental iniciarmos o processo separando as ideias principais do corpus em unidades de sentidos, reescritas, favorecendo, assim, o estabelecimento de relações que conceberam palavras-chave originando as categorias e subcategorias emergentes. Esse movimento de fragmentar e organizar as ideias possibilitou a imersão no texto.
Em seguida ocorreu o processo de imersão nos resultados. Nessa etapa, realizamos a unitarização2. Neste contexto, a pesquisadora passou por uma impregnação3 do texto. Nos procedimentos de imersão e impregnação, para que ocorresse um aprofundamento da leitura e da análise dos dados, foi necessária uma desorganização na estrutura do corpus. Para os autores Moraes e Galiazzi (2007) “é preciso desestabilizar a ordem estabelecida, desorganizando o
2 Para Moraes e Galiazzi (2007) unitarizar é desmembrar o texto em unidades de sentido ou significado. Porém não
podemos perder a visão do todo. A globalidade deve permanecer como um pano de fundo. Uma estratégia que pode ser feita para não perder a totalidade dos dados é codificar enumerando todo o corpus e as categorias. A nosso ver seria uma atividade de organizar o “caos” na tentativa de não se perder na fragmentação textual.
3 “A impregnação persistente nas informações dos documentos do “corpus” passa por um processo de
desorganização e desconstrução, antes que se possa atingir novas compreensões” (MORAES; GALIAZZI, 2007, p. 81).
conhecimento existente” (p.81). Essa complexidade permitiu um novo tipo de relação entre os elementos unitários constituindo uma nova ordem, representando novas compreensões acerca do fenômeno estudado. Para isso foi necessário a intuição da pesquisadora para desprender-se de teorias já existentes, estabelecendo-se a capacidade criativa do processo de análise.
Após categorização dos dados, a pesquisadora produziu argumentos centralizadores ou teses parciais para cada uma das categorias. Esses argumentos proporcionaram a validação da tese principal e maior coerência e consistência na produção do metatexto final.
Para a análise textual discursiva é extremamente valoroso a emergência do novo, um processo auto organizado e intuitivo que envolveu percepções, interpretações e análise do conteúdo implícito. A subjetividade se fez presente na construção do novo, havendo uma necessidade de sua validação, através dos sujeitos participantes, literatura acadêmica existente sobre o tema e análises do pesquisador. A triangulação dos dados foi uma possibilidade de validação, pois a pesquisadora pontuou as interpretações acerca da percepção do entrevistado à luz das teorias. Contudo, essa triangulação não necessariamente produziu a emersão do novo. O novo se estabeleceu no limiar antagônico, em meio a distanciamentos e aproximações de: teorias, percepções, sensações, interpretações.
Ademais, a análise textual discursiva favorece o espaço para que o leitor, em contato com os trechos dos discursos dos entrevistados, possa realizar as suas próprias análises sobre os discursos apresentados.
A etapa subsequente consistiu em comunicar as compreensões emergentes, produzindo novas compreensões e sentidos que foram expressos através da linguagem escrita de modo complexo e aprofundado. É importante pontuar que os nossos recortes e percepções puderam gerar uma nova compreensão acerca dos sentidos apresentados pelos participantes. O objetivo dessa fase foi construir um metatexto a partir de categorias e subcategorias que tem como matriz as ideias principais do texto reformuladas, fragmentadas e relacionadas com outros discursos, além do acréscimo das nossas pontuações com embasamento na literatura sobre o fenômeno estudado.