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HİLMİ YAVUZ ŞİİRİ VE SAF ŞİİR

Título: Bê-a-bá da TV Digital Edições: 12

Tempo: 1’ 30” a 3’ 1° Interprograma

Tema: Apresentação geral das potencialidades da TV digital. Previsão e apresentação dos conteúdos da série.

As diretrizes e estratégias nacionais para o segmento de TV digital, previstas pelo Decreto 4.901, de 26 de novembro de 2003, assinado na primeira gestão do presidente Lula, ampliam o leque de possibilidades de uso da televisão no país. O decreto estabelece que o Brasil deve alcançar objetivos tais como: promover a inclusão social, a diversidade cultural do país e a língua pátria, por meio do acesso à tecnologia digital, visando a democratização da informação; propiciar a criação de rede universal de educação a distância; estimular a pesquisa e o desenvolvimento e propiciar a expansão de tecnologias brasileiras e da indústria nacional relacionadas à tecnologia de informação e comunicação, além de contribuir para a convergência tecnológica e empresarial dos serviços de comunicações.

Nós, brasileiros, estamos presenciando uma revolução no sistema de comunicação social no país. Desde quando o Brasil adotou o padrão japonês de transmissão digital e fez atualizações tecnológicas, inauguramos uma nova tecnologia de sinais, que está proporcionando, gratuitamente, ao telespectador melhor qualidade de imagens e sons, assim como uma série de novos benefícios, como, por exemplo, ver televisão quando se está em deslocamento e interagir com os programas.

As mudanças ultrapassam o entendimento de que a TV digital agora tem imagem de cinema e som com qualidade de CD. Tecnicamente, as inovações mais importantes são quatro: melhoria na qualidade da imagem e do som, introdução de

recursos de interatividade, acesso facilitado a programas e ampliação da capacidade de recepção dos sinais. Este último quesito, que permitirá a portabilidade e a mobilidade, é o que retira a tevê de dentro de casa e a leva para as ruas, através do celular ou outras plataformas. Mas as mudanças vão muito além disso e afetam a relação social dos cidadãos, o espaço público da política, o mercado de trabalho, o formato da publicidade, a produção cultural do país, a oferta de serviços de dados e telecomunicações e o direito à informação (FNDC, 2006).

Figura 1- SBTVD - Sistema de TV Digital Brasileiro Fonte: Lavid (2009)

A TV digital é uma plataforma multimídia à disposição dos cidadãos, um verdadeiro terminal que permite ao telespectador interagir com o mundo, comprar, vender e ter acesso a mais informações. Tudo está a um clique de distância de cada usuário, via TV digital, seja em casa, no celular, no carro, no trabalho ou no metrô. Em casa, o telespectador terá não apenas uma tela para assistir novela, filmes, futebol, telejornais e anúncios comerciais, mas uma tevê como ferramenta que poderá servir de computador e telefone ao mesmo tempo.

A TV digital terrestre é democrática, com acesso livre e gratuito, não havendo necessidade de pagamentos de mensalidades, podendo o telespectador ter acesso a imagem de qualidade em alta definição e interagir com a programação, tanto em sua residência térrea, como em um prédio comercial ou residencial, bastando apenas dispor de um receptor digital (set-top box) e uma antena UHF.

A imagem digital é imune a interferências e ruídos, ficando livre de problemas comuns às transmissões analógicas de sinais, como os chuviscos e fantasmas, aquelas imagens duplicadas que provocam sombras no sinal principal, causadas por um sinal atrasado que rebateu em prédios ou árvores. Ou seja, não há perda de informação pelo caminho. O sinal chega ou não chega (BECKER e MONTEZ, 2005).

O aumento do nível de interatividade que a TV digital proporciona implica em novas maneiras de assistir tevê. O telespectador terá uma gama de conteúdos e opções diversas para interagir com a programação, podendo se relacionar mais ativamente com o meio. Por isso, deve ter um mínimo de conhecimento operacional para realizar interações mais e menos complexas, personalizando até a sua recepção.

2° Interprograma

Tema: O que é a imagem digital? Qual a diferença entre os sistemas analógico e digital?

O sistema analógico

O sistema analógico nasceu com a fotografia, pois, por meio da sensibilização de uma chapa, papel ou filme, através da luz, fica caracterizado o que chamamos de imagem analógica. “A luz passa através das lentes, levando a informação da imagem de maneira análoga ao que está sendo fotografado, ou seja, da mesma forma como o olho humano vê” (CROCOMO, 2007, p. 56). Esse processo foi base para o cinema, que surgiu também analógico, pois a imagem em movimento nada mais é que uma sucessão de quadros. Cada quadro sendo uma parte da cena registrada na película. Assim, o analógico, grosso modo, pode ser uma representação de um objeto que se assemelha ao original, a exemplo do que a fotografia, o áudio e o vídeo eram tradicionalmente. Ou seja, gravados de forma direta, nos suportes.

O sistema digital

A imagem de alta definição é formada por dois milhões de pontos luminosos que contêm as cores básicas: vermelho, verde e azul. Cada ponto luminoso que forma a imagem chama-se pixel, a unidade mínima da imagem. Cada pixel carrega informação sobre diferentes níveis de brilho, cor e saturação (tom mais forte e mais claro).

Com a digitalização do sinal transmitido, o som e a imagem são processados eletronicamente por chips e microprocessadores de última geração que traduzem a imagem em códigos numéricos, em milhões de combinações de dígitos binários de informação. Esses dígitos binários são combinações feitas de zeros e uns, denominados bits (TEIXEIRA, 2009).

Cada ponto tem a informação de um determinado tom de cor e da sua localização. Numa escala de cores, é possível criar gradações com números

correspondentes. Como o computador só entende o “zero” e “uns”, cada pixel será representado por uma combinação de “zero” e “uns” (CROCOMO, 2007). Por isso, a informação é digital. O que se grava ou envia são números que informam o tom de cada pixel, sendo possível a formação da imagem na reprodução num videotape com leitura digital, no próprio computador ou no aparelho de TV digital na transmissão televisiva (CROCOMO, 2007).

Por ser digital, ou o sinal pega com nitidez perfeita ou simplesmente não é captado. Na forma analógica de transmissão, os canais colocados muito próximos uns dos outros causavam interferência. Por isso, na sua cidade, você não consegue sintonizar gratuitamente mais do que cinco ou seis canais de TV.

Não existe degradação, porque não é a imagem que está sendo transmitida, como no sistema analógico, mas sua representação digital. Por essa razão, em transmissões digitais, o mais comum é ter uma boa imagem ou, se o sinal estiver ruim, não ter imagem alguma. Numa transmissão analógica, a imagem pode ser muito boa ou cheia de fantasmas.

Segundo Crocomo (2007), é digital tudo o que se pode mostrar e contar com números. No sistema analógico as imagens são gravadas diretamente nos suportes, enquanto no sistema digital é feita uma seleção de partes da imagem e/ou do som que, por sua vez, são gravados em formato digital, ou seja, transformados em números.

Em seu aparelho de tevê o usuário tem, na prática, muito mais alta resolução na imagem. O nível de definição da imagem em aparelhos de tevê não digitais é de 480 linhas de 720 pixels por cada linha. Em alta definição (high definition ou HDTV), a imagem tem 1.920 pixels na direção horizontal e 1.080 linhas na direção vertical, totalizando 2.073.600 pixels por imagem (FÓRUM SBTVD-T, 2010). O número total de pixels limita o detalhe que pode ser visto na televisão. Os aparelhos fabricados antes do lançamento dos atuais displays digitais têm menos de meio milhão de pixels.

Os aparelhos de TV digital têm a proporção de 16x9, que é similar a das telas de cinema. São proporcionais à vista humana, mais amplos, mais largos, mais confortáveis do que os displays que os antecederam no mercado, nos quais as telas têm a proporção de 4x3 (GLOSSÁRIO SET, 2010).

3° Interprograma

Tema: Como se dá a transmissão digital?

As imagens que você vê em sua tevê só chegam ao seu aparelho porque existem sinais em forma de ondas eletromagnéticas, que são enviados para sua casa e captados por uma antena. Essas ondas trafegam dentro de uma determinada frequência (6 Mhz). É este canal que permite a transmissão e a recepção da programação de uma emissora de TV em uma determinada localidade.

Dentre as vantagens da transmissão em sistema digital, a mais perceptível é a qualidade do sinal. O sinal veicula informação de natureza física, seja acústica, ótica ou elétrica. Um sinal de TV corresponde a uma onda eletromagnética que veicula informações sobre áudio, vídeo e dados de sincronização, usadas pelo aparelho receptor. Os sinais passam por uma conversão do formato analógico para o digital, que é o que se convencionou chamar digitalização do sinal analógico.

Figura 2 – Sistema de TV Digital – Visão Geral Fonte: Lavid (2009)

Um sistema de TV digital é dividido em três áreas: produção, transmissão e recepção. A produção é responsável pelo desenvolvimento dos conteúdos como aúdio, vídeo e dados, que aparecerão na tela de sua tevê, do seu celular ou de outra plataforma digital. O transmissor ou difusor vai prover o conteúdo a ser transmitido e dar suporte para que os telespectadores possam interagir com a programação exibida. O receptor, que pode ser um set-top box ou caixa conversora, acoplada à tevê ou embutida no aparelho, recebe o conteúdo e oferece a possibilidade de o telespectador interagir com o difusor (BECKER e MONTEZ, 2005).

Há, também, nesse sistema, um meio de difusão que habilita a comunicação entre o transmissor e o receptor. Os meios de difusão mais comuns são via satélite, cabo e radiodifusão terrestre, sendo este último o sistema de emissão de sinais adotado para a TV digital brasileira.

Uma das vantagens da difusão terrestre é que este meio já é usado atualmente pelas TVs abertas nas transmissões convencionais. Esse é um fator que favorece a migração dos telespectadores da TV analógica para a digital interativa, porque, como acontece atualmente, é possível a transmissão simultânea de canais analógicos e digitais.

O sistema de radiodifusão terrestre, embora ofereça um amplo alcance dos sinais, o que não é possível na transmissão por cabo e satélite, difere destes por permitir menos canais de TV em seu espectro. Na radiodifusão terrestre, o canal de retorno do telespectador, indispensável para a interatividade, é possível através do uso de linha telefônica e banda larga. Por exemplo, o usuário poderá interagir com o conteúdo veiculado pela tevê digital ligando o seu conversor digital (set-top box), que já pode estar embutido no aparelho, a uma rede de telecomunicações, como uma banda larga, um modem de telefonia fixa ou móvel.

Nesse sentido, o primeiro passo, antes de comprar um conversor, é saber se o local (cidade ou região) está apto para receber o sinal digital por meio de uma antena UHF (de preferência do tipo externa, que garantirá melhor captação do sinal). Os telespectadores que moram em prédios devem verificar se o prédio já possui antena externa UHF (coletiva), capaz de distribuir o sinal para todos os andares (FÓRUM SBTVD-T, 2010).

A TV analógica opera tanto nas faixas de VHF, que são os canais que vão de 2 a 13, como de UHF, canais de 14 a 69. A TV digital vai operar apenas na faixa de UHF.

4° Interprograma

Tema: Diferenças entre as TVs analógica e digital. Como se dá a Interatividade?

“Na televisão analógica, o produto audiovisual sai pronto da emissora, direto para os aparelhos receptores, que apenas exibem a informação que receberam” (TEIXEIRA, 2009, p. 91). Na televisão digital, o sinal, que contém áudio, video e aplicativos que permitem a interação, é transmitido em pacotes de dados que serão

decodificados na “máquina do usuário”. Isso quer dizer que parte do processamento que resultará na formação de conteúdo na tela é transferida para os receptores de TV digital, chamados set-top box, permitindo que cada um condicione a recepção de acordo com o tipo de aparelho que possui. “Como resultado disso, diferentes aparelhos de TV, ligados ao mesmo tempo, em um mesmo canal, podem exibir coisas diferentes na tela, como imagens de câmeras opcionais ou partes diferentes de interação” (TEIXEIRA, 2009, p. 91).

Um quadro comparativo com as diferenças entre as TVs analógica e digital é apresentado por M. Adams e P. Anand (2001, apud TEIXEIRA 2009, p. 73-74).

TV Analógica TV Digital interativa

Espectador passivo Participante ativo

O conteúdo é empurrado até a audiência O conteúdo é puxado pela audiência

Modelo de receita baseado na propaganda Modelo de receita baseado no comércio. Ex. vendas pela TV

Modelo de programação em função dos

canais de transmissão Modelo de programação com conteúdo disponível em banco de dados Programação linear Programação participativa

Dispositivo central Ubiquidade (presente em qualquer lugar). Portabilidade e mobilidade.

Uso principal para entretenimento Uso estendido a compras, comunicação, integração social e educação.

Plataforma de comunicação de uma só

direção Plataforma de comunicação bidirecional

O papel dos emissores é bem definido O papel do emissor passa a ser flexível e requer maior integração

Quadro 1- Diferenças entre TVs analógica e digital interativa Fonte: Adaptado de Teixeira (2009)

A interatividade permite ao usuário solicitar e receber informações, em tempo real, independentemente do programa que está sendo visto na TV digital. Para Gawlinsk (2003), a televisão interativa pode ser definida como qualquer coisa que torne possível ao telespectador ou telespectadores se engajarem em um diálogo com as pessoas que fazem um canal de tevê, programa ou serviço. É também conceituada

como um diálogo que leva os telespectadores, além da experiência passiva de assistir, a fazer escolhas e praticar ações.

O usuário de TV digital interativa pode não somente assistir à programação tradicional, mas também participar, à distância, votando em personagens favoritos de um filme, alterando a câmera de visualização de um jogo de futebol, podendo também se informar e adquirir serviços e produtos cujo comercial acaba de assistir na TV. Essa tecnologia permite trocar mensagens instantâneas, cartas, e participar de bate-papos com colegas distantes, enquanto assiste ao mesmo programa. Pode instruir-se, obter treinamento, procurar emprego, obter informação sobre saúde, marcar consultas, responder a pesquisas, votar em consultas populares e em candidatos a cargos políticos (BECKER, 2009).

No exemplo corriqueiro de operação da nova tecnologia, o telespectador aparece assistindo a uma partida de futebol. Apertando um botão do controle remoto, ele vê uma jogada duvidosa de outro ângulo ou espera pela cobrança de um pênalti, a partir de uma câmera instalada na frente do goleiro. Com outro recurso, poderá acionar uma tela com informações sobre a partida. Simultaneamente, poderá pagar suas contas no banco pela TV ou trocar mensagens com um amigo. A emissora que optar pelo formato das várias câmeras terá que cortar seu canal em quatro, três ou dois, para fazer a transmissão de todos os ângulos em tempo real. Para aproveitar potencialmente todos esses recursos, o telespectador deve saber como escolher as multifuncionalidades oferecidas pela programação.

Sua próxima TV pode também funcionar em um modelo menos concentrador dos meios de comunicação, sendo possível, em um mesmo canal, oferecer quatro programações simultâneas para finalidades diferentes. É o que se chama multiprogramação. Ao invés de uma simples partida de futebol, poderiam ser transmitidos programas culturais e educativos preparados para públicos distintos. Assim, quem não gostasse dos times que estavam jogando no exemplo anterior poderia trocar de canal e ver a transmissão de um evento local, como um festival de música regional, uma missa, um programa de entrevistas. Na parte do canal que mostrava estatísticas sobre o jogo, poderiam estar armazenados dados sobre serviços públicos do seu município, por exemplo (FNDC, 2006).

5° Interprograma

Tema: O que é o Set-top box e como funciona.

A evolução da TV analógica para a TV digital não é marcada apenas pelo aumento da qualidade do sinal de áudio e vídeo disponibilizados, mas também pelo fornecimento de novos serviços computacionais. Podem-se resumir as novas funcionalidades citadas como “agregar capacidade computacional à TV” (CGI.BR, 2005). A esse computador agregado dá-se o nome de terminal de acesso ou set-top

box, em inglês, segundo definiu, em 2005, o Comitê Gestor da Internet no Brasil, em

pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) no Brasil. O conversor digital ou set-top box converte os sinais digitais para serem vistos nas TVs convencionais. Pode estar embutido em uma tevê digital ou deverá ser acoplado individualmente em cada televisor, conferindo liberdade na mudança dos canais favoritos e acesso aos conteúdos com interatividade. O set-top box pode também possuir um canal de retorno, possibilitando a interatividade entre o telespectador e os serviços oferecidos pela emissora.

O conversor digital é necessário para os telespectadores porque os conteúdos ou aplicativos destinados à interatividade fazem parte de outra fonte de dados, diferente do fluxo normal de áudio e vídeo, e, por isso, passam por um processo de multiplexação de sinais, que é a sua inserção sobre o vídeo, para, em seguida, serem enviados às casas dos telespectadores.

Os conteúdos ou aplicativos ficam armazenados no terminal de acesso ou

set-top box e aparecem na tela da TV quando o usuário aperta um botão do controle

remoto relativo à interatividade. Enquanto a programação normal de audio e vídeo segue, é possível ter acesso a esses dados no tempo do usuário, ou seja, a informação pode ser individualizada (CROCOMO, 2007).

O set-top box apresenta uma estrutura próxima a um microcomputador pessoal, composto de processador, memória RAM, disco rígido (ou memória flash) e um sistema operacional. No caso específico do set-top box brasileiro, ele possui uma camada com o middleware, um software que permite a interatividade e que uma

mesma aplicação interativa seja executada em diversas marcas e modelos de equipamento. Ele pode possuir também um Personal Video Recorder (PVR), que permite gravar, pausar, avançar ou retroceder programas. O aparelho também pode apresentar um canal de retorno, caso o set-top box esteja conectado a uma rede de telefonia (fixa, celular ou ADSL), possibilitando, por exemplo, a participação interativa do usuário em uma votação (CROCOMO, 2007).

6° Interprograma

Tema: Middleware Ginga amplia a participação do telespectador.

A digitalização tira a exclusividade de produção de conteúdos das grandes empresas de comunicação. A possibilidade real de o telespectador produzir vídeos em computadores domésticos e sua integração à internet apontam para uma televisão que poderá receber conteúdo de qualquer parte do mundo e de maneira diferente.

A televisão digital interativa permite ao usuário interagir com uma aplicação ou conteúdo que é entregue em complemento ao fluxo normal de áudio e vídeo, já normalmente disponibilizado pelo sinal. Esse sistema de TV amplia muito os serviços ao telespectador e permite a interação com os programas favoritos. Dentre as opções, podem ser assinaladas: a possibilidade de participar de votações, fazer compras, transações bancárias, acessar informações e serviços do governo, além de ter informações mais detalhadas sobre um programa ou filme, no momento da exibição ou depois.

Esse sistema, ora em expansão no país, tem um componente desenvolvido com tecnologia brasileira, fundamental para ampliar e democratizar a participação do telespectador na programação televisiva. Trata-se do middleware Ginga, uma camada de software embutida no set-top box ou conversor digital, que permite o desenvolvimento de aplicações interativas para TV digital. Um dos aspectos mais importantes dessa tecnologia, criada por pesquisadores da PUC do Rio de Janeiro e da UFPB, é que o ginga consisite em uma plataforma aberta, desenvolvida para permitir

que qualquer cidadão possa criar um software e nele executá-lo, independentemente do modelo ou marca de set-top box.

Isso significa que qualquer software para aplicação interativa, que se queira executar nesse equipamento, não terá que depender da autorização do fabricante do receptor digital ou set-top box. O que acontece hoje, no Brasil, é que quem fabrica o

set-top box controla todos os softwares que nele serão executados. O ginga, com sua

filosofia, quebra o monopólio das empresas fabricantes.

Souza Filho (2010), que coordenou a equipe de desenvolvedores do

middleware da TV digital no âmbito da UFPB, afirma que desde o início da pesquisa as

universidades defenderam a proposta de que os receptores de televisão seriam uma plataforma aberta, padronizada, para a qual todos possam desenvolver softwares.

Os receptores de tevê ou set-top boxes não vão apenas receber os sinais dos canais abertos, mas, de forma complementar, terão potencial para receber informações e videos de internet e de outras fontes. Isso, de acordo com Souza Filho (2010), viabiliza a chegada da internet à sala de estar e de maneira integrada à TV digital. Isso porque, mesmo quem tem computador em sua casa, não o coloca na sala

Benzer Belgeler