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3. MATERYAL VE YÖNTEM

3.4. Gözlem ve Ölçümler

3.4.3. Heterosis ve Heterobeltiosisin hesaplanması

As Institutio Religionis Christianae289 do reformador Calvino ‚ apresentam uma

notável reflexão sobre o tema que propomos. Encontramo-la na parte dedicada ao Símbolo, Livro II, capítulo 16: ³Como Cristo cumpriu as funções de Redentor para que nos adquirisse a

salvação, onde se trata de sua Morte e Ressurreição, bem como de sua Ascensão ao céu´. No

capítulo, a descida de Cristo às regiões infernais é tratado nos nn. 8 a 12.

Calvino começa afirmando a importância do tema em razão de seu conteúdo soteriológico: ³QmRFRQYpPRPLWLUVXDGHVFLGDaos infernos, que não é de pequena importância

287 DHü 1011

288³QRQGHVWUX[LWGHVFHQGHQGRDGtQIHURVLQIHULRUHPLQIHUQXP´ (DHü 1077).

289 No presente trabalho seguimos, de um modo geral a tradução de Waldyr Carvalho Luz ³$V,QVWLWXWDVRX7UDWDGR

da Religião cristã. Edição clássica´ (http://www.scribd.com/doc/6915088/Joao-Calvino-Institutas-2-traducao-do-

latim 07/01/2011 17:26), cotejado, quando necessário, com o texto original: Ioannis Calvino Institutio Christianae

Religionis, cum brevi annotatione atque locupletissimis ad editionem amestelodamensem accuratissime exscribi curavit A. Tholuck. Berolini apud Gustavum Eichler, 1834, Londres, Pairs e Genebra.

para efeito da redenção. /.../ ele contém mistério excelente e longe de desprezar-se de matéria da Pi[LPDUHOHYkQFLD´290.

Calvino, a seguir, opõe-se a duas interpretações do referido artigo do Símbolo: a primeira, de tipo reducionista, que identifica a descida aos infernos com a sepultura de Jesus: ³+iWDPEpP

por outro lado, os que afirmam que aqui não se diz algo novo, mas apenas se repete, em outras palavras, o que fora antes dito acerca do sepultamento, uma vez que nas Escrituras amiúde se HPSUHJDRWHUPR,QIHUQRHPOXJDUGHVHSXOWXUD´ 291. Afirma o reformador que a afirmação do

Símbolo ³GHVFHXjVUHJL}HVLQIHUQDLV´ não pode ser tomada como explicação de ³IRLVHSXOWDGR´, nem se pode supor que ³QHVWDVtQWHVHQDTXDOUHVXPLGDPHQWHTXDQWRVHSRGHID]HUQRPHQRU

número de palavras, se compendiam os principais artigos da fé, pudesse insinuar-se uma repetição WmRVXSpUIOXD´292.

A segunda interpretação á qual se opõe CalvLQRGHWLSRPDLV³PLWROyJLFR´pDGDGHVFLGD Cristo desceu aos infernos para libertar as almas dos justos ali aprisionados:

Outros o interpretam diferentemente, dizendo que Cristo desceu às almas dos Patriarcas que haviam morrido sob a lei, para que lhes levasse a proclamação da redenção consumada, e as livrasse do cárcere onde se mantinham encerradas. /.../ Não sei como haja acontecido que a posteridade imaginasse existir um lugar subterrâneo a que deram o nome de limbo. Mas, a despeito de esta fábula contar com grandes autores, e é hoje também seriamente defendida por muitos como sendo a verdade, entretanto não passa de fábula. Ora, a idéia de encerrar as almas dos mortos em um cárcere é pueril. Que necessidade, pois, houve de a alma de Cristo descer ali para que ele as libertasse?293

290 Ibid, art. 8, p. 265 291 Art. 9, p. 266. 292 Ibid.

293

Ibid. art. 10, pp. 266-267. ³4XRG &KULVWXV GHVFHQGHULW DG DQLPDV 3DWUXP TXL sub Legem mortui erant, ut

nuntium peractae redemptionis perferret, ac erueret eas ex carcere, ubi inclusae tenebantur. /.../ nescio qui factum sit, ut posteritas locum putaret esse subterraneum, cui afinxit nomem Limbi. Sed haec fabula tametsi magnos auctores habet, et hodie quoque a multis serio pro valitate defenditur, nihil tamen fabula quam est. Nam concludere in carcere mortuorum animas puerile est: Christi autem animam illuc descendere, ut eas manumitteret, quid opus IXLW"´ (Institutio pp. 333-334)

Calvino conhece a relação do texto de 1Pd 3,19 com o tema e dele extrai seu significado essencial: a universalidade da salvação obtida pela morte de Cristo, que se estende até as almas dos que morreram antes de sua manifestação:

Ora, até mesmo o contexto nos conduz a isto: que os fiéis que morreram antes desse tempo foram co-participantes conosco da mesma graça, pois que Pedro daí amplia o poder da morte de Cristo, que tenha ela penetrado até os mortos, enquanto as almas piedosas têm desfrutado da visão atual dessa visitação, que haviam ansiosamente esperado294.

Calvino entende a interpretação do artigo da descida de Cristo aos infernos como a afirmação de sua assunção da morte na totalidade de seu corpo e alma: ³1DGD DFRQWHFHria se

Cristo tivesse experimentado apenas a morte corporal´295. ³(QDYHUGDGHDPHQRVTXHWDPEpP

VXDDOPDIRVVHSDUWLFLSDQWHGRFDVWLJRWHULD&ULVWRVLGR5HGHQWRUDSHQDVGRVFRUSRV´296.

Tendo, pois, rejeitado a interpretação mitologizante tradicional, Calvino entende o termo ³LQIHUQR´FRPRH[SUHVVmRGRDEDQGRQRH[WUHPRGH'HXVVRIULGRSRU-HVXV

para que saibamos não só que o corpo de Cristo foi entregue por preço de redenção, mas houve também um preço maior e mais excelente, a saber, que ele sofreu na alma os terríveis tormentos de um homem condenado e perdido297. Nós, porém, estamos afirmando que ele suportou o peso da severidade divina, porquanto, ferido e afligido pela mão de Deus, experimentou todos os sinais de um Deus irado e punitivo.298

294 Ibid. p. 267. 295

³1LKLODFWXPHUDWVLFRUSRUHDWDQWXPPRUWHGHIXQFWXVIXLVVHW&KULVWXV´(p. 334).

296(WVDQHQLVLSRHQDHIXLVVHWSDUWLFHSVDQLPDFRUSRULEXVWDQWXPIXLVVHW5HGHPSWRU´ (p. 335).

297 ³/.../ ut sciamus non modo corpus Christi in pretium redemptionis fuisse traditum, sed alius maius et excellentius

SUHWLXPIXLVVHTXRGGLURVLQDQLPDFUXFLDWXVGDPQDWLDFSHUGLWLKRPLQLVSHUWXOHULW´ (Ibid.).

298³6HGKRFQRVGLFLPXVGLYLQDHVHYHULWDWLVJUDYLWDWHPHXPVXVWLQXLVVHTXRQLDPPDQX'HLSHUFXVVXVHWDIIOLctus,

Como se já pode notar pelos textos apresentados, a compreensão de Calvino da descida de Cristo aos infernos é marcada pela perspectiva da Reforma, com soteriologia de acentuada ênfase no caráter penal e na teoria da satisfação:

Pouco antes referimos do Profeta que ³foi imposto sobre ele o castigo de nossa paz´; que ³ele foi ferido´ pelo Pai ³por causa de nossas transgressões´; que ³foi esmagado por causa de nossas enfermidades´ [Is 53.5], palavras com as quais significa ter-se submetido por fiador, avalista e até mesmo como culpado, em lugar dos transgressores, para que pagasse e saldasse todas as penas que deles se deveriam exigir, excetuado apenas isto: que ³não podia ser retido pelos tormentos da morte´ [At 2.24]. Portanto, nada há de surpreendente dizer-se que ele desceu aos infernos, uma vez que tenha ele sofrido esta morte infligida aos pecadores por um Deus irado.299

Benzer Belgeler