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4.6.3. Fiziki Mekan ve Çevre Şartları

4.7.1.2. Herzberg’in Çift Etken Kuramı

Todo professor que já tenha experimentado ensinar Ciências de forma a superar os limites da sala de aula, as aulas tradicionais, a linearidade do conhecimento, quando o professor é mero expositor de conteúdo e as aulas ficam extremamente desinteressantes e cansativas, sabe dos resultados positivos e produtivos que essa experiência pode proporcionar aos alunos. Em oposição às aulas tradicionais, a Unidade de Aprendizagem (UA) tem por finalidade envolver os alunos no processo de ensino e aprendizagem, segundo os princípios do Educar pela Pesquisa, inovando a prática em sala de aula, ao oportunizar que os alunos exerçam sua capacidade de aprender a aprender, de pensar, de pesquisar, de construir e reconstruir o conhecimento.

As unidades de aprendizagem rompem com a forma disciplinar de transmissão de conteúdos, tornando o processo de aprendizagem mais prazeroso. Nele o aluno torna-se sujeito da prática e elabora seus conceitos e conhecimentos no contexto de ensino e aprendizagem.

De acordo com Moraes e Gomes (2007, p. 276),

A Unidade de Aprendizagem é uma abordagem inovadora para se trabalhar com os alunos com o objetivo de se levantar questionamentos referentes a um tema proposto, levando em consideração conhecimentos já existentes, que são pontos relevantes, uma vez que a cada fala e através da fala é possível fazer reflexões, discussões e, portanto, buscar respostas e aprofundar esses conhecimentos iniciais.

Segundo os mesmos autores (2007), as UA são organizadas levando em consideração que a construção e a reconstrução do conhecimento ocorrem pela efetiva participação do educando. Aprende-se pela reconstrução e pela adequada apropriação de novas linguagens e discursos. O Educar pela Pesquisa é um dos princípios para a reconstrução do conhecimento e a aprendizagem torna-se significativa a partir da realidade do educando. A realização de uma UA requer comprometimento de todos os envolvidos. Ainda de acordo com Moraes e Gomes (2007, p. 264) “[...] em qualquer processo de aprendizagem há sempre um

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conhecimento inicial do qual é preciso partir”. Uma unidade ou trabalho torna-se significativo quando busca a correlação entre os saberes atuais e os conhecimentos a serem construídos. Propõe-se que o professor faça, inicialmente, uma atividade de investigação para que possa examinar e compreender os conhecimentos que seus alunos já apresentam sobre determinado assunto. Essa atividade pode ser realizada por desenhos, frases, pequenos textos, perguntas, etc.

Outros aspectos são considerados importantes para se iniciar uma UA, dentre os quais destacam-se a motivação e o interesse dos alunos frente à temática escolhida. Torna-se importante instigar a curiosidade dos alunos, por questionamentos relacionadas ao assunto, criando um ambiente favorável para o processo de aprendizagem.

Os trabalhos e tarefas realizados, coletivamente, em sala de aula, tornam-se uma ferramenta de aprendizagem necessária para que valores como respeito, responsabilidade, sejam cultivados. Trabalhando-se desta forma, o grupo tem maiores possibilidades de gerar alternativas, levantar hipóteses, tomar decisões, ações extremamente importantes na atual sociedade. Segundo Freschi (2008, p. 29) “[...] a Unidade de Aprendizagem contribui para a formação conceitual, para o desenvolvimento de competências e habilidades, para criar uma adequada convivência dentro do grupo e para aprender a trabalhar em equipe”.

De acordo com Moraes e Gomes (2007), as unidades de aprendizagem podem ser concebidas como meios de promoção e reconstrução do conhecimento dos alunos, dentro da concepção construtivista.

As unidades de aprendizagem assemelham-se às „situações de estudo‟, usadas por Maldaner e Zanon, e às „unidades didáticas‟, usadas por González et al. Essas denominações podem, em determinados momentos, representar pressupostos teóricos distintos, conservando, porém, os mesmos objetivos pedagógicos.

As „situações de estudo‟, de acordo com Maldaner e Zanon (2006, p.44), superam a visão disciplinar dos conteúdos, pois “[...] articula saberes e conteúdos de Ciências entre si e com saberes cotidianos trazidos das vivências dos alunos fora da escola, permitindo uma abordagem com característica interdisciplinar, intercomplementar e transdisciplinar”. Em seus trabalhos, os autores propõem o desenvolvimento de metodologias a partir de situações de estudo, visando superar dificuldades de aprendizagem de conceitos e conteúdos trabalhados na educação básica. Estas propostas têm a finalidade de repensar a forma tradicional de ensino e aprendizagem por meio da interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade nas aulas de Ciências, sugerindo que os fenômenos naturais devem ser compreendidos em sua especificidade e complexidade.

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Para González et al.,

A Unidade Didática é um conjunto de ideias, uma hipótese de trabalho, que inclui não só os conteúdos da disciplina e os recursos necessários para o trabalho diário, senão também metas de aprendizagem, estratégias que ordenem e regulem, na prática escolar, os diversos conteúdos de aprendizagem. (GONZÁLEZ et al., 1999, p. 18).

O método das unidades didáticas é uma proposta interdisciplinar, em que o conhecimento prévio possibilita a reconstrução de novos conceitos por parte dos alunos. De acordo com González et al. (1999), os tópicos a serem trabalhados em uma unidade didática, devem ser escolhidos de acordo com as necessidades do grupo de professores e do grupo de alunos envolvidos no processo. Suas motivações podem ser internas ou externas. Dentre as motivações internas, o autor destaca a frequente insatisfação com o material didático com o qual professor trabalha. Isto o motiva a elaborar novos materiais e a dar novo enfoque ao processo de ensino e aprendizagem. Entre as motivações externas, destacam-se eventuais modificações na legislação educacional, mudanças de projetos pedagógicos em âmbito mais geral, aprendizados em cursos de formação de professores. O mesmo autor sugere que as unidades didáticas podem ser trabalhadas com temas transversais, integrando as diversas disciplinas.

Unidades de aprendizagem, situações de estudo e as unidades didáticas são distintas denominações, porém com objetivos semelhantes. Elas têm como finalidades: confrontar o sujeito com seu próprio conhecimento, permitindo-lhe perceber lacunas e limitações em sua formação e instigá-lo a buscar, progressivamente, maior coerência e consistência em suas reflexões e questionamentos. Isto permite ao aluno a construção de competências para fazer novas argumentações e, consequentemente, ampliar conceitos tanto sobre aspectos científicos, como sobre a realidade que o cerca. Este processo principia no planejamento de atividades que permitam ao aluno desenvolver variadas formas de interagir com as situações de ensino, o que se dá pelo relacionamento do novo saber com os conhecimentos anteriores, pela formulação de novos conceitos, pelo compartilhamento de seus aprendizados com os dos demais. O aluno assim avança cognitivamente no processo de aprendizagem.

As três situações apresentadas são alternativas de planejamento, elaboração e organização de trabalhos que podem ser desenvolvidos nas escolas. Elas levam em consideração novos princípios metodológicos como questionamento, diálogo, leitura, valorização da escrita e elaboração de argumentos mais complexos. Para terem êxito, necessitam da participação e da integração entre alunos e professores das mais diversas áreas de conhecimento, em um trabalho interdisciplinar.

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2.6 O USO DO SENSORIAMENTO REMOTO COMO RECURSO DIDÁTICO NO

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