3.6. A LMAN İ DEALİZMİ VE S CHOPENHAUER
3.6.1. Heidegger’in Nietzsche Yorumu: Batı Metafiziğinde İrade Olarak Varlık
Os primeiros estudos abordando o uso da ferramenta ACV em sistemas de tratamento de esgoto tiveram início na década de 1990. Na Tabela 2.5 são listados alguns desses trabalhos. Observando-se o conteúdo destes estudos é possível notar as diferentes abordagens presentes em cada um, que vão desde o tipo de sistema a ser avaliado, unidade funcional, escopo, software até a escolha de determinados indicadores ambientais em detrimento de outros. Esta realidade reforça a lacuna existente na padronização metodológica e regionalização dos ICV para os trabalhos com ACV em sistemas de tratamento de esgoto.
Tabela 2.5 – Breve apanhado sobre o estado da arte no uso de avaliação do ciclo de vida
(ACV) em sistemas de tratamento de esgoto (continua)
Referência
Software e região estudada
Título do trabalho Comentários
ROELEVELD et
al., 1997 Holanda
Sustainability of municipal wastewater treatment
Teve foco no incremento no grau de tratamento, como nitrificação e desnitrificação.
TILLMAM et al.,
1998 Suécia
Life cycle assessment of municipal waste water systems
Comparou um sistema convencional e um separador de urina com aplicação na agricultura.
TARANTINI;
FERRI, 2001 Itália
LCA of drinking and wastewater treatment systems of Bologna city: final results
Discretizaram os impactos ambientais em cada etapa do ciclo da água (tratamento da água potável, distribuição, ETE e disposição final dos resíduos).
DIXON et al., 2003
SimaPro – Inglaterra
Assessing the environmental impact of two options for small scale wastewater treatment
Verificou que os sistemas são bastante semelhantes em termos de ciclo de vida do consumo de energia. LUNDIE et al.,
2004
Gabi 4 – Austrália
Life cycle assessment for sustainable metropolitan water systems planning
Realizou análise de cenários futuros para o sist. de águas visando à modernização das princ. ETE do país. HOSPIDO et al.,
2004
SimaPro – Espanha
Environmental performance of a municipal wastewater treatment plant
Inventariou os dados empíricos de fluxos de lodo, água e gás e avaliação de uma planta municipal.
MACHADO et al., 2006
SimaPro – Portugal
Life cycle assessment of wastewater treatment options for small and decentralized
communities: energy-saving systems versus activated sludge
Identificou os principais impactos dos sistemas de tratamento e ressaltou a valorização da metodologia como ferramenta de apoio à decisão para designers e gestores de sistemas de esgotos urbanos.
LASSAUX et al., 2007
Simapro – Bélgica
Life Cycle Assessment of Water from the Pumping Station to the Wastewater Treatment Plant
Incluiu tratamento de lodos e descarga hidráulica (DH). GALLEGO et al., 2008 Simapro – Espanha Environmental performance of wastewater treatment plants for small populations
O impacto mais significativo foi ecotoxicidade (metais pesados no lodo).
Referência
Software e região estudada
Título do trabalho Comentários
REMY, 2010 Umberto – Alemanha
LCA of conventional and source- separation systems for urban wastewater management
Buscou a criação de uma ferramenta de tomada de decisão.
GHAZY; DICHTL, 2011
Umberto – Egito
Economic and environmental assessment of sewage sludge treatment processes application in Egypt
Apoio às autoridades municipais locais para a gestão ambiental e otimização do lodo.
FUCHS et al., 2011
Simapro – EUA
Life cycle assessment of vertical and horizontal flow constructed wetlands for wastewater treatment considering nitrogen and carbon greenhouse gas emissions
O modelo vertical apresentou menores impactos ambientais.
GODIN et al., 2011
Simapro – Canadá
LCA of wastewater treatment systems: Introducing a net environmental benefit approach: NEB e ACV
Semelhantes para IA para o CV da ETE; diferem se o benefício ambiental do tratamento for contabilizado. RODRIGUEZ- GARCIA et al., 2011 Simapro – Espanha
Environmental and economic profile of six typologies of wastewater treatment plants
Uso de diferentes unidades funcionais para determinação do desempenho de 24 ETE.
COSTA, 2012 Gabi 4 – Brasil
Avaliação do ciclo de vida da produção de biogás via estação de tratamento de esgoto e uso em célula a combustível de óxido sólido
Utiliza banco de dados internacionais no tratamento de esgoto doméstico.
GÜERECA et al., s.d. Simapro – América Latina e Caribe
Life Cycle Inventory of the most representative municipal
wastewater treatment technologies of Latin-America and the
Caribbean
Destacam a dificuldade de construção de ICV para sistemas de tratamento de esgoto doméstico na América Latina e Caribe pela falta de dados disponíveis.
Todavia, mesmo diante destas dificuldades, a ACV tem sido apresentada como uma alternativa promissora para a otimização dos recursos financeiros e, principalmente, ambientais envolvidos (RENOU et al., 2008; HOSPIDO et al., 2008 e 2004; MACHADO et
al., 2007; SAHELY et al.,2005; LUNDIE et al., 2004; DIXON, et al., 2003; BALKEMA et al., 2002; TARANTINI; FERRI, 2001; DENNISON et al., 1998 e TILLMANN et al., 1998)
em sistemas de tratamento de esgoto.
Percebe-se ainda que, quando ICV relacionados ao tratamento de esgoto estão disponíveis, há uma tendência na ampliação do escopo dos mais variados trabalhos envolvendo a ACV. Exemplos bastante simples podem ser encontrados, inclusive, nacionalmente: Monteiro (2008), estudando a produção de cal hidratada, utiliza os ICV disponíveis em um software
alemão no tratamento de efluentes líquidos e D’Agostini e Finotti (2010) utilizam um ICV
dinamarquês para modelar os efluentes líquidos na ACV de uma peça automotiva. Observa- se, porém, que, apesar dos estudos serem nacionais, os BD acessados são estrangeiros.
Na contramão, estudos como o de Vianna (2006), que trabalhou com biodiesel, preferem limitar a ACV à produção do bem. Este autor considera a geração de efluentes fora do escopo do trabalho, ressaltando apenas que os efluentes gerados por seu produto foram diluídos a ponto de atender as legislações ambientais vigentes, desconsiderando, assim, em suas análises, o impacto ambiental causado pela descarga do resíduo. Uma outra alternativa que igualmente tem sido considerada em trabalhos com ACV que contemplam o tratamento de efluentes é a de adoção do modelo Life cycle inventories of waste treatment services – Part IV
“watewater treatment” desenvolvido por Doka (2009) e disponibilizado no site do Ecoinvent
(FONSECA, 2011; JESWANI et al., 2012, COSTA, 2012 e VADENBO et al., 2013). Porém, é relevante atentarmos para o fato de que as planilhas de qualidade do esgoto (ICV) desenvolvidas por Doka (2009) referem-se a características energéticas e de qualidade dos esgotos suíços e, principalmente, ao modelo de tratamento adotado naquele país, que, em sua maioria (68%) inclui reatores de lodos ativados convencionais seguidos de tratamento químico terciário.