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Hedonik Fiyat Modeli Yaklaşımı (Hibrit Modelleme)

2.3. Modern Değerleme Yöntemleri

2.3.3. Stokastik Değerleme Yöntemleri

2.3.3.3. Regresyon Analizi (En Küçük Kareler Toplamı) Yöntemi

2.3.3.3.2. Hedonik Fiyat Modeli Yaklaşımı (Hibrit Modelleme)

Outro aspecto importante da cortesia, não aprofundado na teoria de Brown e Levinson, é o da cortesia valorizadora. Em palavras de Kerbrat-Orecchioni, a teoria deles repousa sobre a

ideia de que todos os sujeitos falantes são dotados de um desejo de proteger seu “território” e sua “face”, desejo que é contrariado constantemente pelo fato de que a maioria dos atos de linguagem que são produzidos cotidianamente são potencialmente “ameaçadores” da imagem

dos interactantes (FTA) os quais, para evitar o sério risco à interação, devem “polir”16 as arestas afiadas demais dos FTA [...] tornando-os menos agressivos para as imagens dos parceiros na

interação. Entretanto, Kerbrat-Orecchioni entende a cortesia não só como mitigação dos enunciados quando as imagens estão em perigo e propõe uma visão menos “paranoica”17 da interação ao introduzir no modelo de Brown e Levinson, junto aos FTAs, outra categoria de atos que realçam a imagem do interlocutor. Contrariamente ao que acontece com os FTAs, estes atos

introduzidos pela autora têm prioritariamente a tendência a serem reforçados (2014: 49). A estes atos dá o nome de face flattering acts (FFAs) ou atos que reforçam a imagem do interlocutor, tais como os elogios, as felicitações, os apoios na atividade comunicativa, etc. Deste modo, tomando como base esta diferenciação, Kerbrat-Orecchioni (2004: 43) fala de duas formas de cortesia:

CORTESÍA NEGATIVA evitar um ato ameaçador (FTA) ou suavizá-lo mediante algum procedimento CORTESÍA POSITIVA realizar algum ato «agradador» (FFA), preferentemente reforçado

Quadro 1- relações entre FTA e FFA

Assim, segundo a autora (2014:50) a cortesia18 pode ser redefinida como um conjunto de

estratégias não só de gerenciamento, mas também de valorização das imagens do outro com o

intuito de preservar a “ordem da interação”, expressão que retoma de Goffman, como ela mesma salienta.

16 Conforme a autora, a palavra polidez, utilizada por muitos autores, entre eles os próprios Brown e Levinson, em

lugar de cortesia, se liga de alguma forma a uma atividade de polimento (2014:49).

17 Segundo a autora: [...] se ha reprochado a esta teoría el reflejar una concepción excesivamente pesimista, y hasta

«paranoide», de la interacción (concebida como un terreno minado por toda suerte de FTAsque permanentemente hay que empeñarse en descebar) y de los interactuantes (presentados como obsesionados por esas amenazas que planean sobre sus cabezas y montando guardia sin parar alrededor de sus territorios y de sus imágenes (2004: 43).

Conforme Albelda e Briz (2010: 268), outros pesquisadores além de Kerbrat-Orecchini se referiram aos atos de fala que não envolvem uma ameaça. Igualmente,

autores, como Leech (1983: 83-84), Bravo (2000: 1504-1505) o Hernández-Flores (1999: 38) plantean que hay actos que son inherentemente corteses o, al menos, que no surgen por motivos amenazantes, sino que están dedicados a la confirmación de la imagen social de los participantes, o que se originan simplemente por el deseo de estrechar las relaciones sociales (ALBELDA e BRIZ, 2010:268).

Deste modo seria mais pertinente, segundo os autores (2010: 268), falar de cortesia

mitigadora, quando existe uma ameaça nos termos apresentados por Brown e Levinson, e uma cortesia valorizadora19, que procura criar ou potenciar um efeito agradável na interação sem que exista uma ameaça à imagem. Esta última se veicularia tanto por elogios, como sugerido por Kerbrat-Orecchioni, quanto por intensificação com finalidade cortês (ALBELDA, 2005:583).

Chegamos, desta forma, a uma concepção completa da cortesia entendida como um conjunto de estratégias conversacionais que usam os interactantes para manter e/ou reforçar as relações entre eles, de modo a conseguir que o processo comunicativo se mantenha harmônico (MARTÍNEZ LARA, 2009:63). Por sua vez, o insulto é um ato de fala que possui em sua enunciação uma forma linguística, um valor sociopragmático e um componente etnográfico (GÓMEZ MOLINA apud MARTÍNEZ LARA, 2009) com o qual se procura agredir, atacar e humilhar a uma pessoa num momento determinado. Segundo a teoria desenvolvida por Brown y Levinson (1987) sobre a cortesia, os insultos estão dentro dos atos ameaçadores da imagem positiva dos interlocutores. Estão fora da norma social e rompem o processo comunicativo, motivo pelo qual são evitados (MARTÍNEZ LARA, 2009:60). Porém, segundo o mesmo autor, os insultos são utilizados correntemente por jovens em seus encontros comunicativos, lo que ha

sido corroborado en investigaciones como las de Kochman (1983), Labov (1972) y Tannock (1999), en el mundo de habla inglesa; y Zimmermann (2003, 2005) y Martínez Lara (2006) en hablantes del español. (MARTÍNEZ LARA, 2009:60). Nestes trabalhos evidencia-se que a “não-

agressão ao outro” não é a norma absoluta nas interações. Há um fim de ser apreciado e aceito pelos demais, enquanto é construído um espaço no qual se recebem críticas e ataques à imagem dos interlocutores. Como diz Zimmermann (2005: 249) é importante sublinhar la importancia

teórica de este tipo de actos: nos demuestran que la cortesía no es una constante social sino

siempre una opción teórica entre varias posibilidades. Observou-se também que os insultos,

além de serem atos de fala descorteses, podem ter outras funções como, por exemplo, a identificação com um grupo geracional ou étnico particular, assim como a criação de laços de camaradagem entre os interlocutores que, em determinados contextos e com determinadas pessoas, não tem por finalidade ofender. Zimmermann os denomina atos anticorteses (ZIMMERMANN, 2009:249).

Apresentadas as funções comunicativas dos insultos, o problema é determinar se estes são corteses ou anticorteses. Segundo Zimmermann (2005:249), como fora observado em outras investigações, quando os insultos configuram atos anticorteses os destinatários não parecem se sentir atacados ou ofendidos, pelo contrário, pareceria que lhes agradam20. Não há ruptura nem conflitos na intercomunicação, esta flui naturalmente. Os insultos, desta forma utilizados, conformam uma estratégia (não é convencional e sim volitiva) de afiliação, nos termos propostos por Bravo (2004b), já que supõem o pertencimento a um grupo especial que maneja um código linguístico diferenciado. Ao dizer de Zimmermann:

El “yo” tiene a su disposición estrategias para influir en la visión que el otro tiene del propio “yo”. Al mismo tiempo el YO contribuye con sus actos de atribución de identidad a la construcción del YO del otro. Este tipo de actos se pueden llamar actos identitarios (2009:268).

A noção de identidade surge, desta maneira, de mecanismos que articulam processos de aceitação e de rejeição, de inclusão e de exclusão.

Embora Zimmermann circunscreva estas estratégias de cortesia ao grupo de adolescentes homens (2009: 266), Bernal encontra que este tipo de cortesia se faz extensiva a outros tipos de falantes quando o registro é informal e ocorre proximidade interpessoal (BERNAL apud Bravo, 2005:28).

Benzer Belgeler