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Hedef yönelimleri ölçeği alt boyutları ve sporda başarı motivasyonu ölçeği alt

4. BULGULAR VE YORUM

4.2. Ölçme Araçlarından Elde Edilen Verilere İlişkin Bulgular

4.2.3. Hedef yönelimleri ölçeği alt boyutları ve sporda başarı motivasyonu ölçeği alt

Vygotsky (1991, p. 94) ressaltou que o êxito na aprendizagem de uma língua estrangeira depende do grau de maturidade que a criança possui na língua materna, pois é a maturidade que lhe permite transferir para a nova língua o processo de simbolização que já possui na sua língua. Apesar disso, durante muito tempo, o ensino/aprendizagem da LE foi pensado separadamente do ensino/aprendizagem da LM e não se reconhecia a importância desta para o ensino/aprendizagem

da língua estrangeira69. Uma vez que a evolução das pesquisas permitiu reconhecer esta importância e valorizar uma aprendizagem mais reflexiva, as novas tendências no ensino/aprendizagem de línguas passam a se voltar para um trabalho interdisciplinar, capaz de renovar as metodologias deste ensino/aprendizagem. Atualmente, apesar de muitas escolas e educadores não terem ainda incorporado, na prática, essas idéias, os pesquisadores já reconhecem que a falta de um trabalho interativo, entre as línguas e os professores de línguas, leva o aluno a se defrontar com diferentes concepções, muitas vezes incompatíveis, de ensino da língua e da comunicação. Por essa razão, defende-se que se a escola quer cumprir a sua função de formadora de um cidadão crítico apto a participar integralmente dos problemas da vida social, é preciso que ela repense o ensino/aprendizagem e que desenvolva um trabalho interdisciplinar, entre os variados campos científicos, principalmente o das línguas, por ser este a base de todo o aprendizado.

A idéia de um trabalho interdisciplinar entre professores de língua materna e língua estrangeira tornou-se mais conhecida nos anos 8070, após a publicação de Roulet – Langue maternelle et langues secondes vers une pédagogie intégrée. Para Roulet (1980), as reformas

na Pedagogia do ensino/aprendizagem de língua materna e de língua segunda71, não solucionaram o problema principal deste ensino, ou seja, a separação total existente entre as metodologias de ensino/aprendizagem das duas línguas e o trabalho das equipes, que têm se mantido isolado, no

69 As relações entre a língua estrangeira e a língua materna serão tratadas na seção 2, deste trabalho.

70 Introduziremos aqui um breve histórico acerca dos trabalhos que têm procurado aproximar LM e LE, que segue o

texto do projeto Ensino/aprendizagem de línguas em contexto escolar: interfaces língua materna (LM) e língua estrangeira (LE) (LOPES et al., 2002), (DAMASCENO; LOPES, 2004), e (CHISS, 1999).

71 Lembramos que Besse (1987, p.13-15) faz a distinção entre língua segunda e língua Estrangeira. A língua segunda

faz parte do universo do aprendente, na comunidade e na escola. Já a língua estrangeira não é falada fora do contexto escolar. No Brasil, as situações de ensino de língua segunda, conforme a definição de Besse, são exceção. Temos, portanto, nos Parâmetros, a denominação de língua estrangeira. Apesar dessa diferença, consideramos que a opinião de Roulet é tão pertinente para a língua segunda quanto para a língua Estrangeira, que será uma segunda língua a ser adquirida pelos aprendentes.

decorrer do tempo. Enquanto esse processo de ensino/aprendizagem não for unificado, essas reformas estarão ameaçadas pelo fracasso. Suas pesquisas mostraram evidências de que quanto melhor o aluno apreender o sistema de funcionamento e o sistema de emprego da sua língua materna, mais fácil será para ele adquirir uma segunda língua.

Os trabalhos de Blanche-Benveniste e Valli (1997), Projeto EUROM 4, e os trabalhos de Dabène e Degache (1996), Projeto GALATEA, estão voltados para a intercompreensão entre locutores de línguas românicas. Esses trabalhos partem do pressuposto de que a proximidade lingüística dessas línguas pode contribuir para o desenvolvimento de uma competência de compreensão entre os seus locutores. Dessa maneira, defende-se que um locutor lusófono ou francófono, de posse de algumas informações sobre os sistemas morfossintático ou semântico- lexical, seriam capazes de terem acesso ao sentido de um texto simples em uma ou outra língua românica. Assim, os trabalhos de Dabène e Degache procuram analisar as estratégias de construção do sentido colocadas em prática por locutores de uma língua românica, sempre que confrontados a uma nova língua românica e também procuram investigar as representações que esses locutores têm de suas capacidades de compreensão, além de analisar os fatores passíveis de dificultar essa compreensão.

Hawkins (1987) desenvolve nos seus trabalhos o conceito de “language awareness” (o despertar para a linguagem ou éveil au langage, como traduziram os franceses). As atividades de “language awareness” foram postas em prática nas escolas inglesas, nos anos 80, com o intuito de contribuírem para a melhoria do ensino/aprendizagem da língua materna e das línguas estrangeiras. São atividades de reflexão metalingüística acerca da linguagem e das línguas estrangeiras e têm por objetivo, melhorar a capacidade de análise lingüística dos alunos, contribuindo, assim, para o desenvolvimento de sua consciência metalingüística. Atualmente esse projeto continua a ser colocado em prática na França e em alguns países da Europa, estando a ele

ligado Moore (1995) e outros pesquisadores. Os trabalhos desse projeto procuram desenvolver as representações e atitudes positivas com relação às línguas, às culturas e sua diversidade, para que isso possa motivar os aprendentes para a aprendizagem e ainda desenvolver suas capacidades metalingüísticas e meta-cognitivas, para que eles possam melhor perceber as transparências de um idioma estrangeiro, ampliar sua visão para outras línguas, e ter mais facilidades no processo de aprendizagem de novos idiomas.

Os trabalhos do projeto Educação Bilíngüe são direcionados para um ensino/aprendizagem, em língua estrangeira ou segunda, das disciplinas do currículo escolar, em região oficialmente bilíngüe ou para a escolarização dos imigrantes. Dentre os projetos de uma educação bilíngüe, foram utilizados projetos de imersão (LE BLANC, 1989) no Quebec, região onde o bilingüismo é oficial. Nesse projeto, trata-se de utilizar na escola uma língua que não é aquela falada pelos alunos na comunidade. Dessa forma, os alunos estão imersos nesta segunda língua na escola, durante as aulas, o que garante a aquisição de competências tão elevadas na L2 como na L172. Projetos de imersão parcial na L2 também foram colocados em prática na Europa, projetos esses nos quais a língua segunda é utilizada para ensinar certas disciplinas do currículo escolar. Uma dessas experiências de ensino/aprendizagem bilíngüe foi colocada em prática por Coste e Pasquier (1992). Essa experiência, que dedicava a mesma quantidade de horas à duas línguas (francês e italiano) partia de um ensino/aprendizagem bilíngüe para a generalização de uma didática integrada e pretendia articular a alternância das línguas, a construção dos conceitos e a diversificação dos textos. Dessa maneira, a alternância das línguas atingia todos os níveis e todos os professores, ao invés de ficar delimitada apenas a algumas disciplinas.

No Brasil, essas idéias começaram a germinar, no início da década de 90, num pequeno

grupo de professores de francês para quem, sendo o português e o francês, línguas próximas, o trabalho conjunto da língua materna e da língua estrangeira poderia dar lugar a práticas pedagógicas mais motivadoras, desenvolvendo, desse modo, nos alunos a consciência metalingüística e a capacidade para produzir condutas de linguagem apropriadas em diferentes situações comunicativas. Objeto de vários seminários e de encontros e colóquios nacionais, a idéia de um ensino/aprendizagem integrado do Português e do Francês foi tomando forma até dar origem, em 1994, ao Projeto Bivalência73 que passou a aprofundar a reflexão, através de um trabalho mais contínuo e sistemático, das equipes formadas em alguns estados brasileiros. Nossa tese utiliza-se de diversos trabalhos produzidos pelos pesquisadores deste projeto, que têm publicado os resultados de suas pesquisas74 e buscado caminhos para favorecer um ensino/aprendizagem integrado de línguas.

73 Projeto de didática integrada PLM/FLE, conforme já foi ressaltado.

74 Esses trabalhos vêm aparecendo em publicações como a revista Études de Linguistique Appliquée n. 21 (2001),

inteiramente dedicada ao projeto, Synergies Brésil n. 4 (2003) e Synergies Brésil n. 5 (2003). Sobre os outros projetos que fundamentaram o projeto Bivalência ver também Langue maternelle en classe de langue étrangère, (CASTELLOTTI, 2001).

Benzer Belgeler