1. GENEL BİLGİLER
1.4. İmidazolyum Türü NHC Komplekslerinin Heck Kenetlenme
1.4.2. Heck kenetlenme reaksiyonunda kullanılan başlıca
Propor o contrário do que geralmente é feito em uma pesquisa científica, é justamente o objetivo da etnografia de rua. Quando se a aplica, percorre-se sem ter um caminho especificado, um lugar definido para chegar, dessa forma começa-se a colocar, em prática, os sentidos para perceber como se comporta a cidade, as pessoas, o trânsito, além das construções. Em Etnografia da rua: estudo de antropologia urbana, (ROCHA & ECKERT, 2001), discorre-se sobre a visão de conhecer a cidade a partir de uma forma diferente ao que é de costume, pois, na maioria dos casos, quando se está em campo é normal já ter em mente sobre o que vai se fazer, como se fosse um mapa mental ou caminho a ser percorrido. Contudo para esta pesquisa procurou-se aplicar o uso das disposições e propostas apresentadas pelas autoras, porém já possuindo alguns dados como uma delimitação do espaço a ser trabalhado, pois a intenção é a de aprender que
A cidade acolhe seus passos, e ela passa a existir na existência deste que vive, na instancia de seu itinerário, um traçado que encobre um sentido, algo que será desvendado ao seu final. Espaços, cheiros, barulhos, pessoas, objetos e naturezas que o caminhante experiencia em sua itinerância, não sem figuras pré-concebidas. Sua caminhada é de natureza egocêntrica, funcional, mas também poética, fabulatória e afetiva, e porque não dizer, uma caminhada cosmológica com os jogos de memória que os tempos reencontrados proustianos encenam (ROCHA & ECKERT, 2001, p. 03).
Como procedimentos para a realização da etnografia de rua, podem-se aplicar vários tipos de mecanismos como o caminhar sem anotação ou comprovação de sua presença; ou com o uso de instrumentos como câmeras fotográficas (aplicado nas incursões pelo Bairro de
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71 Nazaré) e de vídeo (aplicado em algumas entrevistas com os moradores das residências neocoloniais) onde estes servem para registrar os passos; assim como a própria prancheta na realização de anotações e representação gráfica (desenhos).
Portanto experienciar a cidade através da etnografia de rua possui uma relação de interação entre o pesquisador/observador e o indivíduo que se encontra (ROCHA & ECKERT, 2001). Logo, partindo desse método, analisar as edificações neocoloniais no Bairro de Nazaré, através da etnografia, auxilia na compreensão das relações entre as residências e seus moradores, assim como os transeuntes, além da interação delas (prédios) com seu entorno. Pensando nessa questão optou-se, para as incursões neste bairro, no uso da câmera fotográfica como instrumento de aplicação deste método, assim como para a realização de análises (ver item 2.5 do capítulo IV) e proposições (ver capítulo V), afinal a imagem é uma cópia da realidade a qual tiramos o sentimental a fim de termos uma visão racional (NOVAES, 1998).
(...) o uso da imagem acrescenta novas dimensões à interpretação da história cultural, permitindo aprofundar a compreensão do universo simbólico, que se exprime em sistemas de atitudes por dos quais grupos sociais se definem, constroem identidades e apreendem mentalidades. Não é mais aceitável a idéia de se relegar a imagem a segundo plano nas análises dos fenômenos sociais e culturais (NOVAES, 1998, p. 116).
Este método através do uso da imagem, como aplicado nesta pesquisa, torna-se uma ferramenta de registro. Em o Etnológo e suas Imagens, (DARBON, 1998) vê-se que o uso das imagens na prática etnográfica são dados comprovativos de uma possível realidade estudada e que servirão como pontos para as análises dos seus pesquisadores/observadores. “Uma foto é uma cópia da realidade, e se tenderia a dizer facilmente: uma cópia fiel” (DARBON, 1998, p. 103), ou seja, a foto, embora tenha se originado mecanicamente, artificialmente, ela mostra parte da realidade de um indivíduo ou de uma sociedade, logo passa a ter caráter de evidência muito claro, principalmente em se tratando de representações iconográficas importantes como acontecimentos passados.
Ao partir do uso da imagem, procura-se aplicar outra prática do etnógrafo que é a pesquisa densa, sendo, no caso da arquitetura, por exemplo, utilizada na etapa da análise das residências Neocoloniais a partir de seus elementos, seus detalhes, assim como a sociedade no qual estava inserido, pois “só adquire significação antropológica sendo relacionado à sociedade como um todo na qual se inscreve e dentro da qual constitui um sistema complexo” (LAPLANTINE, 2000, p. 156). Portanto para a prática da Etnografia de Rua, a inserção do
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72 pesquisador é importante, afinal é através desta que ele poderá realizar suas indagações e atingir a totalidade no trabalho, integrando o observador no próprio campo de observação.
Partindo desse princípio, a etnografia busca “fornecer um vocabulário no qual possa ser expresso o que o ato simbólico tem a dizer sobre ele mesmo” (GEERTZ, 2011 p. 38), em outras palavras, ela busca mostrar qual é o papel da cultura na vida do homem, através da análise da gama de relações, entrelaçamentos e comportamentos que gerarão, para o observador, conclusões gerais sobre a forma de construção da cultura em determinada sociedade (vida coletiva). Assim, entender as transformações ocorridas em edificações Neocoloniais é outra maneira de perceber as influências que esta linguagem arquitetônica teve, vivenciou, e transmitiu, além de servir como outro método para a compreensão de como estas conseguiram se manter até a atualidade - umas mais preservadas que outras -, através, também, de uma comunicação não verbal, mas de grande valia para a análise em questão.
Esta abordagem baseada na aplicação do método etnográfico, através da prática da Etnografia de Rua, foi utilizada não só para conhecer o bairro de Nazaré, suas ruas, entender sua dimensão espacial (geografia) e também populacional (não apenas em quantidade, mas na própria questão comportamental), sendo esta composta pelos moradores, os transeuntes e as pessoas que trabalham no bairro, mas, também, consiste na forma adotada para verificar a relação existente entre as edificações Neocoloniais existentes com as pessoas que usufruem do bairro, - o que pensam a respeito desses prédios, se são a favor de sua preservação, se as habitariam, que mudanças (intervenções) seriam relevantes para as mesmas, etc. - assim como na realização de incursões para o levantamento dos elementos compositivos (detalhes arquitetônicos) que cada uma destas apresenta em sua parte exterior (fachadas), na forma de implantação no terreno, além de verificar a interação que estas possuem como o seu entorno.
Dessa forma a prática etnográfica consiste em “descrever [ações] e saberes de sujeitos e grupos sociais a partir de técnicas como observação e convenções, desenvolvidas no contexto de uma pesquisa” (ROCHA; ECKERT, 2001, p. 3). Neste intervim, a interação com o “outro” torna-se importante para ordenar o visível e organizar as experiências, assim realizou-se – na disciplina de Estética das Artes Plásticas, no primeiro semestre de 2014 – atividades com discentes do curso de arquitetura e urbanismo da UFPA49 (grupos 1 e 2), no qual consistia em duas etapas: a primeira, através do deslocamento ao bairro de Nazaré, contemplando a análise deste e do reconhecimento e interação de algumas edificações Neocoloniais presentes nele, selecionadas a partir da escolha do percurso (itinerário).
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73 Esta trajetória etnográfica foi determinada, principalmente, pelo grau de movimentação (pessoas e automóveis) e também de elementos presentes na via (equipamentos e mobiliários públicos) – incluindo as próprias edificações Neocoloniais –, pois na técnica etnográfica “o antropólogo observa a cidade como objeto temporal, lugar de trajetos e percursos sobrepostos, urdidos numa trama de ações cotidianas. (...) é evocar as origens do próprio movimento temporal desta paisagem urbana no espaço” (ROCHA; ECKERT, 2001, p. 3). Portanto com este procedimento, os estudantes trabalharam o “encontro com o bairro”, ou seja, a cumplicidade de determinados rituais, gestos, linguagens – inclusive arquitetônicas – que este bairro possui.