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30 Haziran 2015 Tarihinde Sona Eren Altı Aylık Ara Hesap Dönemine Ait Özet Finansal Tablolar a İlişkin Dipnotlar

Este trabalho teve como objetivo principal mapear as redes de bioprospecção no Brasil e abordar os aspectos legais que envolvem o acesso aos recursos genéticos para fins de bioprospecção. Este trabalho resultou nas seguintes conclusões:

O primeiro capítulo apresentou a evolução das discussões sobre a importância da biodiversidade em diversos segmentos e os encontros realizados pela comunidade internacional com o objetivo de diagnosticar e discutir formas de preservar e utilizar os recursos naturais, bem como a difusão do conceito de desenvolvimento sustentável, conservação da biodiversidade e a valoração econômica dos recursos naturais. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (CNUMAD), 1992, foi firmado o tratado da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) considerada o marco regulatório dos países membros e um dos mais importantes instrumentos internacionais ao meio ambiente, com o interesse no desenvolvimento econômico e na necessidade de preservar todos os aspectos da biodiversidade.

A convenção estabeleceu que cada país deveria legislar sobre o acesso à biodiversidade, sobre a conservação, bem como sobre o acesso ao conhecimento tradicional associado e à repartição justa e equitativa dos benefícios de sua utilização, por meio da transferência de tecnologia, qualificação de pessoal, pagamentos dos produtos advindos dos recursos genéticos, entre outros.

Todavia, mesmo com a criação da CDB não diminuíram as dificuldades para a produção de tecnologias oriundas da biodiversidade. Neste contexto, a Bioprospecção se tornou uma das principais discussões nos últimos anos. Antes da CDB as organizações envolvidas em bioprospecção não tinham a obrigação da compensação financeira ao país detentor do material biológico. No entanto, muitos países, principalmente os ricos em biodiversidade, não conseguem estimar o valor da biodiversidade como insumo para as pesquisas e desenvolvimento de produtos.

Enquanto isso, os países que aderiram à CDB se dispuseram a seguir as diretrizes estabelecidas e que deveriam criar suas políticas nacionais relacionadas à biodiversidade. O Brasil criou a Política Nacional da Biodiversidade em 2002 com princípios e diretrizes que são regidos por ações a gestão da biodiversidade. No

entanto, a Política Nacional em Biodiversidade não traz ações mais efetivas e direcionadas ao perfeito desenvolvimento da bioprospecção. Enquanto outros países, a exemplo da Colômbia, elaboraram uma política específica a bioprospecção. Diante disso, enquanto o Brasil não atentar para uma elaboração de uma Política ou Plano Nacional específico em Bioprospecção poderá ficar para trás no desenvolvimento de novas tecnologias providas da biodiversidade.

As potencialidades da biodiversidade no mundo são de 70% e estão distribuídas entre os 17 dos 168 países do planeta, entre eles está o Brasil, que ocupa os primeiros lugares com enorme patrimônio natural, onde se destaca a diversidade de recursos genéticos, étnicos, culturais e conhecimentos e tecnologias desenvolvidas para uso racional e sustentável. No entanto, o acesso a este patrimônio ainda não foi regulamentado de forma a gerar soluções, benefícios e riqueza ao desenvolvimento do País.

O Brasil, com rica diversidade de espécies em seus seis biomas terrestres e ecossistemas marinhos, possui uma posição privilegiada quanto ao desenvolvimento econômico representado por meio dos recursos genéticos. Possui o setor de pesquisa e tecnologia desenvolvido, quando comparado a muitos países com grande biodiversidade, mesmo assim não tem muitas experiências de sucesso nos casos de bioprospecção em cooperação com indústrias e firmação de contratos de grande impacto econômico na área.

A bioprospecção é uma área de pesquisa em crescimento e tanto a comunidade científica como os países em desenvolvimento e desenvolvidos parecem estar interessados em pesquisar essa temática. E, para ter uma perspectiva da pesquisa bioprospectiva no Brasil, este trabalho apresentou um levantamento utilizando o banco de dados do CNPq e verificou-se que o número de grupos de pesquisa que realizam bioprospecção aumentou nos últimos dez anos, somente em 2010, foram 731 grupos de pesquisa que atuam na área. Porém, esses resultados poderiam ser maiores se os pesquisadores identificassem as suas atividades nesta prática. A região sudeste apresentou um maior número de grupos de pesquisa na área, reflexo dos incentivos fiscais e centralização, em anos anteriores, dos recursos governamentais.

Neste sentido, por conta do aumento dos grupos de pesquisas, onde a maioria destes possuem interesses por medicamentos oriundos de plantas

medicinais, e em atendimento às exigências da CDB, é que o Brasil estabeleceu ações voltadas ao uso sustentável da biodiversidade por meio da criação e fortalecimentos de programas e redes relacionadas à bioprospecção. Essas ações foram implementadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) juntamente com os órgãos de fomento. O aumento dos recursos destinados para os Programas de Pesquisa em Biodiversidade fortaleceu o sistema de Ciência e Tecnologia (C&T), ampliou-se a infraestrutura de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e caminha na qualificação de recursos humanos nas diversas áreas da ciência. Ainda, foram criadas e descentralizadas instituições no âmbito da biotecnologia, disseminando de forma colaborativa o desenvolvimento da pesquisa e o estímulo à formação de redes para tratar de temas estratégicos em diversas regiões do país.

Assim, entre os resultados obtidos das redes de pesquisa em biodiversidade nas instituições credenciadas estão: as publicações de artigos científicos, a elaboração de catálogos de inventários e coleções da biodiversidade de alguns biomas, e o desenvolvimento de poucos produtos e direitos de propriedade industrial resultantes da biodiversidade. Este último é uma das características dos resultados da prática em bioprospecção. Porém, ao realizar a busca de resultados das redes mapeadas, as dificuldades foram surgindo pelo fato da desatualização dos sites das redes e/ou os resultados, geralmente, divulgados por meio dos relatórios técnicos encontram-se dispersos nos sites das instituições coordenadoras. Sendo necessária a criação de um espaço único e mais acessível com identificação de cada rede de pesquisa em biodiversidade, especialmente, aquelas que foram implementadas pelo governo federal.

No entanto, a grande maioria das redes de pesquisa em bioprospecção apresentam dificuldades em desenvolver a comercialização dos bioprodutos e/ou seguir as normas do marco regulatório brasileiro por meio de solicitação de autorização do CGEN, no qual a instituição executora do projeto deve informar e apresentar documentos em atendimento às exigências da medida Provisória nº 2.186-16/2001, se tornando um processo muito burocrático e rígido para maioria dos pesquisadores que trabalham nos projetos de bioprospecção.

Do mesmo modo é fundamental um aprimoramento do marco regulatório nacional. Apesar da Medida Provisória nº 2.186-16 estar em vigor desde 2001 não

foi elaborado decreto regulamentador dos seus dispositivos. É obvio que a exploração da biodiversidade faz-se necessariamente por meio de um marco regulatório. A Medida Provisória nº 2.186-16/2001 considerada o marco regulatório a respeito do acesso aos recursos genéticos no Brasil estabelceu normas que tem provocado entraves ao desenvolvimento das pesquisas bioprospectivas. Os programas, grupos e redes de pesquisa em bioprospecção onde muitos projetos possuem potencialidades para o desenvolvimento tecnológico, encontraram resistência na solicitação de autorizações para a realização do acesso aos recursos genéticos para fins de desenvolvimento tecnológico e bioprospecção.

Pôde-se perceber que a Medida Provisória não atende as necessidades e precisa ser revisada ou substituída por uma lei mais favorável à pesquisa e à inovação tecnológica. Porém, há uma grande assimetria sobre o que o novo marco legal deve conter. E todas as tentativas do governo de produzir um projeto de lei nos últimos anos não evoluíram pela falta de convergência nos princípios sobre o acesso aos recursos genéticos, divisão dos benefícios, elaboração de contratos e transferência de tecnologia. Por enquanto, a elaboração de uma política nacional em bioprospecção fica suspensa enquanto o Brasil não sanar as lacunas provenientes da Medida Provisória atual, pois a mesma depende para sua construção uma legislação sem entraves.

Enquanto isso, espera-se que as redes e programas em bioprospecção possam transformar os recursos naturais em ganhos econômicos e alavancar o desenvolvimento científico e tecnológico por meio da biodiversidade, ampliando o conhecimento científico e agregando valor aos bens e serviços provenientes desses recursos naturais. Como também, o fortalecimento e incentivo à transferência de conhecimento entre a universidade e o setor produtivo, bem como a capacitação de recursos humanos na área e a capacitação das comunidades tradicionais fator determinante nas atividades de bioprospecção. Com isso, a firmação de futuros acordos entre empresas, pesquisadores e comunidades tradicionais serão oportunidades ao desenvolvimento econômico da região e do Brasil.

Benzer Belgeler