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2.2. Milli Emlak Genel Müdürlüğü

2.2.4. Hazine mallarının yönetimi

A luta pela implementação do Piso Salarial no Rio Grande do Norte começa com uma Audiência Pública, em 20 de novembro de 2008(RIO GRANDE DO NORTE, 2008), com a participação de centenas de profissionais da educação lotaram o auditório da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte. A Audiência foi uma solicitação do movimento sindical ao Poder Legislativo. Foi presidido pelo deputado Fernando Mineiro – PT (RIO GRANDE DO NORTE, 2008), representante da Assembleia Legislativa que enfatizou a importância da Lei do Piso, e a necessidade da sua implementação em cada Município e na Rede Estadual do RN, conforme explicita:

A audiência pública foi proposta a partir da leitura que temos da necessidade de despertar, primeiro no Sistema de Educação, nos educadores, gestores para um fato que será concreto a partir de janeiro de 2009, a implantação do Piso. [...] Para isso precisamos saber qual é a situação salarial dos nossos professores para saber quanto será o seu Piso. Tem secretário que não sabe quanto paga aos seus professores [...].

A participação dos movimentos e de outras organizações, como o próprio Poder Legislativo, é de fundamental importância, para o fortalecimento da luta em prol da implementação do Piso Salarial. O representante da Assembléia Legislativa, o deputado Fernando Mineiro (RIO GRANDE DO NORTE, 2008), a esse propósito se posicionou “é preciso lutar para que esta tão sonhada bandeira saia do papel e se concretize em ganhos reais para todos os profissionais da educação”. Já a Deputada Federal, Fátima Bezerra (RIO GRANDE DO NORTE, 2008) presente a audiência pública no Rio Grande do Norte, esclareceu que:

Até dezembro de 2009, os gestores podem pagar o Piso Salarial, incorporando as vantagens, como: regência de classe, e outras gratificações inerentes as atividades do professor. A partir de janeiro de 2010, é que não pode mais. O Piso terá outro valor, sendo reajustado anualmente.

A Lei (BRASIL, 2008b) define o Piso Nacional em R$ 950,0039

para uma jornada de trabalho de, no máximo, 40 horas semanais para os profissionais do magistério da educação

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De acordo com o art. 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, que instituiu o Piso Salarial do Magistério Público da educação básica, a correção do Piso deve pautar-se pelo mesmo percentual de reajuste do valor mínimo nacional do FUNDEB. Assim, o valor de R$ 950,00, definido para 2008, passa a ser de R$ 1.132,40 em

pública básica, com formação em nível médio a partir de 2009, mas já sinalizam os primeiros desafios, haja vista a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crucius (PSDB), liderou um movimento contra o Piso e apresentou, junto aos governadores de Santa Catarina, do Paraná, de Mato Grosso do Sul e do Ceará, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Lei do Piso de nº 11.738/2008(BRASIL, 2008b).

O representante do governo, o médico Rui Pereira, o então Secretário de Estado, da Educação e da Cultura do RN, afirmou que o Rio Grande do Norte não faz parte desse movimento, e não vai se opor à lei e, disse ainda que: “Essa é a hora de vermos quem realmente se importa com a educação. O governo do RN já tem os recursos para a adequação ao Piso no orçamento e, à partir de janeiro, vamos nos adequar" (RIO GRANDE DO NORTE, 2008).

A participação do Secretário de Educação na audiência pública denota uma preocupação em relação ao tema proposto e se apresenta como positiva em face da necessidade de implementação do Piso Salarial na Rede Estadual (RIO GRANDE DO NORTE, 2008). A esse respeito, assim se expressa:

Nós estamos vivendo no Brasil momentos de quebras de paradigmas. Essa é a quebra de um paradigma histórico. Muita gente, muitos gestores, muitos governantes ao longo da história tem respeitado de maneira cansativa o compromisso com a educação. Agora chegou a hora da „onça beber água‟ (RIO GRANDE DO NORTE, 2008).

O Secretário de Educação do RN (RIO GRANDE DO NORTE, 2008) enfatiza o discurso evasivo de alguns políticos em relação à educação e, segundo ele, é chegada a hora de saber quem realmente assume que tem compromisso com ela. Está implícito, em sua fala, que, enquanto representante do governo do Estado, ele é contrário ao movimento contra o Piso, a (ADI). E acrescenta,

Então eu acho que vocês estão percebendo, no país inteiro como é que está reagindo alguns estados da federação e alguns municípios em relação ao Piso. O presidente Lula cumpriu com o seu dever. Sancionou a Lei, [...] ele recebeu pressão até a hora de anunciar para não sancionar a lei. [...] Agora cabe a nós outros, fazer a lei ser cumprida no território nacional. Não dar

2009. É preciso destacar que o projeto de lei nº 3.776/08, que visa instituir o INPC/IBGE como índice de reajuste do Piso, ainda não foi concluído na Câmara e também deverá tramitar no Senado. Disponível em <www.blog do luiz.com.br>.

mais para empurrar com a barriga „uma luta histórica‟ (RIO GRANDE DO

NORTE, 2008).

De acordo com Rousseau (1987), a Lei, como ato da vontade geral, é a expressão da soberania, é de vital importância, pois determina todo o destino do Estado. Conforme a fala do representante do governo do RN, é preciso assumir esse mínimo e a luta dos que querem o futuro do Brasil, se não teremos brevemente um apagão educacional. E acrescenta:

Não precisamos implementar apenas o Piso, nós precisamos tomar medidas mais corajosas, o Piso é um dever de lei, temos que cumpri-lo. Agora precisamos tomar medidas de maior alcance e com maior profundidade. Não basta o salário para os professores, é preciso capacitação e maior investimento nos recursos humanos. [...] Quero declarar, em conversa anterior com a governadora, que os recursos para a implantação do Piso Salarial em 2009, já estamos encaminhando para a Assembléia Legislativa. Respeitamos a posição dos outros governadores, mas o RN não vai ser trincheira e nem vai ser pretexto para adiar. O desejo não é só dos professores, o desejo é da sociedade brasileira em fazer o mínimo de justiça com o magistério (RIO GRANDE DO NORTE, 2008).

A fala do representante do governo/SEEC/RN (RIO GRANDE DO NORTE, 2008) deixa claro o seu compromisso não, apenas, com a implementação do Piso, mas também com maiores investimentos aos recursos humanos. Porém, a importância em cumprir a Lei é sempre fundamental, e isso ele garante que irá fazer. No caso da implementação do Piso, seria fundamental, até mesmo pela posição contrária do governo do RN a ADI, que a sua implementação considerasse apenas a Lei nº 11.738/08(BRASIL, 2008b), fazendo valer realmente a sua posição. Segundo Bourdieu (2009, p. 185), “em política dizer é fazer, quer dizer, fazer crer que se pode fazer o que se diz [...].

José Teixeira, o representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN, em sua participação na Audiência Pública, enfatiza que

[...] de uma hora para a outra nos tornamos réus num processo junto ao Supremo Tribunal Federal. Onde um bom grupo de inimigos da educação que já estiveram no poder. [...] lutamos para garantir a construção do Piso Nacional. Infelizmente, a gente não avançou no momento de transição do governo Collor de Melo para o de Itamar Franco. Chegamos a fechar o acordo, resultado de várias frentes de lutas de organismos, inclusive internacionais, como a Conferência de Educação para Todos em 1990, que abriu esse debate. Em 1994 foi definido um Piso pelo Prof. Francisco das Chagas em R$ 309,00 para o professor de Nível Médio e de R$ 700,00 para o professor de Ensino Superior (graduação). Infelizmente, em 1995 o então

Ministro se elege Presidente da República (FHC), rasgando este acordo (RIO GRANDE DO NORTE, 2008).

O representante do sindicato resgatou um pouco do processo de luta pela aprovação de um Piso salarial para o magistério em um processo histórico anterior e mostrou a sua insatisfação pelo rompimento do acordo com o processo de transição de governo.

A legislação não é a que sonhamos, queríamos um Piso um pouco maior, mas a conjuntura política no Congresso Nacional não permitiu. O aprovado foi o Piso mínimo de R$ 950,00 sob o qual ninguém deverá ganhar menos. Esse valor se refere ao Nível Médio. A partir de janeiro, já deverá incidir sobre os R$ 950,00. Mas não só o Piso será suficiente, em nosso Estado temos uma luta histórica que é a questão da valorização profissional, seja na horizontalidade ou na verticalidade pela sua formação ou tempo de serviço. Chamamos a atenção do nosso gestor maior o secretário Rui Pereira abriu o debate de forma antecipada com relação à implantação do Piso (RIO GRANDE DO NORTE, 2008).

A concepção de Piso Salarial compreende o Vencimento inicial da carreira, segundo declara o representante do SINTE/RN, porém o valor reivindicado era maior que este. Os movimentos sociais organizados, como por exemplo, a CNTE, entre outros, não tiveram força suficiente para sua aprovação. A implantação do Piso somente cumprirá a sua função desde que sejam feitas às devidas correções, tanto no que se refere à verticalidade, como a horizontalidade. Assim, mesmo com a garantia feita pelo representante do governo, a sua implementação terá, com certeza, a necessidade da participação de todos os envolvidos.

3.3.2 A relação de poder entre o SINTE/RN e Governo Estadual no movimento grevista

Benzer Belgeler