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Hazır Beton Üretim Tesisinde Oluşan Taze Beton Atıklar

4. BULGULAR VE TARTIŞMA

4.1. Hazır Beton Üretim Tesisinde Oluşan Taze Beton Atıklar

Após o procedimento de diagonalização, o modelo BRIDGE de 110 produtos por 110 setores foi agregado nos 27 setores de interesse para esta tese. A partir desse ponto, foram utilizados os dados de participações regionais (vide Quadro 3) para a divisão dos usuários por mesorregião.

Quadro 3 - Informações Necessárias ao Procedimento de Regionalização

Fonte: Elaboração Própria

Por exemplo, o RPi,r, é a participação da produção do setor i localizado na região r, tal que

, = 1. Foi necessária uma divisão regional desagregada dessas participações em 30 mesorregiões da Amazônia Legal e o restante do Brasil.

A fim de obter as participações por mesorregião, foram utilizados dados de diversas fontes: PIB por mesorregião (incluindo a divisão entre PIB da agropecuária, indústria, serviços e administração pública), divulgados pelo IBGE; exportações por mesorregião existentes no sistema ALICEWEB da SECEX, e a massa salarial (por setor de atividade e mesorregião) obtida por meio da “Relação Anual de Informações Sociais” (RAIS).

Primeiramente, foi realizada uma divisão de todas as participações por estado. A participação de cada estado na produção foi dividida segundo dados da massa salarial disponibilizado pela RAIS por estado e por setor. Para calcular as participações mesorregionais (RPi,r), foram mantidas as participações por estado e a partir destas, subdividiu-se as mesorregiões por meio do PIB da agricultura, indústria, serviços e administração pública, disponibilizados pelo IBGE, ao passo que os demais setores foram subdivididos de acordo com a massa salarial (dados da RAIS), gerando o conjunto de 27 setores (agregados conforme divisão das Contas Nacionais).

Variável Descrição Fonte dos dados

RPi,r Participação regional da produção (por i setores e r regiões) IBGE, RAIS

RIi,r Participação regional do investimento (por i setores e r regiões) RAIS

RFc,r Participação regional do consumo das famílias (por c produtos e r regiões) POF, IBGE

RXc,r Participação regional das exportações (por c produtos e r regiões) Sistema ALICEWEB da SECEX

RGc,r Participação regional do consumo do governo (por c produtos e r regiões) IBGE

No caso do investimento60 e da variação de estoques, as participações estaduais foram distribuídas de acordo com a matriz de produção MAKE e a massa salarial da RAIS. A participação mesorregional do investimento e estoques, (RIi,r) e (REc,r), foi redistribuída de acordo com a matriz de participação na produção (RPi,r).

O consumo das famílias por estado foi distribuído de acordo com dados da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar) por produto. A partir dessas participações estaduais, a variável RFc,r foi redistribuída por mesorregião de acordo com o PIB per capita mesorregional (IBGE, 2011). As exportações, da mesma forma, foram primeiramente dividas por estado e produto com base nos dados do sistema ALICEWEB da SECEX. Após, a variável (RXc,r) foi redistribuída por mesorregião também com base nas informações por produto do sistema ALICEWEB.

Por sua vez, o consumo da administração pública (RGc,r) foi distribuído de acordo com o PIB da administração pública por mesorregião e produto por meio dos dados do IBGE. Desse modo, todas as participações foram obtidas em dois passos, primeiro com a abertura por estado, e após, com a abertura por mesorregião. Portanto, os resultados dos vetores de participações mesorregionais dentro de um mesmo estado possuem a mesma estrutura, e só diferem em nível.

Aplicando estas participações na base de dados nacional, EGC, foram computadas as matrizes USE, FACTOR e MAKE do lado direito da Figura 5. Nenhuma dessas matrizes distingue a região de origem dos insumos.

Assim, divisão dos usuários por destino foi feita com as participações descritas (RPi,r,...,

REc,r). Os usuários foram distribuídos entre as regiões, de forma que cada região manteve a mesma estrutura da economia nacional (o que será modificado em etapas posteriores), assim como as participações de insumos domésticos e importados.

Por sua vez, as margens de comércio e transporte foram distribuídas de acordo com os fluxos básicos da economia nacional e a distância média entre as regiões. Como os estoques foram removidos, as matrizes MAKE regionais seguem a MAKE nacional sem estoques. Por sua vez, os fluxos básicos (BASIC) e as margens (MARGIN) são arranjados em uma única matriz

60 Como não há na literatura uma discussão ampla de qual deveria ser a proxy utilizada para o investimento privado e os estoques, optou-se por distribuí-los de acordo com a produção. Haddad et al. (2002) obtiveram essa proxy por resíduo. Como conheciam os valores das n – 1 variáveis que compõem a identidade macroeconômica do PIB, a n-ésima pôde ser obtida automaticamente.

de usos (USE), assumindo que a razão de fluxos básicos sobre a margem (BASIC/MARGIN) é constante para todos os usuários de uma dada região.

Neste ponto, é possível fazer uma projeção inicial da oferta e da demanda regional de cada produto por fonte e região, Sc,s,r e Dc,s,r, respectivamente, de tal forma que, a diferença entre os dois componentes será acomodada no comércio inter-regional na próxima etapa do procedimento de regionalização. Assim, tem-se que:

S , , = M_I , (17)

M_I , = Mi c,i,r (18)

M , , = RP, × NM , (19)

S , , = IMP, (20)

IMP, = SM , × NIMP (21)

em que a oferta doméstica é igual a M_I , , matriz de produção doméstica MAKE, somada por setor, Mi c,s,i,r. NM , é a matriz MAKE da base de dados nacional. Já a oferta de importados é igual a IMP, , importações por porto de entrada. NIMP representa o vetor de importações da base de dados nacional, e SM , é a participação das importações por porto de entrada r. Desse modo a oferta doméstica total por região, M , , , é a matriz MAKE nacional multiplicada pela matriz de participação regional na produção por setor e região.

D , , = B_U , , (22)

B_U , , = Bu , , , , (23)

B , , , = NB , , × SU , , , (24)

em que NB , , é a matriz BASIC da base de dados nacional e SU , , , = RP , é o total das participações regionais por usuário (SU , , , = RF , , SU , , , = RG , e SU , ,� , = RX , ). Ou seja, a demanda por região é a matriz BASIC nacional multiplicada pela participação regional da produção para todos os usuários finais.

A regionalização dos fatores primários (terra, capital e trabalho) foi feita de acordo com a participação da produção em cada mesorregião. Por exemplo, para o caso da remuneração da terra, tem-se:

VLi,r = FACi,land ,r (25)

FACi,land ,r = RPi,r× NFACi,land (26)

em que VLi,r representa a remuneração da terra61 por setor em cada mesorregião. FACi,land ,r é o custo do fator terra no setor i na região r, que foi distribuído por mesorregião por meio da

fórmula (26) em que FACi,g,r representa a matriz de custos dos fatores primários mais impostos (dimensão g) por setor em cada mesorregião e NFACi,g representa a matriz de custos nacional dos fatores. O mesmo procedimento foi adotado na regionalização dos fatores trabalho e capital.

Benzer Belgeler