E. Araştırmanın Sınırlıkları, Önkabulleri ve Yürütülmesi
3.4. Demografik Değişkenler ile Umut Arasındaki İlişkiye Dair Bulgular ve Değerlendirme
3.4.8. Hayatın Anlamı ile Umut İlişkisi
Categorias são conceitos classificatórios, são termos carregados de significação, por meio dos quais a realidade é pensada de forma hierarquizada. Dentro do pensamento dialético, as categorias não são entidades, são construções históricas que atravessam o desenvolvimento do conhecimento e da prática social (Minayo, 2008).
Minayo (2008) explica que categorias analíticas são as que retêm historicamente as relações sociais fundamentais e podem ser consideradas balizas para o conhecimento de um objeto em seus aspectos gerais. As categorias utilizadas neste estudo foram representações sociais e processo de trabalho em saúde, na perspectiva de seus principais elementos constitutivos.
Representações sociais
A categoria representações sociais é central para a prática da pesquisa qualitativa tanto para a realização de entrevistas como para a observação em campo. As representações manifestam-se nas falas, atitudes e condutas que se institucionalizam e rotinizam-se, portanto, podem e devem ser analisadas (Minayo, 2006).
Representações sociais é uma expressão filosófica que significa a reprodução de uma percepção anterior da realidade ou do conteúdo do pensamento. As percepções são consideradas, consensualmente, por todas as correntes de pensamento, como parte da construção da realidade (Minayo, 2006).
Metodologia 49
As representações sociais como categoria analítica dizem respeito ao conjunto de conceitos, afirmações e explicações utilizadas pelas pessoas para compreensão e construção da realidade (Minayo, 2006).
Diante do contexto de transição, é consenso a importância do papel dos trabalhadores na produção e reprodução de novas práticas, novas estratégias de ação e novos discursos (Barros, 2004). As representações sociais são importantes para este estudo, uma vez que podem ser consideradas matéria-prima para a análise do social e política de transformação, pois retratam e refratam a realidade (Minayo, 2008).
Processo de trabalho em saúde
A Reforma Psiquiátrica compreende uma proposta de mudança no arcabouço teórico-prático, organizacional e técnico-administrativo do modelo de assistência psiquiátrica tradicional. Isso pressupõe alterações nas intenções e gestos que se materializam nos processos de trabalho em saúde mental (Barros et al, 2004).
A transformação da assistência psiquiátrica, com base no trabalho, pressupõe articular as dimensões teórico-filosóficas, técnicas, sociais, políticas, econômicas e históricas com as questões da loucura, pois, a Reforma Psiquiátrica é um projeto político e social, desencadeado por críticas sobre a realidade, na qual, os processos, saúde-doença e ensino- aprendizagem, são partes que determinam a superação ou a manutenção do modelo hegemônico (Barros et al, 2004).
Na perspectiva da superação do modelo hegemônico, o processo de trabalho necessita de um referencial teórico, cujas concepções do processo saúde-doença mental articulem-se às várias dimensões da existência da pessoa com doença mental, para o enfrentamento das contradições produzidas nas sociedades capitalistas que, historicamente, determinaram a exclusão social desse grupo (Barros, 2004).
Metodologia 50
2.3 LOCAL DO ESTUDO
Este estudo foi realizado nos lares abrigados de um Hospital Psiquiátrico no município de São Paulo, por fazer parte de um núcleo de reinserção social que dá ênfase à reabilitação psicossocial dos pacientes, e por ser o que mais se aproxima da proposta de reabilitação psicossocial de Saraceno (2001).
O hospital localiza-se em Pirituba, na zona oeste da cidade de São Paulo, foi fundado, em 1929, como uma entidade particular voltada ao atendimento exclusivo de mulheres da elite, com vistas a oferecer tratamento diferenciado do que era ofertado na época, inspirado na terapia comunitária francesa, o hospital passou a ser público em 1944.
Foram construídas casas para que as internas pudessem ficar com suas famílias. Havia uma fazenda onde eram estimuladas ao cuidado de animais, inspirado no tratamento moral.
Na década de 1960/70, o hospital faliu e o Estado comprou a fazenda que foi entregue para a Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA).
Em diferentes momentos, recebeu moradores de outros Hospitais Psiquiátricos desativados ao longo das regulamentações e vistorias propostas pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, como fruto da Reforma Psiquiátrica no Brasil (Suyama, 2005).
Em 2008, teve sua denominação alterada de Hospital Psiquiátrico, para Centro de Atenção Integrada em Saúde Mental. O organograma do hospital mudou e os profissionais trabalham de forma mais horizontalizada, seguindo as determinações do PNASH.
De acordo com o decreto que alterou a denominação do hospital, o centro de atenção integrada em saúde mental tem por finalidades:
Metodologia 51
I - oferecer atenção médica e multiprofissional em saúde mental a pacientes graves e em situação de crise, provenientes da Capital ou de outros municípios da Região Metropolitana da Grande São Paulo, que, por serem portadores de transtornos severos ou moderados, agudos ou crônicos, necessitem de internação em enfermaria de curta permanência ou de assistência em hospital-dia ou em Centro de Atenção Psicossocial - CAPS;
II - prestar assistência em saúde mental em:
a) regime de internação breve e de atenção psicossocial; b) programas de reinserção social de pacientes crônicos; III - oferecer aos usuários serviços de clínica médica, pediatria, odontologia, fisioterapia, fonoaudiologia, bem como de oficinas terapêuticas e de produção;
IV - integrar-se ao Sistema Único de Saúde - SUS como parte do sistema de referência e contra-referência;
V - ser instrumento de referência terciária para a área de sua abrangência;
VI - promover a qualidade da assistência médica, aperfeiçoando e desenvolvendo recursos humanos;
VII - participar do processo de transformação da assistência psiquiátrica na seguinte conformidade:
a) implementando o modelo assistencial humanizado;
b) evitando a cronificação e o hospitalismo nos casos agudos; c) dando ênfase à reabilitação psicossocial dos pacientes moradores em lares abrigados, em residências terapêuticas ou em enfermarias;
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