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Terapia Comportamental

Modificação do comportamento Ensino: indivíduo

Ingestão adequada de líquidos Monitoração hídrica

Evitar medicamentos que podem contribuir para IU Controle de medicamentos

Barreiras atitudinais e ambientais para facilitar a continência

Cuidados com o períneo Cuidados na incontinência urinária

Controle do ambiente: segurança

Exercícios do assoalho pélvico Exercícios para a musculatura pélvica

Assistência ao banheiro e treinamento da bexiga Assistência no autocuidado: uso de vaso sanitário

Disponibilização de dispositivos Controle da eliminação urinária

Assistência ao banheiro e treinamento da bexiga Micção programada ou solicitada

Diário Miccional

Reeducação vesical Treinamento do hábito urinário

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Urinário, foi realizado o julgamento terapêutico das mesmas quanto à sua pertinência para resolutividade do problema em questão, por enfermeiros experts na área do cuidado e saúde da pessoa idosa. A validação de intervenções de enfermagem proporciona subsídio para a prática clínica, segura e inerente ao campo de enfermagem, garantindo a oferta de cuidado personalizado e qualificado. A partir dessa concepção, seguiu-se para a etapa da validação.

6.3 Validação por consenso das intervenções de enfermagem para o protocolo

Para o enfrentamento de um problema ou necessidade da população, deve haver consenso e equilíbrio entre o que é embasado pelas evidências científicas e o que é necessário e possível em cada unidade de saúde, tornando-se essencial contar com as vivências e valores dos profissionais no processo de decisão55.

Considerando isso, a OMS em suas recomendações para elaboração de protocolo clínico, reafirma a importância da validação do mesmo pelos profissionais, mediante a formação de um grupo de desenvolvimento que contemple a participação de pesquisadores com conhecimento nas diversas abordagens de metodologias científicas, bem como, o envolvimento de profissionais específicos da área contemplada no protocolo que irão operacionalizar as ações nos serviços130, medida esta compatível com a validação por consenso.

A validação por consenso de enfermeiros é uma técnica de pesquisa proposta pela Drª Judy Carlson, enfermeira pesquisadora da Tripler Army Medical Center, Honolulu- Hawai (EUA), recomendada pelo Comitê de Pesquisas da NANDA-I que consiste em um processo para obtenção de opinião coletiva ou o acordo entre enfermeiros especialistas sobre um determinado fenômeno, como a escolha da melhor prática clínica para determinado domínio, como por exemplo, diagnósticos, resultados e intervenções. Esse tipo de validação está sendo utilizado em diversos ambientes de cuidado, a partir do conhecimento e experiência clínica, para o refinamento das taxonomias de enfermagem, visando estabelecer conexões entre elas e também para definir padrões de prática140-141.

A principal justificativa para realizar o processo de validação por consenso envolve a abrangência dos termos dos sistemas de classificação de Enfermagem, tornando-os complexos de serem alocados em contextos específicos. Os termos foram construídos para serem utilizados em diversas especialidades, contudo, em detrimento do seu número

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significativo, a maioria não é utilizado regularmente pelas dificuldades em sua aplicabilidade140-141.

Durante a validação por consenso das intervenções de enfermagem, o pesquisador distribui a lista com as intervenções e solicita que cada especialista clínico selecione aquelas que considerem relevantes. Logo depois, as selecionadas devem ser compiladas em formatos de quadros e distribuídas para o grupo revisar. O líder orienta as discussões até que obtenha 100% de consenso quanto à relevância das intervenções de enfermagem para os diagnósticos e resultados apresentados. Determina-se, ainda, a formação de um grupo composto pelo enfermeiro pesquisador considerado líder e três a cinco especialistas clínicos. A duração dos encontros deve ser de uma a duas horas, por semana, que totalizem até oito meses ou oito horas por dia durante duas a três semanas.

Ao líder, cabe a função de sensibilizar sobre a importância de comprometimento a cada encontro; apoiar, durante todas as discussões, sem realizar quaisquer julgamentos; explicar a necessidade de 100% de frequência para obtenção do consenso; levar a taxonomia utilizada para os encontros; rever as orientações básicas rapidamente, antes dos encontros; resgatar o que foi realizado nos encontros anteriores e as metas a serem alcançadas; não pressionar por decisões específicas e manter atitudes positivas diante de respostas negativas.

Destaca-se que para a seleção do grupo, foi elaborada e encaminhada uma carta convite, por meio de correio eletrônico, aos participantes pré-selecionados, explicando-se os objetivos e a natureza do estudo, obedecendo-se os seguintes critérios de inclusão: ser enfermeiro(a), assistencial ou pesquisador no campo da Atenção Primária do município de João Pessoa-PB, possuir atuação profissional há, no mínimo, dois anos, ser especialista em saúde pública e/ou geriatria e gerontologia, ter desenvolvido ou ainda estar desenvolvendo pesquisas como autor ou orientador acerca de umas dessas temáticas: saúde da pessoa idosa, diretrizes e protocolos clínicos, Processo e Classificações de enfermagem (NANDA/NIC/NOC), assistência de enfermagem na estomaterapia, especificamente na IU.

Assim, participaram da validação, a pesquisadora do estudo (coordenadora das atividades) e cinco enfermeiras especialistas em uma das áreas especificadas; com formação stricto sensu - duas doutoras e três mestres, todas com experiência na prática clínica, participantes de grupo de pesquisa e com publicações na área do estudo, que prontamente aceitaram participar de tal investigação, emitiram a declaração relativa à

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conflitos de interesse (APÊNDICE A) e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (APÊNDICE B).

Durante a formulação de um protocolo, a OMS123 reforça a necessidade da emissão da declaração de conflitos de interesse e validação do protocolo por todos os profissionais envolvidos. Neste estudo não houve conflito de interesse nos aspectos pessoal, comercial, econômico/financeiro, ideológico, religioso e político. Ressalta-se, ainda, que todas as despesas orçamentárias para sua elaboração foram financiadas pela pesquisadora.

Para coletar os dados das enfermeiras especialistas, foi elaborado um instrumento contendo três partes distintas (APÊNDICE C). A primeira abrangeu questões relacionadas à caracterização das participantes do estudo, a segunda contemplou a síntese das diretrizes clínicas no tocante as suas classificações e níveis de evidência, e na terceira parte listam-se intervenções e atividades de enfermagem propostas pela NIC e diretrizes clínicas, vinculadas ao modo de adaptação da Teoria do Controle urinário, considerando o título e a definição, em que os enfermeiros especialistas assinalaram uma das indicações, recomendo e não recomendo.

As reuniões para análise do material empírico ocorreram no período de dezembro de 2015 a janeiro de 2016, por meio de seis encontros semanais, totalizando 24 horas de discussões acerca das seguintes temáticas: 1) realização de uma dinâmica de grupo para promover interação entre as participantes, apresentação dos objetivos propostos para o estudo, aspectos éticos da pesquisa, planejamento das atividades, agendamento dos encontros e explicação sobre o processo de validação por consenso; 2) apresentação, discussão e seleção das recomendações e níveis de evidências das intervenções de enfermagem no tocante à TC proposta; 3) identificação das intervenções de enfermagem prioritárias, sugeridas pela NIC, envolvendo o modo de adaptação para solucionar o diagnóstico de Enfermagem IUE, além da obtenção da concordância de 100% quanto à pertinência para o estudo; 4 e 5) seleção, reformulação e obtenção consensual das atividades de Enfermagem; 6) abordagem formal do consenso e elaboração da proposta de protocolo.

Considerando isso, elaborou-se o quadro 10 com as intervenções de enfermagem validadas consensualmente pelo grupo de desenvolvimento do estudo, especificando suas definições, domínios, classes e níveis de recomendação da NIC.

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Quadro 10 - Intervenções de enfermagem da NIC, segundo os domínios, as classes e os níveis, indicadas pelas enfermeiras especialistas para o diagnóstico de enfermagem

Incontinência urinária de esforço da NANDA-I. João Pessoa- PB, 2016.

1 Intervenções principais entre as intervenções sugeridas por Buleckek, Butcher, Dochterman.138.

2 Intervenção da ligação NANDA, NOC e NIC proposta por Johnson; Bulecheck, Butcher, Mass, Moorhead,

Swanson139 incluída nas intervenções sugeridas pela NIC138.

3 Intervenções propostas pela pesquisadora.

Entre as 13 intervenções de enfermagem recomendadas pela NIC para o diagnóstico de enfermagem IUE, 11 obtiveram 100% de concordância, sendo consideradas pelas enfermeiras como as mais aplicáveis para a TC envolvendo mulheres idosas incontinentes. Foram excluídas as intervenções: Treinamento do hábito urinário por constituir o esvaziamento da bexiga para prevenir incontinência em pessoas com capacidade cognitiva limitada, que não consiste o foco deste estudo e o Controle do

ambiente: segurança, pelo entendimento que as suas atividades já foram contempladas nas

outras intervenções selecionadas relativas às barreiras ambientais para facilitar a continência.

As 11 intervenções validadas consensualmente pelas enfermeiras foram distribuídas em três dos sete domínios, e sete das 30 classes, da classificação NIC54. A maioria está localizada no Domínio 1: Fisiológico: Básico, com 7 (64%); o Domínio 2: Fisiológico:

Benzer Belgeler