3. HASTALAR VE METOD
4.4. Hastaların Demografik Özellikleri ve Laboratuvar Parametrelerinin MPV ile İlişkis
O Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG) era um conjunto de diretrizes de política econômica nacional com o intuito de debelar a inflação. O PAEG teve forte atuação na reformulação administrativa e legal que o Brasil presenciou no âmbito do processo econômico. O Escritório de Pesquisa Econômica Aplicada, a partir do PAEG, também lançaria o Plano Decenal de Desenvolvimento Econômico – compreendendo o período de 1967/1976, que definiam diretrizes de orientações e etapas, assim como os órgãos responsáveis, representando outro passo decisivo na consolidação da organização do processo de planejamento no Brasil479.
O governo militar deixou de lado a participação popular na elaboração e implementação do PAEG. Ao anular o populismo, o Programa, e o governo de um modo geral, não processavam as demandas dos setores mais carentes. Apesar das críticas, os planos elaborados durante a ditadura militar também foram importantes instrumentos políticos do regime480.
477 AMARAL VIEIRA R. S. Intervencionismo e Autoritarismo no Brasil. São Paulo: Difel, 1975 apud GRAU,
Eros Roberto. Planejamento Econômico e Regra Jurídica. 8ª ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1978. p. 143.
478 GRAU, Eros Roberto. Planejamento Econômico e Regra Jurídica. 8ª ed. São Paulo: Editora Revista dos
Tribunais, 1978. p. 144.
479 GRAU, Eros Roberto. Planejamento Econômico e Regra Jurídica. 8ª ed. São Paulo: Editora Revista dos
Tribunais, 1978. p. 140 – 141.
480 CARDOSO, Fernando Henrique. Aspectos Políticos do Planejamento. In: MINDLIN, B. (Org.).
Com o fim do populismo, o governo conseguiu reorganizar a administração pública. Ocorre que no meio militar impera a tecnocracia481, que alteraria o funcionamento da burocracia nacional. O governo Castelo Branco foi ambíguo quando efetivou o Ministério do Planejamento e o CONSPLAN, e ao mesmo tempo empreendeu uma guinada econômica do nacionalismo para o liberalismo482.
O Programa de Ação Econômica do Governo foi elaborado pelos ministros Roberto Campos (Planejamento) e Octávio Gouvêa de Bulhões (Fazenda). O Programa objetivava reestabelecer o desenvolvimento nacional pela eliminação dos efeitos nocivos da inflação. A inflação representava na análise dos grupos de pesquisa responsáveis pela elaboração do programa como um novo ponto de estrangulamento econômico, que por sua dimensão imobilizava sozinho parcela considerável da expansão empresarial. Ficou diagnosticado que a inflação era gerada pela política de substituição de importações e pela inadequada distribuição de renda. Enquanto as barreiras alfandegárias impusessem um sobre preço na produção dos bens, e o governo mantivesse uma política orçamentária e salarial irresponsável, o Brasil não conseguiria se livrar dos efeitos nocivos da inflação As medidas estabilizadoras propostas pelo PAEG foram: i) corte nos gastos públicos; 2) aumento da carga tributária; 3) contenção de crédito; e 4) contenção dos salários483.
O PAEG manteve os incentivos fiscais e os créditos diferenciados para as áreas mais atrasadas do país, conforme o plano anterior. Na região do Nordeste, em especial, os planos já começavam a colher resultados com as obras da CHESF, os investimentos da Petrobras na Bahia e a maior alocação de verbas federais para a região. Preocupou-se também em inserir os planejamentos regionais no planejamento do desenvolvimento nacional, integrando as duas esferas de coordenação. O PAEG era favorável às reformas bancária e do mercado de capitais, com incentivos fiscais para a abertura de capital e para a poupança e compra de ações listadas
481 A tecnocracia é um sistema de organização onde os técnicos comandam o aparato burocrático.
482 A esquerda pejorativamente chamava a política econômica de entreguismo, assim como parcela das forças
armadas também debatiam o grau de liberdade das empresas estrangeiras atuarem no Brasil. O PAEG era criticado pela linha desnacionalizadora que imprimia na economia nacional, e não pela atividade planejadora. Tanto é verdade, que o Ministério do Planejamento e do Interior assinalaram um bom ritmo de coordenação da máquina pública, elaborando planos setoriais de desenvolvimento e o Plano Decenal. Ou seja, a planificação efetivamente se incorporou ao ideário político militar. O pilar central da política militar era a segurança nacional, que dependia da ocupação de todo o território brasileiro, por meio de atividades econômicas; nesse sentido foram criadas as Superintendências de Desenvolvimento da Região Amazônica, do Centro-Oeste e do Sul. In: CARDOSO, Fernando Henrique. Aspectos Políticos do Planejamento. In: MINDLIN, B. (Org.). Planejamento
no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1970. p. 180 – 183.
na bolsa de valores. Ainda incentivava o setor exportador, também por meio de incentivos fiscais484.
Típico de uma economia de mercado capitalista, o PAEG teve caráter indicativo, e estudou a realidade econômica nacional para formular uma política que fosse capaz de superar os pontos de estrangulamento da economia nacional. O programa verificou que o processo inflacionário saiu do controle no ano de 1959 e que se medidas não fossem tomadas atingiria o patamar de hiperinflação485. A formulação dos projetos de combate à inflação analisou o período de 1962-1964, estudando e interpretando o processo inflacionário e suas causas486.
O PAEG era uma solução imediata de intervenção estatal para anular os impasses econômicos que deram fim ao governo Jogão Goulart. A concentração de poder e a diminuição das variáveis de participação política fatalmente facilitaram sua adoção. O PAEG objetivava debelar a inflação, estabelecer reformas estruturais e retomar o desenvolvimento econômico487. Entretanto alguns reflexos negativos do PAEG foram o i) crescimento exorbitante da dívida pública, ii) aumento das importações e das remessas de lucros para o exterior, iii) queda vertiginosa no poder de compra dos assalariados488.
O governo Castelo Branco propositalmente reduziu a importância das variáveis de participação do sistema, ao concentrar poder e anular o populismo político. As reformas na máquina administrativa possibilitariam a efetivação do planejamento no Brasil, e dariam sustentação ao desenvolvimento nacional489. Debelada a inflação, o foco na reforma administrativa aumentaria a capacitação institucional dos servidores federais para possibilitar o desenvolvimento nacional por meio de um sistema perene de planejamento. A força política do governo conseguiu vencer as resistências do período democrático – sem as pressões sindicais de outrora. As reformas administrativas modernizaram a administração pública e possibilitaram o reequipamento operacional do sistema público. O desenvolvimento retomaria
484 FARIA, Walter. Incentivos fiscais no planejamento. Revista de Informação Legislativa, v.8, nº 32, out/dez
de 1971. p. 256 - 258.
485 A inflação constante ou hiperinflação é fator de insegurança jurídica no mercado.
486 Em reflexo do período de desenvolvimento anterior, a partir do ano de 1961 a estagnação econômica se
estabeleceu no Brasil, decorrente do aumento da participação do setor público na economia, o que anulava a correção natural das distorções e inflexibilidades do mercado. In: MARTONE, Celso L.. Análise do Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG) (1964-1966) In: MINDLIN, B. (Org.). Planejamento no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1970. p. 70 – 72.
487 LAFER, Celso. JK e o Programa de Metas (1956-1961): processo de planejamento e sistema político no
Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2002. p. 175 - 176.
488 SANDRONI, Paulo (org.) Novíssimo Dicionário de Economia. São Paulo: Best Seller, 1999. p. 442. 489 LAFER, Celso. JK e o Programa de Metas (1956-1961): processo de planejamento e sistema político no
seu lugar de destaque na economia nacional490.