BİYOLOJİK AJANLAR
2.2. ANKİLOZAN SPONDİLİT
2.2.5 Hastalık aktivasyonunun değerlendirilmes
O Sistema Nacional de Inovação pode ser conceituado, grosso modo, como o complexo de perfis estruturais e funcionais de um país que determina sua capacidade de inovação (LUNDVALL, 1992; EDQUIST, 1997). Desenvolvido simultaneamente por Chris Freeman, na Inglaterra, e por Richard Nelson, nos Estados Unidos, em 1987, tem sido empregado com frequência nos estudos e pesquisas da OECD, seja como referência analítica, para identificar as redes de relações entre instituições dos setores público e privado envolvidas no processo de inovação, seja como instrumento orientador para a formulação de políticas governamentais para incentivar estas relações.
Esta abordagem pode ser também considerada como um modelo mais recente de inovação, tendo surgido dos debates a respeito das disparidades existentes – e crescentes – entre países no que diz respeito a seus processos de desenvolvimento tecnológico e econômico, em especial nos anos 80 e 90. Há fortes evidências de que a globalização, não obstante a crescente internacionalização das economias, esteja contribuindo não para a homogeneização dos Sistemas Nacionais de Inovação existentes, mas sim para a crescente especialização e
diferenciação entre esses sistemas nacionais (ARCHIBUGI & MICHIE, 1995)14.
Figura 4: Modelo sistêmico de inovação
Fonte: OECD (1999) Managing National Innovation Systems. Fig. 4, p. 23.
Entre outras abordagens não-lineares que enfatizam a interatividade entre os diversos e diferentes atores de sistemas de inovação cabe o destaque para o modelo da Hélice Tríplice, de Leydesdorff & Etzkowitz (1998) e ainda para o “Modo 2” de produção de conhecimento de Gibbons et al (1994).
Diferentemente de Schumpeter, que atribui maior importância às empresas, Leydesdorff & Etzkowitz enfatizam o papel das universidades e também dos governos como atores fundamentais do modelo. A dinâmica da inovação seria resultante das redes de comunicação e das expectativas, sempre mutáveis, existentes entre as universidades, as indústrias e as agências governamentais. Nessa linha, a inovação não seria decorrente de uma sincronização apriorística ou de uma ordenação proposta a posteriori, mas seria decidida em alianças
14 Uma interessante discussão dos problemas encontrados para a aplicação desse modelo na América do Sul pode
ser encontrada em R. Arocena e J. Sutz, Looking at National Systems of Innovation from the South. Referência bibliográfica ao final deste documento.
estratégicas voltadas para a solução de problemas sociais e/ou econômicos específicos15.
De forma sucinta, o modelo pode ser assim compreendido. Em um primeiro estágio, as três esferas – universidade, indústria e governo - são definidas institucionalmente. A interação entre essas esferas ocorre por meio de contratos, relações industriais e transferência de tecnologia. Em um segundo estágio, as hélices são definidas como diferentes sistemas de comunicação compreendendo as operações de mercado, de inovação tecnológica e de controle de interfaces. No terceiro estágio, as esferas institucionais da universidade, da indústria e do governo, além de suas funções convencionais, assumem funções das demais, ao mesmo tempo em que alguns de seus papéis são reforçados. Desta forma, é modelada uma nova forma de infra-estrutura de conhecimento, um sistema instável, complexo e eminentemente interativo, em tudo diferente da estabilidade do modelo clássico da ciência.
Um outro modelo também da escola não-linear de inovação que apresenta diversos pontos de convergência com os demais apresentados é o “Modo 2” de produção de conhecimento de Gibbons et al. (1994). As principais características dos Modos 1 e 2 de conhecimento, na percepção dos autores, são apresentadas a seguir:
MODO 1 MODO 2
Problemas definidos e solucionados nos contextos apropriados (universidades e comunidades científicas).
Conhecimento desenvolvido em contexto de aplicação
Processos de produção de conhecimento definidos prioritariamente pela comuni- dade científica.
Maior colaboração com quem possui conhecimento prático sobre problemas específicos e localizados.
Conhecimento disciplinar. Conhecimento trnsdisciplinar Conhecimento homogêneo. Conhecimento heterogêneo.
Estrutura hierárquica e conservadora Estruturas descentralizadas e situacionais. Avaliação pelos pares. Controle de qualidade pela utilidade social.
Quadro 1: Modo 2 de produção de conhecimento Fonte: Gibbons et al, 1994.
Como se verifica, existem diversos pontos de tangência entre esses dois modelos, com destaque para os novos stakeholders que passam a se integrar à identificação de problemas a serem pesquisados, assim como na busca de soluções para esses problemas. Vale também ressaltar a importância, nesse modelo, do contexto de aplicação para a produção de conhecimento, assim como sua sistemática de controle de qualidade em função de sua
15 O modelo da Hélice Tripla pode ser considerado uma evolução do Triângulo de Sábato o qual destacava o
papel do governo, das instituições de pesquisa e da estrutura produtiva em cada um dos seus ângulos. Referência bibliográfica completa ao final do documento.
utilidade econômica e social.
Nowotny (2003) destacada alguns atributos importantes do Modo 2 de produção de conhecimento. O primeiro atributo está associado ao fato da pesquisa contemporânea estar sendo desenvolvida, cada vez mais, no contexto de aplicação, o que equivale a dizer que os problemas são formulados, desde o início, através do diálogo entre diferentes atores, cada um trazendo sua perspectiva de análise. O segundo atributo diz respeito à heterogeneidade de abordagens e de enfoques especializados que esses diferentes atores trazem para o processo de pesquisa. Finalmente, o terceiro atributo é a transdisciplinaridade. A importância do Modo 2 de produção de conhecimento pode ser aferida especialmente por esse terceiro atributo, que motivou Schawarztman (1979) a pleitear a opção pela transdisciplinaridade, em substituição aos rígidos condicionantes da disciplinaridade.
Por sua orientação voltada para resultados práticos, pela transposição da dicotomia entre ciência pura e aplicada e ainda pela pluralidade de parcerias, estes modelos se aproximam do que o Manual Frascati, no contexto da OECD, denominou de “pesquisa estratégica”16, ou ainda ao que Weinberg (1963) chamou de “big science”17. Fechava-se, desta forma, o processo de aproximação entre a ciência e a indústria e se estabelecia, de pronto, a crítica importância da informação para a competitividade das empresas.
16
Este termo foi utilizado na versão do Manual Frascati de 1980 como conceito equivalente à categoria de pesquisa básica orientada para o uso, de Stokes. Posteriormente, o termo foi abandonado em função das dificuldades de mensuração e avaliação. Vide Pasteur’s Quadrant: basic science and technological innovation, de D.E. Stokes. Informação bibliográfica ao final deste documento.
17 Expressão popularizada por Alvin Weinberg no artigo Impact of large-scale science on the United States,