1. GİRİŞ
1.6. Mycoplasma bovis
1.6.13. Hastalığın kontrolü
As reformas do PAEG mudaram o cenário que se encontrava a economia brasileira, possibilitando a retomada do crescimento. As reformas adotadas nos primeiros anos de ditadura proporcionaram ao país uma convivência pacífica com a inflação, adaptando a economia brasileira a uma economia industrial novamente.
As políticas adotadas contiveram o desequilíbrio resultado do governo passado e, manteve o controle econômico preparando o país para o crescimento. Apesar dos objetivos alcançados que tiveram as reformas, durante o período a economia brasileira conviveu com a crise para estabelecer novamente um cenário econômico favorável para o crescimento.
O déficit público reduziu ao longo do período de 4,2% do PIB para 3,2%, depois para 1,6% e, por último, para 1,1% do PIB entre os anos de 1963 e 1966 (TREVISAN, 2004). A queda do déficit foi resultado de uma política fiscal que ampliou as arrecadações do governo e reduziu os gastos públicos.
Apesar dos bons resultados econômicos trazidos pelo PAEG, o programa trouxe consigo péssimos resultados sociais, por exemplo, a concentração salarial e a elevação da taxa de juros. Os salários sofreram perdas reais, e a taxa de juros aumentou desestimulando a tomada por crédito, já que o problema inflacionário era resultado de uma demanda excessiva. No entanto, as políticas fiscais de limitação do crédito ocasionaram falência e fusões entre empresas.
Durante o PAEG a taxa de inflação reduziu, mantendo em níveis controláveis, mesmo que durante o período o crescimento do produto não tenha sido satisfatório (Tabela 2 abaixo), portanto, a meta era o combate à inflação. Outras metas adotadas no PAEG foram à criação de fundos de poupança compulsória como o FGTS e o PIS que, mesmo de maneira indireta reforçou a poupança. Vale lembrar que uma das principais metas do governo para conduzir a política econômica era o aumento de poupança.
Tabela 2 – Indicadores Econômicos Brasileiros: 1964 – 1967
Ano (Taxa de crescimento anual %)
PIB¹ Industria¹ Agricultura¹ Serviços¹ Inflação²
1964 3,4 5,0 1,3 1,4 92,12
1965 2,4 -4,7 12,1 2,3 34,22
1966 6,7 11,7 -1,7 6,6 39,11
1967 4,2 2,2 5,7 4,6 25,02
Fontes: Elaborado pelo autor a partir de dado de Trevisan (2004, p. 126).
Em 1964 a taxa de inflação encontrava-se em níveis elevados de 92,12% a.a decorrente do processo inflacionário de um crescimento acelerado. O PAEG aplicado pelo governo militar veio como ferramenta para inibir esse crescimento acelerado, e reduzir a inflação que se encontrava em índices elevados.
De acordo com os dados da Tabela 2 acima observa que os programas do PAEG surtiram efeitos positivos na redução da inflação, passando de 92,12% em 1964, auge da crise, para 34,22% em 1965. A redução da inflação nos primeiros anos de governo foi realmente significativa, resultando numa queda de mais de 50% no índice. Em 1966 a inflação volta a aumentar, destacando índices de 39,11% a.a contra 34,22% do ano anterior.
Esse aumento no início do período ocorreu porque o governo detectou a existência de inflação reprimida do período anterior, resultando numa política de liberalização dos preços chamada de inflação corretiva, possibilitando aumento nos preços e liberando os alugueis congelados (ABREU, 1990, apud TREVISAN, 2004).
Por outro lado o combate à inflação tinha como consequência o crescimento decrescente do PIB. Segundo os dados da Tabela 2 acima, verifica-se que o produto sofre uma queda de 3,4% em 1964 para 2,4% em 1965, provocado pela redução das taxas do setor industrial que em 1965 cai a uma taxa negativa de 4,7%. Portanto nesse mesmo período os
danos da indústria foram compensados pelo desempenho agrícola, que mediram um crescimento anual de 12,1%.
O crescimento da indústria de 11,7% registrado no ano de 1966 foi resultado de uma capacidade ociosa gerada pelos anos de crise, mais a oferta de crédito do ano anterior (ABREU, 1990, apud TREVISAN, 2004). Portanto, com as reformas de controle e fiscalização da oferta de moeda limitando o crédito, a indústria cresce apenas 2,2% no ano de 1967 (Tabela 2 acima).
A Balança Comercial que vinha com queda no início da década de 60 voltou a apresentar resultados positivos em 1964. Os resultados da balança podem ser verificados na Tabela 3 abaixo com dados do período de 1964-1967.
Tabela 3 – Exportações, Importações, Saldo da Balança Comercial: 1964 – 1967
Ano Exportações Importações Saldo da Balança Comercial
1964 1430,0 1086,0 344,0
1965 1596,0 941,0 655,0
1966 1741,0 1303,0 438,0
1967 1654,0 1441,0 213,0
Fontes: Elaborado pelo autor a partir de dado de Trevisan, (2004, p. 127).
As exportações tiveram crescimento nos respectivos anos de 1964-1966, o crescimento das exportações em 1967 foi inferior ao do ano anterior, porém superior aos índices demonstrados em 1964 e 1965 (Tabela 3 acima). As importações não sofreram redução durante o período, apenas em 1965 que obteve valor inferior comparado aos demais períodos, porém as importações mantiveram em montantes inferiores as exportações.
A Balança Comercial apresentava superávits, mas de maneira decrescente ao longo do tempo. Os dados da Balança em 1967 foram inferiores ao do início do período em 1964. Mas apesar da queda os superávits se sustentavam devido à diferença entre as exportações e importações, que em 1965 o Brasil obteve um aumento surpreendente nas exportações e uma diminuição significativa das importações, resultando num crescimento acentuado na Balança Comercial.
Com a diminuição das exportações em 1966 e 1967 seguidos de um acréscimo das importações, a Balança demonstra queda a partir de 1966 (Tabela 3 acima), isso porque a
diferença entre exportações e importações se tornou cada vez menor. A economia estava voltando a importar, portanto o superávit comercial ainda era mantido.
Diante de todas as reformas expostas e da crise econômica existente, o PAEG controlou o processo inflacionário. O Brasil estava preparado para uma nova fase de crescimento, e o cenário propício para o convívio com a inflação e a retomada para uma economia industrial. O PAEG arrumou a casa através de política de estabilização e reformas institucionais, preparando o terreno para o período posterior conhecido como “Milagre Econômico” (TREVISAN, 2004).