IV. Tezin Kaynaklari
2 Müfredâtu Elfâzi’l-Kur’an
6.8. Haml Selb ve İzale Anlamı
Uma discussão recorrente nos trabalhos que abordam o tema é relativa ao papel das plantas cultivadas na colmatação de um SAC. Autores como Tanner et al. (1998a), Knowles et al. (2010) e Pedescoll et al. (2011a) afirmaram que a presença de plantas contribui para a colmatação de SACs. Em unidades plantadas, notadamente naquelas em que não sejam efetuados adequadamente e nos períodos corretos os cortes da parte aérea das plantas, há a senescência do vegetal, com queda de folhas e morte de outras partes componentes (TANNER et al., 1998a), com possível acúmulo de material sobre a superfície e ligeira translocação dos sólidos orgânicos em profundidade. Kadlec e Wallace (2009) afirmaram que, desse material orgânico vegetal, 5 a 15% é recalcitrante, permanecendo assim, no leito e contribuindo para a obstrução dos vazios. Outra possível justificativa para maior colmatação em SACs plantados seria o crescimento de raízes e rizomas, ocupando o espaço poroso e, com isso, contribuindo para restrição da passagem de água residuária (BLAZEJEWSKI e MURAT-BLAZEJEWSKA, 1997). Pedescoll et al. (2011a) e Paoli e von Sperling (2013a), dentre outros autores, observaram menor condutividade hidráulica nas unidades plantadas, o que indicaria que SACs plantados estão mais sujeitos à colmatação. Segundo Pedescoll et al.
porosos. De acordo com Knowles et al. (2011), tem sido demonstrado que a presença de raízes cria maior resistência ao escoamento, com caminhos preferenciais onde não há influência dessas.
Brix (1994) demonstrou que a cobertura do sistema, proporcionada pela parte aérea das plantas, diminui as amplitudes térmicas e a exposição direta da superfície à radiação, o que pode levar a menores taxas de degradação do material orgânico, favorecendo maior concentração de sólidos na superfície. Tanner et al. (1998a) afirmam que as plantas contribuem cerca de duas vezes mais para o acúmulo de material no meio do que a própria água residuária, de acordo com o que foi observado em relação ao que foi obtido no espaço poroso do SAC controle (sem plantas) e com base na relação carbono/nitrogênio (C/N) do material sólido acumulado nos poros. O valor da relação C/N nos sólidos acumulados nos poros do SAC P (plantado) foi de 16,5 contra 11,0 no SAC C (controle). Considerando-se que a relação C/N encontrada no tecido vegetal morto é de 20, fica evidente sua significativa participação nos sólidos acumulados no SAC P (TANNER; SUKIAS et al., 1995). Entretanto, ao comparar dois leitos (um plantado e outro não plantado), Tanner e Sukias (1995) verificaram que, em maiores profundidades do meio poroso, houve até menor acúmulo de sólidos no SAC vegetado. Por outro lado, essa condição não garante que haja maior condutividade hidráulica na seção, medida pelos métodos disponíveis, dada a maior colmatação superficial. Pedescoll et al. (2009) também observaram maior presença de sólidos vegetais na zona insaturada e nos primeiros 10 cm da zona saturada de SACs, demonstrando sua baixa mobilidade no meio. Tal como verificado por Knowles et al. (2010) e discutido por Xie et al. (2010), a condição das primeiras camadas do meio poroso dos SACs-EHSS é de grande influência no valor obtido de condutividade hidráulica.
Autores, como Brix (1997), Cooper et al. (2008), Brasil e Matos (2008), argumentam que as raízes favorecem o escoamento no leito, contrapondo os efeitos da colmatação, devido à expansão do espaço poroso local em decorrência do "empolamento" proporcionado pelo crescimento radicular, o que também foi observado por Baptestini (2014). Assim, a porosidade drenável ou efetiva, que são os poros interligados por onde o líquido flui, poderia ser maior do que em unidades sem vegetação. Além disso, segundo Rossmann (2011), a zona radicular é um ambiente propício à maior diversidade microbiana, propiciando melhores condições para ocorrência da degradação e transformação do material orgânico, o que proporcionaria mais rápido desentupimento dos poros. Esses dois fenômenos aliados é que poderiam justificar a diferença de tendência observada por Garfí et al. (2012), em SACs- EHSS em operação nas cidades de Léon e Barcelona, que indicaram que as plantas
proporcionaram atenuação da colmatação e da resistência ao escoamento, nas camadas subsuperficiais desses sistemas. Stottmeister et al. (2003), Whitney et al. (2003) e Turon et al. (2009) afirmaram, ainda, que com a morte e a posterior degradação de raízes e rizomas por ação microbiana, há a formação de canais secundários, que facilitam o escoamento da água aresiduária. Assim, se por um lado há maior contribuição com o aporte de material orgânico às camadas superficiais do meio poroso, o que pode ser diminuído com a manutenção adequada (corte da parte aérea e remoção do material vegetal do SAC nas épocas adequadas), diversos fatores podem ser citados como efeitos benéficos da presença das plantas em relação à descolmatação do meio poroso. Dentre esses fatores, podem ser citados o favorecimento de uma microbiota mais diversificada e o fornecimento de O2, via aerênquima, para a zona
radicular das plantas, que estimula a degradação do material orgânico acumulado (BRIX, 1997), a disponibilização de canais, proporcionados pelo "empolamento" e a desocupação do espaço ocupado por raízes e rizomas no meio poroso. Segundo Knowles et al. (2011), alguns autores afirmam que a evapotranspiração e a maior retenção da água residuária no sistema, proporcionando aumento no TDH, são suficientes para compensar qualquer contribuição que as plantas possam ter na perda de condutividade hidráulica do meio poroso de SACs.
Paoli e von Sperling (2013a) observaram maior condutividade hidráulica no SAC não plantado que no plantado, entretanto, em outra ocasião, avaliando o TDH nos mesmos não verificaram diferença expressiva entre eles (PAOLI; VON SPERLING, 2013b). Também utilizando teste com traçadores, Tanner e Sukias (1995) inferiram haver maior porosidade nos SACs-EHSS plantados que nos não plantados, no tratamento de água residuárias de laticínios, com TDH teórico variando de 2,26 a 2,31 d.
Fu et al. (2004), citados por Zhao et al. (2009), observaram condutividade hidráulica ligeiramente superior nas camadas superiores de um SAC vertical, comparativamente às medidas nas camadas centrais do meio poroso, o que atribuíram à presença das plantas. Segundo Zhao et al. (2009), as plantas proporcionariam aumento na área superficial do meio poroso para fixação de microrganismos, favorecendo a degradação do material orgânico e a formação do biofilme.
Segundo Brix (1994), Molle et al. (2006) e Knowles et al. (2011), o vento cria um movimento das plantas, num mecanismo conhecido no meio científico como "braço de alavanca", criando um distúrbio no meio, com abertura de fendas nas camadas onde há acúmulo de sólidos, favorecendo o escoamento em SACs-EV. Fu et al. (2013) observaram que a colmatação
espécie vegetal cultivada no sistema. A espécie C. indica proporcionou condições para maior tempo de vida útil do SAC em comparação com a C. anternofolius. Foi possível observar, também, que o fenômeno de obstrução dos poros em SACs plantados é mais complexo e tem maior número de fatores envolvidos do que naqueles sem vegetação. No SAC não plantado, o material orgânico lábil é o principal componente da colmatação, em razão da menor capacidade do sistema em fornecer oxigênio e relativamente baixa diversidade na comunidade microbiana heterotrófica para que ocorra essa degradação.
Wang et al. (2008), citados por Fu et al. (2013), demonstraram que, dependendo da espécie vegetal cultivada nos SACs, é possível um incremento de 3 a 44% na porosidade do meio. Muñoz et al. (2006) observaram que a presença de plantas e a aeração por elas gerada propiciaram maior preservação da porosidade inicial em SACs, contribuindo também, em razão do já discutido efeito de minimizar flutuações térmicas, como barreira contra a obstrução causada pelo congelamento da água nas camadas superficiais do meio poroso. Os autores ainda argumentaram que as plantas tanto podem proporcionar sedimentação como ressuspensão de sólidos acumulados no sistema, tornando o meio poroso menos colmatado. Baptestini (2014) verificou escoamento superficial em 50% do leito primeiro na unidade com capim tifton 85, posteriormente naquela sem plantas e por fim, no SAC-EHSS cultivado com alternantera, espécie vegetal que sofreu intenso ataque de pragas mas que proporcionou perceptível soerguimento do substrato.
Para Hua et al. (2014), as plantas podem influenciar de diferentes formas a colmatação. Os autores avaliaram um SAC-EV, observando que no início as raízes influenciam, restringindo o movimento da água residuária no meio poroso, entretanto, com o passar do tempo, há inversão dessa tendência, ocorrendo o aumento da porosidade e o favorecimento do escoamento. As evidências no trabalho de Baptestini (2014) corroboram com o que foi observado no trabalho de Hua et al. (2014), já que apesar de ter sido observado 50% do leito com escoamento superficial no SAC com capim tifton, o colapso (100% de escoamento superficial) foi observado primeiramente na unidade sem plantas. Os resultados indicaram ainda que espécies vegetais diferentes garantem distintas respostas no sentido de atenuação do fenômeno da colmatação, principalmente pelo efeito do "empolamento" e influência da comunidade microbiana.