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5.HALKLA İLİŞKİLERDE YAZILI ARAÇLAR YAZILI ARAÇLAR

em outras (e.g. esteatito, biotita-tremolita granofels, clorita-hornblenda granofels e tremolititos).

Talco xistos

Os talco xistos são os litotipos mais comuns da área de estudo. Os principais afloramentos ocorrem nos municípios de Furquim, Barro Branco, Catas Altas, Alvinópolis, Diogo de Vasconcelos, Cláudio Manuel, Bandeirantes e Cachoeira do Brumado.

Em lâminas delgadas, foi possível observar que o litotipo possui ora textura lepidoblástica, caracterizada pela orientação preferencial de talco e por vezes clorita, ora textura granolepidoblástica, dada pela orientação de talco e presença de cristais de carbonato e anfibólios. Apresenta granulação fina a grossa e não raro a foliação encontra-se crenulada. Sua composição é caracterizada predominantemente por talco e, em menores proporções, por clorita, carbonato, clinoanfibólios, antofilita, rutilo, titanita e minerais opacos. A partir das propriedades óticas e análises de microssonda eletrônica, os clinoanfibólios foram caracterizados como tremolita e cummingtonita.

É importante salientar que não se identificaram antofilita, tremolita e cummingtonita coexistindo entre si nas lâminas estudadas. Em geral, observou-se a presença pouco significativa de antofilita (e.g. lâminas BBL-0140-46 e FQ-15-16), enquanto a tremolita e cummingtonita (e.g. lâminas PF/TV-37/16 e 12b) podem estar relativamente abundantes em algumas amostras. O resultado completo das análises modais das lâminas delgadas é apresentado no anexo I, sendo que a tabela 3.04 mostra os valores mínimos, máximos e médios encontrados nas análises.

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Tabela 3.04: Composição mineralógica encontrada nos talco xistos.

Minerais %Min. %Máx. %Méd. Talco 60,00 90,00 74,10 Mg-Fe-clorita 0,00 20,00 14,36 Carbonato 0,00 20,00 3,50 Opacos 0,00 10,00 3,36 Tremolita 0,00 15,00 2,73 Cummingtonita 0,00 13,00 <1 Antofilita 0,00 15,00 <1 Rutilo 0,00 <1 <1 Titanita 0,00 <1 <1

O talco ocorre como finas palhetas incolores, tabulares e/ou lamelares. Forma agregados orientados com freqüente microestrutura em kink bands.

De modo geral a clorita caracteriza-se por cristais tabulares finos a médios (<1 até 3,5mm), com pleocroísmo nas matizes incolor a verde pálido. Juntamente com o talco, comumente dispõe-se formando uma textura lepidoblástica e possui cor de interferência anômala acastanhada. Trata-se de uma Mg-Fe-clorita, com teor de Fe variando de amostra para amostra.

Os cristais de carbonato estão presentes nas lâminas FQ-12-81, PF/TV-44/20, PF/TV- 95/85 e FQ-15-16, sob a forma de finos cristais subidioblásticos a xenoblásticos. Particularmente, na lâmina PF/TV-44/20 os cristais de carbonato formam mosaicos (figura 3.04B) que estão envolvidos pela foliação evidenciada pelo talco e, às vezes, clorita (pré e/ou sin-tectônicos).

A tremolita, quando presente, está parcialmente transformada em talco. Os cristais de tremolita estão intensamente fraturados e exibem formas idioblásticas e subidioblásticas. Apresentam ângulo de extinção de aproximadamente 20º e é incolor. Com predominância na forma acicular e mais raro prismática e losangular, cristais de tremolita dispõem-se ora segundo direções preferenciais, ora de forma aleatória. Esse mineral possui granulação que varia de fina a grossa, encontrando-se por vezes como porfiroblastos de comprimento entre 2,5 a 5 mm em algumas lâminas.

A cummingtonita, mais rara nesses termos, ocorre como cristais subidioblásticos, com granulação que varia de fina a grossa. Os cristais de granulação grossa, porfiroblastos, chegam a atingir 8 mm de dimensão. Possui geminação polissintética, ângulo de extinção de aproximadamente 10º em relação ao traço de clivagem e inclusões freqüentes de opacos. Não se

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encontram alinhados segundo uma direção preferencial. Foi observada a presença de zonamento de cor em diversos cristais de cummingtonita da lâmina PF/TV-37/16, ao passo que a borda encontra-se incolor e o centro levemente esverdeado. Análises de microscopia eletrônica evidenciam que a coloração esverdeada tem uma relação direta com o conteúdo de Fe na cummingtonita.

A antofilita, assim como a tremolita, é incolor e apresenta-se essencialmente fraturada. Ocorre numa textura porfiroblástica, em cristais idioblásticos a subidioblásticos de granulação média, substituída parcialmente por talco (figura 3.04C).

O rutilo ocorre como cristais xenoblásticos. A titanita aparece de maneira pouco expressiva, essencialmente anédrica e caracteristicamente, apresenta cor castanho clara.

Os minerais opacos identificados são pirrotita, calcopirita, pentlandita (figura 3.04D), pirita, magnetita e ilmenita. São caracterizados por cristais idioblásticos a xenoblásticos, de granulação fina a média que podem estar inclusos em alguns minerais, tais como clorita e carbonato. Não raramente, preenchem fraturas e se aglomeram segundo uma direção preferencial.

Foliação

Figura 3.04A: Fotografia evidenciando a foliação do talco xisto no ponto 19 no município de Furquim.

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Figura 3.04B: Fotomicrografia da lâmina PF/TV-44/20 (ponto 20) mostrando a foliação crenulada,

definida por talco (Tlc), e cristais de tremolita (Tr) e de carbonato (lateral superior da foto). LPX.

Figura 3.04C: Fotomicrografia da lâmina BBL-0140-46 (ponto 93) mostrando a antofilita (Ath) sob a

forma porfiroblástica com substituição parcial por talco (Tlc). LPP.

Figura 3.04D: Fotomicrografia da lâmina FQ-15-16 (ponto 111) mostrando calcopirita (Ccp), pentlandita

(Pn) e pirrotita (Po) associadas no talco xisto (Luz refletida) e a imagem de elétrons retroespalhados.

Esteatitos

Os esteatitos descritos ocorrem próximos dos municípios de Cachoeira do Brumado, Padre Viegas, Furquim, Catas Altas e Alvinópolis. De acordo com o mapa fornecido por Baltazar & Raposo (1993), esses litotipos representam o Supergrupo Rio das Velhas.

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Em termos macroscópicos, foi possível observar diversas piritas centimétricas e ausência de foliações nos esteatitos.

A partir da análise petrológica, observou-se que os esteatitos apresentam uma textura decussada, definida pelos agregados de talco, e granulação fina. O talco é o mineral dominante nos esteatitos, podendo atingir até 100% da composição mineralógica da rocha (e.g. lâmina 6b). Além desse mineral, de maneira subordinada, observaram-se cristais de clorita, antofilita e clinoanfibólios. Minerais acessórios como rutilo, apatita e opacos foram também observados. Verifica-se antofilita apenas na lâmina FQ-5-1a e clinoanfibólios nas lâminas PF/TV-24/7, FQ- 12-86 e 16b. A tabela 3.05 mostra a composição mineralógica mínima, máxima e média obtida nos esteatitos.

Tabela 3.05: Composição mineralógica encontrada nos esteatitos.

Minerais %Min. %Máx. %Méd. Talco 75,00 100,00 82,50 Cloritas 0,00 20,00 10,50 Opacos 0,00 10,00 4,40 Clinoanfibólios 0,00 5,00 1,10 Antofilita 0,00 10,00 1,00 Rutilo 0,00 1,00 <1 Apatita 0,00 <1 <1

O talco ocorre como finas palhetas incolores, que não exibem uma orientação preferencial.

As cloritas identificadas são Mg-clorita e Mg-Fe-clorita, pois aparecem, respectivamente, sob a forma de cristais incolores, que apresentam cor de interferência cinza e l(-), e ainda sob a forma de cristais esverdeados, que por sua vez apresentam cor de interferência anômala acastanhada e l(-).

Os clinoanfibólios possuem formas aciculares e/ou prismáticas, coloração incolor e esverdeada e não estão orientados. A granulação varia de fina a média.

A antofilita ocorre como cristais aciculares porfiroblásticos de até 5 mm, são incolores e evidenciam cores de interferência até o amarelo de 2ª ordem. Os cristais de ortoanfibólio não possuem uma orientação preferencial.

O rutilo ocorre como finos cristais xenoblásticos. A apatita ocorre sob a forma euédrica, com granulação fina e predominantemente inclusa em anfibólios.

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Os minerais opacos presentes nos esteatitos são pirita, magnetita e ilmenita. Assim os opacos variam de idioblásticos (pirita) e xenoblásticos.