UZAK ARA İLETİM SİSTEMLERİ
2.2 Uzak Ara İletim Sistemleri
2.4.2 SDH katmanları
2.4.5.1 SDH koruma türleri
2.4.5.1.2 Halka koruma
“à criança com capacidade de discernimento o direito de exprimir livremente a sua opinião sobre as questões que lhe respeitem,
sendo devidamente tomadas em consideração as opiniões da criança, de acordo com a sua idade e maturidade” (Convenção dos Direitos da Criança artigo 12)
5.1 O começo de um novo Projeto de Vida
“cada Projeto de Vida que se concretiza com êxito, cada criança que parte para viver em família – onde
sabemos que pode crescer e ser amada, conquistando, a pouco e pouco, o seu espaço com o simples gesto de um beijo, aprendendo a reconstruir a sua família e, através dela, encontrando modelos, referências e valores – representa o renascer constante da confiança no futuro” (Gomes, 2010, p.234)
A partir do momento em que a criança ou jovem é institucionalizado a equipa de acolhimento deve ativar os meios necessários para a realização do seu Projeto de Vida, assim como o plano para o executar, o Plano Socioeducativo Individual (PSEI).
Segundo Costa et al. (2014), o PSEI é um documento que agrupa uma serie de estratégias ou projetos cujo objetivo é a concretização dos Projetos de Vida de cada
criança e jovem. Este documento deve ter sempre em conta os “meios e recursos
ativados pelos indivíduos para resolverem os seus problemas e obstáculos nos seus
percursos” (Gomes, 2005, citado por Costa et al. 2014, p.14). De acordo com Gomes (2010) “entende-se por projecto de vida aquilo que se perspectiva que, num futuro
próximo, venha a ser concretizado na vida de cada criança ou jovem, na sequência do
plano de intervenção concertado que com eles está a ser desenvolvido” (p.109).
O Projeto de Vida diz respeito também ao encaminhamento de cada criança ao abrigo da LPCJP e da respetiva medida de promoção e proteção. Desta forma, os Projetos de Vida são submetidos a duas premissas: 1) a prevalência da família, incluindo o regresso à família nuclear ou alargada, o acolhimento familiar e a adoção; e 2) a autonomização, ou preparação para uma vida independente (Costa et al. 2014, p.14). Quando a medida de promoção e proteção escolhida é a reintegração familiar é elaborado um Plano de Intervenção Individualizado (PII) com as crianças e a família para que fiquem definidas as competências que ambos precisam de adquirir. Nesta fase
21 as equipas do LIJ têm um papel fundamental, orientando os intervenientes para a realização desta mudança (Gomes, 2010). Quando os familiares assumem a incapacidade de alterarem os seus hábitos, por decisão própria ou por decisão do tribunal a criança ou jovem tem a possibilidade de ser adotada. A adoção “aparece assim, como um direito da criança a ter uma nova família, depois de esgotadas todas as
possibilidades de ela permanecer ou de regressar à sua família de origem” (Gomes,
2010, p.189).
A medida de promoção e proteção que não se relaciona com a reintegração familiar ou com a adoção é segundo a LPCJP a autonomização, ou preparação para uma vida independente. Esta medida caracteriza-se pelo apoio e acompanhamento a jovens com idade superior a 15 anos e cuja estadia no LIJ se prolongará até à idade adulta (18 anos) ou até aos 21 anos caso seja pedido ao tribunal. Esta medida, ou seja o desenvolvimento da autonomia possibilita ao jovem institucionalizado a aquisição de competências fundamentais para a sua vida fora da instituição. É possível conhecer um pouco mais desta medida no ponto 2.2 educar para a autonomia de vida. Quando esta medida é aplicada, a elaboração de um Projeto de Vida torna-se fundamental uma vez que estes jovens têm que recomeçar uma nova vida, criando a base da sua vida futura.
A construção do Projeto de Vida de crianças e jovens envolve o planeamento do seu futuro, implica que estes assumam em conjunto com os adultos cuidadores as decisões do seu futuro, assumindo deste modo uma postura ativa no seu crescimento. O
Projeto de Vida “pode ser considerado uma chave-mestra na intervenção a desenvolver durante o período de acolhimento” (Relatório CASA 2012, p. 38) é através deste que a
criança ou jovem adquire ferramentas para a sua vida futura, aprende a refletir, a decidir, a ponderar as decisões necessárias, tendo o papel principal na construção do seu
futuro. Este Projeto é bastante complexo e abrangente “entre outras facetas, equaciona o
percurso escolar, vocacional e profissional, tendo em conta as capacidades,
22 5.2 Os atores envolvidos no Projeto de Vida
As instituições de acolhimento têm como função o acompanhamento da criança de acordo com o seu Projeto de Vida. Este projeto e o respetivo PSEI devem ser realizados em conjunto com a criança ou jovem, são eles os atores principais deste Projeto e Plano. De acordo com Costa et al. (2014)
trata-se da diferença entre fazer o Projeto de Vida para a criança ou fazê-lo com a criança. Realçar esta postura permite, por um lado, atribuir aos verdadeiros atores o lugar de destaque no dinamismo da sua vida e, por outro lado, atribuir maior responsabilidade pelo que acontece no seu percurso (p.15).
Este primeiro desafio após a institucionalização permite à criança e jovem uma oportunidade de reconstruir-se, iniciar um novo percurso de vida, tendo responsabilidade no mesmo.
Para uma análise da evolução dos projetos de vida existe o Plano de Intervenção Imediata (PII), este instrumento permite uma supervisão a nível nacional e anual da evolução dos projetos de vida das crianças e jovens institucionalizados. Desta forma o Governo tem o dever de apresentar um relatório acerca da existência e evolução dos projetos de vida (Instituto da Segurança Social, 2014). Este Plano deverá incluir os objetivos que a criança ou jovem deverá atingir durante o acolhimento institucional, bem como as atividades ou tarefas a realizar para atingir os mesmos (Gomes, 2010).
23
24