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Halka Açık İşletmelerde İç Denetim Yapısı

Halka Açık İşletmelerin Denetimi:

2.4. Halka Açık İşletmelerde İç Kontrol Yapısı, İç Denetim Yapısı ve Yolsuzluğun Önlenmesi Açısından Önem

2.4.2. Halka Açık İşletmelerde İç Denetim Yapısı

Como vertente metodológica, recorri à fenomenologia para revelar o fenômeno, ou seja, buscar a essência, a significação da realidade vivenciada pelos sujeitos do estudo, visando a sua compreensão.

Pela atuação da enfermagem obstétrica, que contempla um profundo envolvimento entre pessoas que compartilham o mesmo tempo e o mesmo espaço, optei por uma análise de natureza fenomenológica do tipo socioexistencial, como proposta por Alfred Schütz considerando que nesta abordagem não importa investigar o comportamento individual, particular de cada ator, o foco de interesse é o que pode constituir-se como uma característica típica de um grupo social que vive uma determinada situação.,

Para Schütz, a ação social entre os sujeitos carrega em si os significados subjetivos desses sujeitos e um estudo que versará sobre relações sociais num cenário de dor, sofrimento, esperança e medo tem pertinência com as idéias desse autor 79. Daí a sua escolha para o presente estudo.

Dentre a modalidade da pesquisa qualitativa, a fenomenologia possibilita a investigação do cotidiano para a compreensão da realidade concreta, trata-se de um método intuitivo e descritivo, com o objetivo de descrever a estrutura total da experiência vivida, e como os indivíduos se percebem nessas experiências 73.

A fenomenologia é uma escola filosófica cujo pai e mestre é Edmund Husserl. Origina-se de duas palavras gregas “fenômeno”, que significa aquilo que se mostra, não somente aquilo que aparece ou parece e “logia”, que deriva da palavra logos, que para os gregos significa palavra, pensamento.

Ao tomarmos logos como pensamento, temos a fenomenologia como reflexão sobre um fenômeno ou sobre aquilo que se mostra80.

Voltando-se para a experiência vivida é um movimento cujo objetivo é a investigação direta e a descrição dos fenômenos que são experienciados conscientemente, adota uma forma de reflexão que deve incluir a possibilidade de olhar as coisas como elas se manifestam, descreve o fenômeno sem explicá-lo, sem analisá-lo, sem a preocupação de estabelecer relações causais. Tem como objetivo alcançar a intuição das essências, ou seja, ao conteúdo inteligível e ideal dos fenômenos, captado de forma imediata, pré-reflexiva, tão livre quanto possível de pressupostos e preconceitos 81,82.

Embora Husserl tenha utilizado a palavra “método” a fim de descrever os passos em direção à reflexão fenomenológica, ele não o percebe da mesma forma que a ciência cartesiana, e alguns autores advertem que seria mais apropriado na fenomenologia utilizar-se da palavra “trajetória”

Embora existam inúmeras interpretações metodológicas, um estudo de fenomenologia descritiva envolve, com freqüência, os quatro passos seguintes:

- colocar entre parênteses: por-se entre parênteses refere-se ao processo de identificar e suspender as crenças e opiniões preconcebidas sobre o fenômeno em estudo. O pesquisador coloca o mundo e qualquer pressuposto entre parênteses, em um esforço para confrontar os fenômenos em sua forma pura;

- a intuição: ocorre quando o pesquisador permanece aberto aos significados atribuídos ao fenômeno por aqueles que o vivenciaram;

- a fase de análise: sucede ao extrair declarações significativas, classificar e dar sentido aos significados essenciais do fenômeno;

- a fase descritiva: acontece quando o pesquisador passa a entender e definir o fenômeno82.

Para a análise dos depoimentos, será realizada a transcrição das falas, e para se atingir essa essencialidade, é necessário que se percorra três momentos conforme proposto por Merleau-Ponty que são a descrição, a redução e a compreensão ou interpretação83.

A descrição

É o recurso inicial e básico na pesquisa fenomenológica. Busca a essência do fenômeno, percorrendo sinuosamente em vários sentidos os momentos, tentando pontuar aquilo que se apresenta, sem perder a visão do todo 84. Esse autor, fundamentando-se na visão de Merleau-Ponty, enfoca

que a descrição fenomenológica compõe-se por três elementos: a percepção, a consciência que se dirige para o mundo-vida, o sujeito que se vê capaz de experimentar o corpo-vivido através da consciência.

Captada pela escrita, a descrição dá indicativos de como o sujeito percebe o fenômeno, que se revela ao mesmo tempo em que as descrições, agora transcritas vão sendo analisadas. É a trajetória cujo itinerário é dado pela busca “as coisas mesmas”, iniciado pelo movimento de epoché, no qual o fenômeno é posto em suspensão, quando o pesquisador se despe de referenciais teóricos , ficando, portanto, os pressupostos vivenciais85.

As unidades de significado, por sua vez, são recortes julgados significativos pelo pesquisador, dentre os vários pontos aos quais a descrição pode levá-lo. Para que sejam recortadas, o pesquisador lê os depoimentos à luz de sua interrogação, por meio da qual pretende ver o fenômeno, que é olhado de uma entre as várias perspectivas possíveis. Em seguida, essas unidades são transcritas para a linguagem do pesquisador, em um discurso mais próximo da área na qual a pesquisa se insere 85.

Articulando as compreensões que resultaram dessa seleção das unidades de significado, o pesquisador trata de agrupá-las em categorias ditas abertas, mediante reduções.

A redução

A redução fenomenológica é o momento em que são selecionadas as partes da descrição que são consideradas essenciais e aquelas que não o são, através da variação imaginativa o que é feito por meio de ações como o intuir, o imaginar, o lembrar e o raciocinar. O pesquisador imagina cada

parte como estando presente ou ausente na experiência, até que a descrição seja reduzida ao essencial para a existência da consciência da experiência85.

Nesta fase da pesquisa, o fenômeno começa a se apresentar e devemos desmembrá-lo em partes e então reestruturá-lo após, , em uma leitura pessoal mais reveladora do caso particular da investigação.

O objeto desse momento na trajetória fenomenológica é determinar, selecionar quais as partes da descrição são consideradas essenciais e aquelas que não o são83. Pretende-se encontrar exatamente que partes da experiência são verdadeiramente partes da nossa consciência, diferenciando-as das que são simplesmente supostas.

A compreensão

A compreensão fenomenológica, terceira e última etapa da trajetória é uma tentativa de investigar as experiências, uma forma de interpretação. Se dá em conjunto com a interpretação e corresponde ao momento em que se tenta obter o significado essencial na descrição e na redução.

Situado o fenômeno, recolhidas as descrições, iniciam-se os momentos das análises Ideográficas e Nomotéticas.