GÜVENCESİZLER ÇAĞINDA HALKÇILIĞI TARTIŞMAK: GÜNÜMÜZDE RADİKAL
DİSCUSSİNG POPULİSM İN THE AGE OF THE PRECARİTY: THE POTENTİALS OF RADİCAL POPULİSM TODAY
1. Halkçılığın Ortaya Çıkışı: Kavramın Karmaşası
A análise do processo de constitucionalização dos direitos humanos no Direito estrangeiro será feita de maneira ilustrativa e restrita à Alemanha, Argentina, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Portugal, Turquia e Reino Unido, bem como levará em consideração os princípios em matéria de processo penal.
No Reino Unido, o processo de constitucionalização dos princípios em matéria processual penal tem o seu primeiro momento na Carta de Direitos de 1628, que reconheceu o direito a um processo regular a todas as pessoas submetidas a julgamento e o Ato do Habeas Corpus de 1679, que protegia a liberdade das pessoas. Todavia, a efetiva incorporação dos direitos humanos reconhecidos na Convenção Européia de 1950, deu-se através do Human Rights Act de 1998, em vigor desde 02 de outubro de 200045.
Nos Estados Unidos, o processo de constitucionalização dos direitos humanos e também dos princípios em matéria processual penal está estampado na Constituição Americana, ratificada em 1787, que protege o indivíduo contra qualquer arbitrariedade, posteriormente emendada pela Bill of Rights de 1791. Os artigos ou emendas da Constituição Americana protege as pessoas contra perseguições e abusos, garante o direito a um julgamento rápido e público, perante um juiz imparcial; o direito de ser informado sobre a acusação, o direito de confrontar as testemunhas e de estar assistido por um advogado.
44 MARTIN-CHENUT, Kathia; SILVA, Fábia de Melo e. La constitutionalisation/conventionalization du
droit de la preuve. In : GIUDICELLI-DELAGE, Geneviéve (Coord.). Les Transformations de
l´administration de la prevue pénale. Perspectives comparées. Paris: Société de Législation Comparée,
2006. v. 12, p. 33.
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Em Portugal, a Constituição de 1976 e as posteriores modificações ocorridas em 1982, 1989, 1992 e 1997, assegura o direito a uma tutela jurisdicional efetiva, à integridade pessoal, o direito à imagem, intimidade, vida privada e familiar, à inviolabilidade do domicílio, à presunção de inocência, assistência de advogado, dentre outros.
Na Espanha, a Constituição de 1978 assegura que os atos judiciários serão públicos e que o procedimento será preferencialmente oral e as sentenças serão motivadas. A Constituição também garante o direito de se defender, de ser assistido por advogado, de ser informado da acusação, de não se auto-incriminar, à honra, intimidade pessoal e familiar, à inviolabilidade do domicílio.
A Lei Fundamental Alemã de 1949 proíbe os tribunais de exceção, assegura o controle judicial sobre a privação da liberdade, a inviolabilidade do domicílio, o direito de defesa, a presunção de inocência, dentre outros. Com efeito, ainda, o artigo 25 dispõe que os tratados internacionais de direitos humanos, em especial a Convenção Européia de Direitos Humanos e Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, são aplicados como lei federal.
A Constituição Italiana de 1948, somente incorporou o conceito de processo justo a partir da reforma de 1999, que prescreve as garantias do processo equitativo previstas no artigo 6º da Convenção Européia de Direitos Humanos. São assegurados o contraditório e a presunção de inocência, de interrogar as pessoas, o direito ao silêncio, dentre outros.
A Constituição Francesa de 1946 não possui uma descrição detalhada dos direitos fundamentais, contudo, há uma clara influência da jurisprudência constitucional no sistema normativo ordinário, na formulação dos princípios diretivos, como a garantia da presunção de inocência, o contraditório e os direitos das vítimas.
A Constituição da Turquia, no seu artigo 90, estabelece que os tratados internacionais possuem força de lei, assim como a prevalência dos tratados internacionais que versem sobre liberdades fundamentais, na hipótese de conflito com as leis nacionais. A Constituição foi modificada em 2001 pela Lei n. 4079, no sentido de prescrever que as limitações aos direitos e liberdades fundamentais devem observar os standards europeus. Os artigos 36, 37 e 38 da Constituição reconhecem a garantia do processo equitativo, da presunção de inocência, de não produzir prova contra si mesmo, o direito ao silêncio, a livre apreciação da prova pelo juiz.
Na Colômbia, os tratados internacionais sobre Direitos Humanos qualificam-se como standards normativos no ordenamento jurídico nacional. O Código de Processo Penal (Lei 906 de 31 de agosto de 2004, art. 3°) estabelece explicitamente que os operadores devem, ao interpretar as suas disposições, considerar como pauta hermenêutica o Direito Internacional dos Direitos Humanos. O artigo 94 da Constituição estabelece que as garantias previstas no texto constitucional e nos tratados internacionais não devem ser entendidas como a negação de um ou de outro, posto que inerentes à pessoa humana. As garantias decorrem dos tratados internacionais de direitos humanos, da Constituição Colombiana e da Lei Processual Penal. As relativas ao procedimento são a legalidade, a investigação oficial, o juiz natural, o princípio acusatório. As garantias que incidem sobre o processamento do procedimento são a publicidade, a oralidade, a concentração e a celeridade. Por fim, as garantias que regem a produção e a formação da prova, como a contraditória e a imediação.
A Constituição Argentina de 1994 dispõe no artigo 75, inciso 22, que os tratados internacionais de direitos humanos constituem a lei suprema da nação e possuem hierarquia constitucional. E mais, expressamente consigna quais os tratados internacionais de direitos humanos que possuem esse status46. As garantias reconhecidas são: a legalidade processual, que abrange a garantia do juízo prévio, a presunção de inocência, a garantia de defesa (direito de ser ouvido; de oferecer prova; congruência e sentença fundada em fatos e direito), igualdade, de interrogar as testemunhas e controlar a prova.
46 A Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem; a Declaração Universal de Direitos
Humanos; A Convenção Americana sobre Direitos Humanos; o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos e seu protocolo facultativo; a Convenção sobre a Prevenção e Sanção do Delito de Genocídio; a Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial; a Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação contra a mulher; a Convenção contra a Tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, inumadas ou degradantes; a Convenção sobre os Direitos da Criança. Com relação aos demais tratados e convenções sobre direitos humanos, uma vez aprovados pelo Congresso Argentino pelo voto de dois terços da totalidade dos membros de cada Câmara, passam a gozar da mesma hierarquia constitucional.
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