B. ORTAKLIĞIN SERİ:XI, NO:20 “YÜKSEK ENFLASYON DÖNEMLERİNDE MALİ TABLOLARIN DÜZELTİLMESİNE İLİŞKİN USUL VE ESASLAR HAKKINDA TEBLİĞ” /
VIII. GRUP HAKKINDA BİLGİLER
A realidade contemporânea apresenta crises paradoxais e denuncia de forma catastrófica as graves mudanças globais, decorrentes do modelo insustentável do desenvolvimento capitalista, cuja característica maior conjuga uma sociedade de consumo em massa e uma sociedade do conhecimento. Tudo associando numa lógica do imediato, do individual e do descartável.
No presente, urge compreender a acelerada dinâmica desigual das transformações sociais em curso e tentar entender quais seus significados para a juventude ou de que maneira os jovens estão inseridos nesse processo.
Afinal vivemos num mundo em plena erupção de transformações radicais diversas. Trata-se de um momento histórico de desencantamento com o processo civilizatório da sociedade moderna capitalista, que move-se entre reprodução da dominação e emancipação humana, numa conjuntura complexa que aponta tendências de esgotamento do paradigma hegemônico.
O futuro perdeu a perspectiva de uma construção processual e, aproximando-se do presente com maior rapidez, trouxe a cultura do imediatismo, rompendo os elos entre passado e futuro cria a sociedade do presente. Trata-se de um fenômeno social
pautado pelo consumismo em massa com grande impacto e profundas mudanças culturais. Nesse contexto, os jovens e as jovens adquirem papel de destaque pela facilidade e rapidez de aprendizagem e de adaptação às novas tecnologias de informação que dominam a revolução em curso. Peralva, ao analisar a questão afirma:
A valorização da juventude que é associada a valores e a estilos de vida e não propriamente a um grupo etário específico. Mais do que isso, a promessa da eterna juventude é um mecanismo fundamental de constituição de mercados de consumo. A importância dos meios de comunicação de massa como veículo de integração cultural e o crescimento do consumo de massa contribuem para essa juvenização (1997, p. 25).
Melucci (1997) analisa que a sociedade presente está formada por sistemas contemporâneos onde a produção material é transformada em produção de signos e de relações sociais, num processo de codificação socialmente produzida, que intervém diretamente na definição do eu, afetando as estruturas biológicas e motivacionais da ação humana.
Em seu ponto de vista, para além do domínio da natureza e da transformação de matéria-prima em mercadoria, o que se apresenta de forma contundente é o desenvolvimento da capacidade reflexiva do eu de produzir informação, comunicação, sociabilidade, acompanhado de um aumento progressivo na intervenção do mundo sistêmico na sua própria ação, na maneira de percebê-la e representá-la, caracterizando um novo processo que é a produção sistêmica da reprodução.
Dessa perspectiva, esse autor percebe as mudanças sociais contemporâneas ambíguas pois, por um lado, apresentam tendência para ampliar e qualificar a participação da juventude em ações sociais de um modo geral. Por outro lado, alerta que a produção de significados dessa participação e dessas ações estão marcadas por maior necessidade de controle normativo e regulação sistêmica do mundo capitalista.
Essa conjuntura esta acompanhada de outro aspecto que se torna fundamental no acelerado avanço da sociedade contemporânea, pois relaciona-se com as conquistas de novas tecnologias nas ciências médicas, estéticas e nutricionais que promovem maior bem estar e qualidade de vida e trazem maior esperança de longevidade para humanidade que, no último século aumentou consideravelmente os anos de vida. Na opinião de Peralva “o envelhecimento postergardo transforma o jovem , de promessa de futuro que era, em modelo do presente” (2007, p. 25).
Na sociedade contemporânea a juventude adquiriu um perigoso status de plenitude, primeiro porque se tornou um apelo social genérico e gigantesco, uma promessa mística de juventude eterna por meio do poder do consumo. Segundo, a juventude, em nossa atualidade, deixa de ser uma passagem de vida com tempo biológico específico, portanto, mais estável, para se construir por meio de uma definição cultural, o que conduz os indivíduos, em geral, à se assumirem como jovens em diversos e prolongados estágios da vida. Em seu estudo sobre juventude, tempo e movimentos sociais, Melucci avalia:
Nos dias de hoje, ser jovem parece significar plenitude como o oposto de vazio, possibilidades amplas, saturação de presença. A vida social é hoje dividida em múltiplas zonas de experiências, cada qual caracterizada por formas específicas de relacionamento, linguagem e regras. Complexidade e diferenciação parecem abrir o campo do possível a tal ponto que a capacidade individual para empreender ações não se mostra à altura das potencialidades da situação(1997, p. 36).
O desafio da juventude contemporânea é conseguir desenvolver um processo de conscientização em que possa criar limites frente aos fenômenos decorrentes das revoluções tecnológicas. As juventudes do mundo digital usufruem da abundância de comunicação e informação. Mas, onde poderia se consolidar um espaço de participação e organização prospectiva, predomina a superficialidade, o vazio e a perda do bom senso com a realidade.
A opinião que prevalece entre estudiosos e pesquisadores sobre essa temática social é que a juventude beneficiária da revolução tecnológica perdeu o idealismo utópico, tornou-se pragmática. A exposição crescente, prolongada e contínua no mundo virtual, com toda a sofisticação de programações e condicionamentos neuro-cerebrais consumistas, vêm tornando a juventude mais alienada. É a juventude que se caracteriza pelo jargão “Tudo ao mesmo tempo”, celular, iPod, computador e videogame estão virando, praticamente, uma extensão de corpo e dos sentidos.
Em especial, Melucci assinala que a juventude contemporânea em meio à diversidade tem que buscar novos caminhos com cautela, percebendo que a definição e o reconhecimento de limites pessoais e externos é a chave para se mover em qualquer direção.