I. BÖLÜM
2.2. Yiyecek İçecek İşletmelerinde Kaliteye Yönelik Çalışmalar
2.2.2. ISO 22000 GGYS Hakkında Genel Bilgiler
3.4.1. Entrevista narrativa
A etapa anterior, de pré-teste, bem como a utilização do referencial teórico, deram ensejo ao, e aperfeiçoamento, do roteiro de entrevista (Figura 6) já citado anteriormente. Adicionalmente, a pesquisadora adotou a estratégia de Diário de campo, para registros de impressões a serem posteriormente utilizadas na análise. Esse diário foi compilado em escritos em um caderno e com uso de gravador para registro das impressões da
pesquisadora logo após as entrevistas ou em ocasiões que se fizessem necessárias. Nesse sentido, o papel do gravador aumentou o poder de registro, não apenas das entrevistas, mas de todo o processo de pesquisa.
Foi uma média de quatro contatos com cada participante. O menor número de encontros com um participante foi três (em um primeiro contato foi explicada a pesquisa e já se realizou a entrevista e fotos, em um segundo contato se fez os questionamentos e validação da entrevista e elucidação dos motivos das fotos e terceiro contato se realizou a devolutiva), e o maior número de encontros foi oito. Quanto à duração, as entrevistas narrativas (gravadas) mais longas duraram uma hora e trinta e dois minutos, e as mais curtas duraram 23 minutos. A maior parte das entrevistas durou por volta de 44 minutos.
O procedimento-padrão para a realização das entrevistas consistia em a pesquisadora, antes de o processo começar, disponibilizar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE (Apêndice III) para que o participante pudesse ler e assinar, dando anuência formal ao processo. Vale salientar que não foi necessária adaptação específica para as necessidades dos participantes.
Então, a entrevista começava com a pesquisadora apresentando a folha em branco e explicando a técnica da linha do tempo (Levenfus, 2010). Ao todo, oito pessoas pediram para não realizar a técnica da linha do tempo. Porém, em todas as situações de entrevista foi mantida a explicação da técnica, de modo a manter as mesmas condições de aplicação para todos os participantes. O Anexo II traz alguns exemplos das linhas do tempo registradas.
As entrevistas foram transcritas na íntegra. Durante o processo de transcrição, foram colocadas as pontuações (vírgulas, pontos finais, reticências, entre outros) para facilitar o entendimento do leitor acerca da ideia central do material transcrito.
3.4.2. Criação fotográfica
Durante a explicação da pesquisa para as pessoas, os maiores questionamentos eram em relação às fotos no ambiente de trabalho; elas não queriam ser identificadas, não queriam sair nas fotos e, principalmente, afirmavam que não sabiam o que iriam fotografar. Em resposta a tais demandas, a pesquisadora explicava qual o objetivo das fotos, reforçava que poderia ser utilizado recurso de “embaçamento”, caso elas fossem fotografadas, e ninguém seria identificado nem exposto.
As fotografias funcionaram como uma continuidade da narrativa da história profissional, tomando por base fotos da situação presente e da atividade atual de trabalho. Ao final das entrevistas, os participantes geralmente falavam “e hoje estou aqui”, e era justamente essa situação atual da vida deles em relação ao trabalho, com seus sentidos, significados e impedimentos que seria o alvo das fotografias.
Compreende-se que as fotografias, em si próprias, possuem um caráter temporal, visto que o que ali é emoldurado tem um antes e um depois, de modo que não apenas a imagem e os conteúdos que estão na imagem são importantes, mas todo o contexto de situações rememoradas pelo sujeito que vivenciou tais situações. Nesse sentido, a utilização da fotografia serve como estruturante de uma narrativa sobre a atividade.
Os contatos prévios e a entrevista funcionaram também como um meio para sensibilizar o sujeito na preparação para fotografar. As fotografias podiam ser realizadas por meio de câmera ou dispositivo do tipo celular e foi combinado com cada participante para que este buscasse extrair fotos com uma resolução adequada. Os participantes tinham até 15 dias para preparar as fotografias; contudo, esse período dependia da disponibilidade do mesmo. Os participantes eram livres para escolher onde, quando, como e quantas fotografias seriam feitas, eles próprios ou outra pessoa poderia fotografar, desde que
fossem eles os responsáveis pela escolha do conteúdo representado.
Na prática, ocorreram algumas variedades de situações e disposições para a realização das fotos. Alguns participantes, logo após a entrevista, já tinham ideias de quais fotos tirar; outros participantes afirmavam não ter ideias: eles até sabiam falar sobre os pontos positivos e negativos, mas não sabiam como colocar em fotos.
O processo de criação fotográfica gerou novos diálogos, novas narrativas, novos sentidos atribuídos à atividade concreta e às situações de trabalho, e demonstrou os impedimentos e estratégias de enfrentamento desses impedimentos. Quatro pessoas não conseguiram realizar as fotografias, afirmando não ter tempo para fotografar. Duas dessas pessoas, no dia marcado para apresentação das fotos, preferiam manter os pontos positivos/negativos apenas na narrativa (dada na entrevista).
Na prática, as narrativas sobre as fotografias fluíram tranquilamente com a maior parte dos participantes (nove pessoas), sem necessariamente remeter a todos o questionamentos presentes no roteiro. A partir do comando “fale-me sobre essa fotografia”, as pessoas falavam sobre como foi o processo fotográfico, o motivo de escolha da imagem, o que ela representava e falavam sobre sua atividade e tarefa. Com os devidos incentivos e questionamentos, as pessoas evidenciaram as contradições entre atividade prescrita e o real da atividade, demonstrando os impedimentos e as estratégias de manejo (quando havia) com as situações impedidas.
Ao final do processo fotográfico, alcançou-se o número de 58 fotografias contando com as fotos de todos os participantes. O menor número de fotografias por participante foi dois, embora algumas fotografias esboçassem o mesmo conteúdo de ângulos diferentes e o maior número de fotografias foi oito.
Foi combinado que as fotos apresentadas à pesquisadora não seriam reveladas antes do final de todo o processo de pesquisa, quando então (pesquisador – participante) decidiriam qual o destino das mesmas. Por sugestão de um dos participantes, surgiu a ideia de fazer uma cartilha para a universidade, chamando atenção para algumas das dificuldades mais comuns enfrentadas por eles. A ideia foi bem aceita pelos participantes, desde que lhes fosse garantido o anonimato, devendo ser utilizado apenas fotos dos ambientes. Tal cartilha fica como produto posterior a dissertação.