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HAKİM DURUMUN KÖTÜYE KULLANILMASININ SONUÇLARI

B. Tüketiciyi İstismar Edici Kötüye Kullanma

II. HAKİM DURUMUN KÖTÜYE KULLANILMASININ SONUÇLARI

A tecnologia foi apontada pelos professores como forte aliada para as mudanças necessárias ao currículo, a partir de um uso efetivo na formação profissional do alunado.

Para o Professor Dois:

As informações hoje são facilitadas por meio da tecnologia, dos recursos.

E para o Professor Um:

Mas, não adianta ter a tecnologia em sala de aula e não utilizá-la corretamente.

embora, não tenha deixado claro o que o ele considera uso correto.

Para o Professor Onze, o foco da ETEP é a tecnologia e para o Professor Dezessete a escola deve promover uma reformulação no currículo a cada dois anos para que esse não fique defasado em relação à tecnologia que a indústria está usando.

O Professor Treze, na escola há dez anos, relata que inicialmente não tinha informática nos cursos de Mecânica:

Hoje todos os cursos têm essa disciplina e o aluno não avança na carreira, se não souber o pacote Office.

A Coordenadora I lembra de episódios em que até “segurou na mão de alunos” para que eles pudessem usar o mouse, na disciplina de Introdução à Informática:

Na apostila da disciplina Introdução à Informática, tinha uma instrução para colocar o cursor na tela: vi alunos colocando o

mouse na tela, tamanha era o desconhecimento da ferramenta.

Hoje a situação é bem diferente, embora ainda seja necessária essa disciplina introdutória.

Entretanto, mesmo com a oferta de uma disciplina introdutória de Informática, “a lógica de uso da tecnologia em horários específicos e em espaços delimitados, o que dificulta a integração dessa tecnologia ao desenvolvimento do currículo e ao florescimento da cultura digital” (ALMEIDA; PRADO, 2008, p.5) é contrariada, segundo os Coordenadores.

Percebe-se pelo relato dos docentes, que parte dos alunos dos cursos técnicos já estão integrados ao mundo da cultura digital, principalmente pelo tipo de atividades praticadas pelos professores em sala de aula. No entanto a escola ainda registra o maior número de atendimento presencial na Central de Atendimento aos alunos desses mesmos cursos técnicos, sendo que os alunos de outros cursos e níveis de ensino já fazem quase tudo via web, desde a rematrícula, até solicitações de documentos, além de consultas à vida acadêmica e ao portal do aluno.

O Professor Vinte e Dois usa o Google e o Teach Tube em sala de aula, desde que todas as salas e laboratórios em que ministra aula foram equipados com data show e os computadores ligados à internet.

É uma ferramenta poderosa para a atualização imediata do currículo.

O Professor B considera “fantástica” a internet na sala de aula, mas, se preocupa com o “copia e cola” dos alunos ao realizarem o seu trabalho. Exige que seus alunos leiam e formatem seus textos de acordo com normas pré-estabelecidas, antes de entregarem seus trabalhos. Também orienta seus alunos a pesquisarem em fontes confiáveis.

Os Professores Vinte e Um e Vinte e Dois relatam usarem exemplos do dia a dia dos alunos para ajudá-los a se inserirem no contexto do mercado de trabalho e da tecnologia: alarme da moto, catraca de ônibus, entre outros exemplos. Outro recurso que ambos usam são trechos de filmes.

A Professora Vinte e Quatro usa recursos tecnológicos mais velhos para comparar com os novos, como por exemplo: Controladores Lógicos Programáveis (CLP), aparelhos celulares, computadores, máquinas fotográficas, entre outros exemplos, para que os alunos possam fazer comparações e ver o quanto há de evolução na tecnologia em pouco tempo de uso.

Para o Professor C, houve uma mudança no viés do curso. Hoje a escola ministra um curso com viés de gestão:

A tecnologia favoreceu a mudança do viés do curso de “mão na massa” para gestão, pois vivi em outra época na escola, quando usava equipamentos para mostrar os processos. Hoje uso

softwares de simulação e o tempo que era gasto com a ”mão na

massa” é usado para passar aos alunos o viés de gestão, tão necessário e exigido pelo mercado de trabalho, através de ferramentas tecnológicas.

Essa ideia é corroborada por Martino:

As inovações tecnológicas modificam o perfil do trabalho e do emprego; o ambiente globalizado acarreta novos formatos de empresa e formas de gestão, como contratos temporários, terceirizações, organizações virtuais, projetos transnacionais, etc...o ensino profissional absorve muito mais rapidamente essas recentes transformações e muda consideravelmente de perfil em relação a sua origem, quando atendia uma necessidade de qualificação básica (MARTINO, 2006, p.12).

O perfil atual de boa parte dos alunos formados pelos cursos técnicos oferecidos pela ETEP é de profissional gestor, autônomo, que gerencia processos e, que não, necessariamente, os executa. O técnico executor de processo deu lugar a um técnico gestor, que conhece os processos suficientemente para exigir a perfeita execução, por seus subordinados, além de saber utilizar diferentes tecnologias e integrá-las às atividades profissionais conforme necessidades e características da atividade e das tecnologias disponíveis.

Ao se comparar com o histórico da educação profissional no Brasil, esse fato acima relatado pelo Professor C é um grande avanço.

Em virtude da rígida separação entre planejamento, supervisão e controle de qualidade, de um lado, e execução de tarefas previamente definidas e bem delimitadas de outro, quase não havia margem de autonomia ao trabalhador engajado na linha de produção. Assim, o monopólio do conhecimento técnico e organizacional quase sempre cabia apenas aos trabalhadores de nível gerencial. Nesse contexto, a baixa escolaridade da massa trabalhadora sequer era considerada grave obstáculo para o desenvolvimento econômico da nação (CORDÃO, 2005, p. 46).

Essa situação mudou muito, na opinião dos professores, pois os técnicos são formados para serem gestores dos projetos e processos, e não meros executores de tarefas desconexas e sem sentido.

O Professor Quatro, embora considere muito importante a inserção da tecnologia nas aulas “reclama” pela necessidade de mais tempo disponível para prepará-las, pois afirma que gasta de quatro a seis horas para integração de mídias, ao preparar uma sessão (quatro horas aula). O Professor A alerta para o cuidado que se deve ter ao introduzir uma nova tecnologia ao curso, sendo necessário esperar que ela se “firme” primeiro.

Caso semelhante, conforme texto abaixo, é percebido quando as escolas implantam ambientes virtuais de aprendizagem, fazendo-se necessário a autorregulação do tempo dedicado às atividades extraclasse.

O “desenvolvimento sustentado” deste tipo de exploração das TIC na educação implica o desenvolvimento de competências de auto-regulação que por vezes professores e alunos não possuem. No caso a que nos temos vindo a reportar, foi notório por um lado o forte envolvimento e entusiasmo do professor em causa, de que é indicador o registro dos acessos e das actividades realizadas pelo mesmo na plataforma, os quais permitem identificar um elevadíssimo número de horas online para além de revelarem a necessidade de disponibilizar muitas horas quer aos fins de semana, quer durante noites e madrugada, na dinamização deste espaço virtual (LOPES; GOMES, 2007, p. 237).

Ao término dessa pesquisa, a escola estava em processo de implantação do uso de um portal educacional:

Estamos em pleno processo de implantação do uso de um portal educacional, que prevê utilização de ferramentas de ensino a distância no ensino presencial.

A questão da tecnologia atuando na atualização do currículo, com certeza está em pleno desenvolvimento, como observa o Coordenador B.

Benzer Belgeler