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Haftalık internete ayrılan süreler öğrencilerin başarı durumlarını etkilememiştir (p>.01)

A oficina foi realizada em sala de aula com 40 alunos que participariam da visita ao MCC. Mediante a ajuda do professor Flávio, o mesmo foi às salas de 1° e 2° ano do ensino médio regular e convidou os alunos que iriam para o MCC e os reuniu em uma sala só. Uma sala equipada com carteiras, lousa, ventilação, montamos nosso material da oficina com os slides27 que daria mais dinâmica ao processo.

Começamos nossa apresentação pessoal, da pesquisa e da turma e damos início a oficina que teve como base o plano de aula28 elaborado anteriormente. Os alunos se mostraram bastante interessados e comunicativos. Com perguntas sobre quem já havia conhecido um museu antes ouvimos da maioria da sala que sim, que já haviam conhecido um museu antes. E quando perguntando o que eles achavam que era um museu ouvimos as seguintes respostas: “lugar que tem coisa do passado”, “que tem

coisas de rico”, “lugar que fala da história do Brasil”, “lugar que tem quadros e

esculturas”, “lugar que tem a cultura do povo”, dentre outras respostas.

E quando perguntamos quem gostava de ir ao museu poucos alunos levantaram a mão. Fomos audaciosos em perguntar por que a grande maioria não gostava de ir a um museu, mas ninguém quis dar esta resposta. Respeitamos este direito em não dar respostas e damos continuidade a oficina. Percebemos aqui que a grande maioria já havia visitado um museu antes, também tinham suas opiniões sobre o que tinha e se encontrava num museu, porém a grande maioria não se interessava em ir visitar um museu.

Várias são as razões que fazem o indivíduo não gostar ou ter o hábito de visitar um museu, como vimos no primeiro capítulo deste trabalho, a historicidade do museu também compactuou com isso. Mas não nos deteremos aqui em saber os motivos e porquês desta distancia entre o visitante e o museu na atualidade. Mas destacamos a presença deste não afeto dos alunos de nossa pesquisa com o museu neste primeiro momento.

Iniciamos os conceitos básicos sobre o que era o museu o relacionando com seus objetivos de existências, as formas com que se trabalha, para que serve e sua relação com a produção de conhecimento, com a educação. Sua relação com o passado e o presente, e estas com nossas atitudes e exercícios da cidadania, pois o museu tem o

27

Ver apêndice B. 28 Ver apêndice A.

exercício de “reconhecer o papel ativo do sujeito, que reconhece e transforma e realidade; considera-se o processo educacional como responsável pela formação do cidadão, que deve reconhecer no seu patrimônio um referencial para o exercício da cidadania” (SANTOS, 2008, p.36).

Colocamos a existência do museu e o seu trabalho com a historicidade, e consequentemente, no caso do MCC com a cultura, a relação do individuo como sujeito ativo no processo de transformação da história no presente para o futuro. E de se identificar, conhecer e reconhecer o que pode estar presente nas salas de exposição.

Com perguntas sobre os esclarecimentos dados sobre o museu a turma concordou que estavam compreendendo as conversa. Continuamos em prosseguimento com o estudo do objeto gerador. O exercício em refletirmos um objeto partiu das ideias

de Holanda () conforme vemos no plano de aula. E o uso do objeto como já foi

esclarecido aqui foi o copo descartável.

Plana sobre a lousa a imagem do copo descartável e quando perguntamos o que eles vêm naquele objeto várias respostas surgem como: “um copo descartável”

“serve para beber água”, “serve para beber refrigerante”, “adote um copo”, “suja e polui a natureza”, “demora muito tempo para se decompor”, dentre outras repostas.

A partir de então desenvolvemos um diálogo coletivo da relação que temos com o copo descartável no nosso cotidiano. A discussão percorreu outros rumos e por conta das próprias falas dos alunos começamos a conversar sobre a poluição na natureza, a reciclagem, e os problemas com o plástico na sociedade atual. Este momento causou euforia entre os alunos, pois todos queriam falar sobre o uso do plástico e a sujeira que ele causa nas ruas. Ressalto que este momento foi muito relevante no desenvolver da oficina e ver os alunos atuantes e participantes no processo de construção dos saberes que estavam fluindo ali.

Quando damos fala aos nossos alunos eles se sentem também atuantes no debate e isto ocorre por que o que levam os alunos a construir saberes numa sala de aula se constitui também do que já conhecem, de suas experiências e conhecimentos prévios. O ato de compartilhar suas experiências com o conteúdo dá surgimento a novos entendimentos a partir da interação entre eles, e a fala é o modo mais imediato desta interação. Como nos diz Catalan (2001) “As pessoas criam significados com base na definição particular que fazem do contexto e em suas experiências prévias em diferentes contextos socioculturais” (2001, p. 53).

Logo estávamos em um debate sobre educação ambiental, os usos e os desusos do plástico e a consciência de seus usos. A partir de então retornamos para a consciência de que um simples objeto por nos remeter a diversos assuntos e significados, o que não ocorre diferente no espaço museológico. Partimos para as noções básicas do mesmo dentro do museu.

Após o diálogo sobre museu e o objeto gerador iniciamos perguntas sobre o que era cultura para os alunos ouvimos das seguintes respostas: “é a arte”, “o

conhecimento do povo”, “o que a gente vai ver no museu” etc. Mas desta vez somente

4 alunos falaram e sendo instigados a expor mais opiniões sobre o que seria cultura, a maioria alegou não saber dar significados sobre cultura. Não explicamos ainda o que seria cultura e já partimos para a pergunta do que seria patrimônio cultural.

A opção em não trabalhar com a turma os conceitos básicos sobre cultura após suas respostas e não respostas e já partirmos para a pergunta seguinte sobre o que seria patrimônio cultural se deu por que não queríamos influenciar a resposta da segunda pergunta. Gostaríamos que a resposta partisse daquele próprio momento.

As respostas sobre patrimônio cultural também foi respondida pela maioria dos alunos: “meu bairro”, “as quadrilhas do nordeste”, “o museu”, “Juazeiro do Norte”, “os prédios antigos”, “a praça central de Maranguape”, “nossa escola”. Respostas bem intrigante para quem a pouco tempo tinha dito que não sabia o que era cultura, mas reconhecia o que era patrimônio cultural.

Percebemos que o significado de cultura não estava associado ao de patrimônio cultural. E que a cultura para alguns ainda era algo distante, algo em que eles não tinham se apropriado, ou simplesmente algo que achavam que não tinham ou faziam. Como vimos no primeiro capítulo deste trabalho, segundo Durham (1984) A cultura ainda é para a maioria da população algo intangível ou como algo elitista. E que esta distancia com seu real significado os afasta de saber que todo e qualquer individuo é criador de cultura.

No entanto, se mostraram bastantes sabedores do conceito de patrimônio como vimos nos exemplos. E os significados de patrimônios foram além do material, também imaterial, público e individual. E partiram também de seu local como, por exemplo, da escola, do bairro, da praça, o que nos mostra uma apropriação deles com o que os cerca. Como nos diz Tolentino (2012) as noções de patrimônio devem partir do que nos cerca:

Atualmente, não há como encarar o patrimônio cultural apenas como os monumentos arquitetônicos consagrados, que espelham somente uma veia da herança histórica brasileira. A própria Constituição Federal de 1988, em seu artigo 216, já traz a noção ampliada do que se considera patrimônio cultural: as formas de expressão; os modos de criar, fazer e viver; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; e os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico (TOLENTINO, 2012, p. 49).

Em seguida damos continuidade e traçamos os conceitos básicos de cultura e patrimônio, suas relações e com base nas respostas também conversamos sobre a valorização e consequentemente a preservação. Conforme Tolentino (2012) quando falamos na preservação e valorização do patrimônio cultural, necessariamente entramos na seara da educação, pois a preservação de nossos bens culturais parte de uma prática social. “Uma vez que as comunidades devem ser as grandes protagonistas na seleção do que representa as suas identidades e na preservação de seus valores culturais” (2012, p. 49).

Em seguida procuramos associar estes conceitos com o museu, com as formas que o museu o apresenta e como podemos aprender mais sobre o patrimônio cultural do nosso Estado no museu que iremos visitar. Não nos aprofundamos sobre a exposição que veríamos no MCC e deixamos a curiosidade entrar. Logo em seguida através do slide em projeção lançamos o convite: E agora vamos conhecer o museu cearense?

No processo de desenvolvimento da oficina com a turma de alunos do ensino médio regular do Colégio Estadual Anchieta se mostraram bastante solícitos, participativos e a todo o momento dialogaram conosco suas perguntas, respostas e complementações. Este caráter de participação deixou a oficina dinâmica e ativa onde as conversas obtidas foram além do que foi planejado no plano de aula gerando uma expectativa maior quanto a visita dos mesmos no museu. Pois o objetivo central da oficina era reparar o olhar sobre o espaço que eles iriam conhecer.

Concluímos que a oficina proporcionou um momento válido e significativo. Conforme o plano piloto para este momento conseguimos chegar a nossa meta no desenvolvimento desta oficina com o público visitante do museu e trabalhar os conteúdos previamente elaborados de maneira satisfatória. Concluímos que até nos surpreendemos com a interação e hospitalidade dos alunos e do professor.

Benzer Belgeler