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Had Cezasının Uygulanması İçin Aranan Şartlar

BÖLÜM 1: TARİHSEL TECRÜBEDE İÇKİ VE DİNLERİN İÇKİYE BAKIŞI

1.5 Fıkıh Literatüründe Şarap/İçki İçmenin Cezası

1.5.1 Had Cezasının Uygulanması İçin Aranan Şartlar

A tradição religiosa, tanto judaica como cristã, sempre atribuiu a Isaías a autoria dos sessenta e seis capítulos de seu livro, mas a Crítica Literária aplicada à Bíblia, argumenta que o livro que leva o seu nome é divido em três partes, cada qual composta em períodos diferentes por profetas anônimos.

Segundo a Crítica Literária, a primeira parte (cap. 1 a 39) é atribuída ao Proto-Isaías (Primeiro Isaías) e teria sido composta no século VIII a.C., isto é, durante o tempo de vida do próprio Isaías. A segunda parte (cap. 40 a 55) é atribuída ao Dêutero-Isaías (Segundo Isaías) e teria sido escrita por volta do fim do século VI a.C., no final do Exílio da Babilônia (538 a.C.). A terceira e última parte (cap. 56 a 66) é atribuída ao Trito-Isaías (Terceiro Isaías) e teria sido composta em torno de 520 a.C.6 Segundo Aron Thalenberg, a posterior canonização do livro de Isaías, ao que parece, deu-se por volta do fim do período de dominação do Império Persa ou uma ou duas gerações posteriores.7

Os capítulos um a dez, que pertencem à primeira parte, compreendem vários temas: oráculos contra os pecados de Jerusalém (cap. 1a 3), oráculo sobre o Rebento do Senhor (cap. 4), cântico e maldições (cap. 5), vocação profética de Isaías (cap. 6), ações de Isaías junto ao rei Acaz e oráculos sobre a invasão assíria (cap. 7), oráculos sobre salvação (caps. 8 e 9) e oráculos diversos (cap. 10).

Segundo os teólogos, o trecho do capítulo 6.1 ao capítulo 9.6 compreende o chamado

Livro do Emanuel, no qual há uma profecia sobre o nascimento de um descendente davídico

(7.14 e 9.1-6) que traria salvação ao povo escolhido, Israel. Esta profecia seria interpretada de modo diverso por judeus e cristãos.8 A mensagem profética de Isaías inclui várias críticas

5

Cf. Bright, 1980, pp. 390-393; Sellin e Fohrer, 1978, pp. 545-546 e Gottwald, 1988, pp. 355-357.

6 Cf. Sellin e Fohrer, 1978, pp. 544-583; Mackenzie, 1984, pp. 449-455; Gabel e Wheeler, 1993, p. 100; TEB, 1997, pp. 589-599; BJ, 1995, pp. 1338-1341; Johnson, 1995, p. 84 e A. Thalenberg, História Cultural

Judaica: Época Bíblica, 1994, pp. 15-16.

7

Cf. Thalenberg, 1994, p. 16. 8

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como: o comportamento censurável de Judá e sua infidelidade a Iahweh e tal realidade são reflexos da baixa moral, da falta de fé, do desrespeito aos direitos dos pobres, do apego excessivo aos bens materiais e de outras práticas condenáveis de acordo com a ótica da pregação profética desse período.9

Os capítulos um a trinta e nove, podem ter sido compostos pelo próprio Isaías ou por seu círculo de discípulos. Em termos de linguagem, o trecho escolhido apresenta uma forma homogênea, apesar de que há trechos que os estudiosos acreditam serem posteriores à época de Isaías (Is 13.1-14 e 23; 15-16; 19; 21; 23; 24-27; 33-36 e 39).10 Segundo os estudiosos, o idioma do livro é classificado como pertencente ao período do Hebraico Clássico ou Hebraico Pré-Exílico que fora utilizado pelos escritores bíblicos entre o século X a VI a.C.11

Uma visão divergente sobre a autoria dos capítulos de um a trinta e nove é proposta por Yehezkel Kaufmann, que defende a idéia de que os trechos assinalados pertencem à própria época do profeta e escritos pelo próprio ou por seus discípulos imediatos.12 Ainda, a coletânea de profecias contida nos capítulos um a doze, de acordo com Kaufmann, foi escrita durante os vinte ou vinte e cinco anos de ministério do profeta (do reinado de Ozias ao de Ezequias) e selecionada e ordenada pelo próprio.13

Os dez primeiros capítulos do livro de Isaías, provavelmente, surgiram no período em que vivia o próprio profeta em Judá por volta do século VIII a.C. Os estudiosos argumentam que os relatos proféticos eram compostos logo após os pronunciamentos orais do profeta. Assim, é possível que as palavras de Isaías contidas nos dez primeiros capítulos sejam o registro original dos pronunciamentos proferidos por ele próprio.14 Outros eruditos argumentam que o espaço de tempo dos ditos proféticos e o registro escrito dos mesmos não era grande e que logo após os discursos do profeta, os seus discípulos já os escreviam, pois

Ezequias, enquanto os cristãos interpretam o texto com conotações messiânicas e aplicando-o a Jesus de Nazaré, o Messias dos cristãos (para um comentário similar cf. TEB, 1997, p. 611, notas o e q e BJ, 1995, p. 1370, nota x). Outros acreditam ainda que o menino é um dos filhos do próprio Isaías (cf. bibliografia na nota 2).

9 Cf. Bright, 1980, p. 389 e Gottwald, 1988, pp. 355-356. 10

Cf. Sellin e Fohrer, 1978, pp. 551-556 e Fohrer, 1993, p. 310.

11 Cf. A. Sáenz-Badillos, A History of the Hebrew Language, 1997, pp. 68-75 e C. Rabin, Pequena História da

Língua Hebraica, 1973, pp. 42-46.

12

Cf. Y. Kaufmann, A Religião de Israel: do Início ao Exílio Babilônico, 1989, pp. 382-388. 13

Ibidem, 1989, p. 388. 14

havia a idéia de que a palavra falada tinha mais eficácia se fosse passada para a forma escrita.15 Na época do Exílio da Babilônia, foram reunidos os textos proféticos que remontavam a Isaías. A composição do capítulo um ao trinta e nove de seu livro, na forma que se encontra hoje na Bíblia Hebraica, provavelmente já estava definida por volta do século V a.C. ou um pouco mais tarde, no século IV a.C. Segundo os estudiosos, Jesus ben Sirac, o autor do livro do Eclesiástico/Sirácida, que escreveu sua obra por volta de 180 a.C., já conhecia em seus dias a forma atual do livro de Isaías.16

Em 1947 foram descobertos na primeira gruta de Hirbet Qumran, no deserto da Judéia, Israel, dois manuscritos do livro de Isaías. O primeiro é conhecido como o primeiro rolo de

Isaías da primeira gruta de Hirbet Qumran (1QIsa

) datado entre 202 e 107 a.C. e o segundo como o segundo rolo de Isaías da primeira gruta de Hirbet Qumran (1QIsb) datado do século I a.C. O primeiro manuscrito, que está completo, possui um texto que difere em muitos pontos do livro que consta hoje na Bíblia Hebraica. O segundo rolo, que está em estado fragmentário, por outro lado, é similar ao atual livro bíblico de tradição massorética.17

15

Cf. Sellin e Fohrer, 1978, pp. 537-539.

16 Cf. Sellin e Fohrer, 1978, pp. 556-557; Mackenzie, 1984, p. 449; Gottwald, 1988, pp. 26 e 114; TEB, 1997, pp. 598-599 e BJ, 1995, p. 1341.

17 Cf. E.R. Brotzman, Old Testament Textual Criticism: A Practical Introduction, 1994, p. 88; P. Kyle McCarter Jr., Textual Criticism: Recovering the Text of the Hebrew Bible, 1986, p. 90; E. Tov, Textual

Criticism of the Hebrew Bible, 1992, pp. 30-31, 103, 109, 111-113 e 115; E. Würthwein, The Text of the Old Testament: An Introduction to the Biblia Hebraica, 2 ed., 1995, pp. 14, 33, 152 e 156 e J. Weingreen, Introduction to the Critical Study of the Text of the Hebrew Bible, 1982, reimpr. 1998, p. 35.

PARTE III

A MASSORÁ:

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CARACTERÍSTICAS

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1. A Massorá: Definições

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