2.2. Aluminyum Esaslı Đntermetalik Bileşikler
3.2.2. Hacim yanma sentezi (VCS)
Em seu livro entitulado “O mito da cidade global: o papel da ideologia na produção do espaço urbano”, João Whitaker Ferreira recorre à teoria da “Máquina de Crescimento Urbano”, concebida por Logan e Molotch, para tentar explicar as raízes da transformação urbana ocorrida em São Paulo, que se aplicaria também à grande parte de nossas metrópoles. Ferreira argumenta que,
se as cidades-globais são de fato pensadas mais em função da demanda imposta pelos interesses do capital globalizado, isto entretanto não elimina o fato de que essas cidades também devem ser construídas por alguém, o que implica dinâmicas internas em torno da produção capitalista da construção da cidade. (Ferreira, 2007:
150) (grifo do autor)
A teoria ajuda a explicar de que forma “os fenômenos macro-econômicos são apropriados em favor dos atores imobiliários locais mais poderosos.” (Ferreira, 2007: 151) A teoria de Logan e Molotch se baseia no entendimento da cidade, não só como reflexo da relação entre capital e trabalho, mas também como espaço de conflitos entre aqueles que usam a cidade como valor de uso (para morar), ou como valor de troca (como mercadoria). Ferreira aponta que, no Brasil, a cultura do investimento imobiliário faz como que o valor de troca prevaleça em função do valor de uso.
Dentre as perguntas colocadas pela teoria sobre para quê se governa a cidade, a resposta que se dá é que se governa para transformar a cidade em uma máquina de crescimento que deverá produzir ganhos. A principal característica da “máquina de crescimento” é que seu crescimento depende do Estado como promotor da valorização urbana e a este é delegado o papel de implementar políticas que intensifiquem usos do solo que beneficiem o setor privado. No Brasil, Ferreira considera que a ideologia das cidades-globais é utilizada como justificativa para os interesses da “máquina de crescimento”.
“ A “máquina de crescimento” é, antes de tudo, um fantástico instrumento de canalização dos fundos públicos em favor de uma apropriação privada dos ganhos que o espaço propicia.” (Ferreira, 2007: 153) O governante local deverá, portanto, representar os interesses dos proprietários de terra, empreendedores, empresários e deverá estar fortemente associado às elites. No Brasil, trata-se de prática corriqueira, conforme já apresentado acima. Logan e Molotch constroem a teoria observando
processos de urbanização ocorridos nos EUA que, com algumas cautelas, pode ser aplicada ao Brasil.
A teoria da “máquina de crescimento” revela que as teorias liberais colocadas pelas cidades-globais, só são possíveis às custas do envolvimento e proteção do Estado. A retirada do Estado, prevista na agenda neo-liberal é, portanto, “retórica” no contexto da nova configuração urbana da cidade-global.
Os teóricos enfatizam também que, para que aconteça a transformação de uma cidade em uma “máquina de crescimento”, é essencial que haja consenso entre as elites e a sociedade, sendo isso conquistado a partir de um intenso trabalho de convencimento ideológico feito pela elite. O convencimento da população se dá a partir do argumento de que o crescimento da cidade irá beneficiar a todos os grupos sociais, trazendo-lhes empregos, fortalecendo sua base tributária e produzindo recursos para a ampliação das políticas sociais. É o desejo de desenvolvimento que cria consensos.
Comparando a teoria da “máquina de crescimento” com a teoria das “cidades-globais” Ferreira salienta que
a diferença é que agora percebe-se, na ótica da “máquina de crescimento” que a verdadeira influência no novo cenário econômico sobre as cidades se dá não na sua conformação, mas sim sobre as dinâmicas de sua produção. Trata-se de um processo que lança mão de coalizões por parte das elites fundiárias, imobiliárias, políticas, que possibilitam a apropriação de fundos públicos para alavancar lucros urbanos privados graças à utilização ideológica das supostas imposições de competitividade da economia global. (Ferreira, 2007: 156)
No Brasil, o argumento da competitividade urbana surge a partir da concessão de subsídios a novos empreendedores, o que tem configurado o que chamamos de “guerra fiscal”. Importante ressaltar que esta “guerra fiscal” se dá não somente na concessão de subsídios diretos, mas também na isenção de tributos, e na permissividade da legislação de uso do solo e na facilitação dos processos de licenciamento municipal e estadual. A promessa da geração de empregos é o mais forte argumento que tem motivado os mais distintos segmentos sociais a apoiar tais políticas. Entretanto, conforme apresenta Ferreira, o resultado da atração de empreendimentos não tem gerado expressivo número de empregos, sendo que os custos sociais decorrentes de tais subsídios têm impactado definitivamente a arrecadação dos municípios.
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1.4
“Urban Growth Machine”
Em seu livro entitulado “O mito da cidade global: o papel da ideologia na produção do espaço urbano”, João Whitaker Ferreira recorre à teoria da “Máquina de Crescimento Urbano”, concebida por Logan e Molotch, para tentar explicar as raízes da transformação urbana ocorrida em São Paulo, que se aplicaria também à grande parte de nossas metrópoles. Ferreira argumenta que,
se as cidades-globais são de fato pensadas mais em função da demanda imposta pelos interesses do capital globalizado, isto entretanto não elimina o fato de que essas cidades também devem ser construídas por alguém, o que implica dinâmicas internas em torno da produção capitalista da construção da cidade. (Ferreira, 2007:
150) (grifo do autor)
A teoria ajuda a explicar de que forma “os fenômenos macro-econômicos são apropriados em favor dos atores imobiliários locais mais poderosos.” (Ferreira, 2007: 151) A teoria de Logan e Molotch se baseia no entendimento da cidade, não só como reflexo da relação entre capital e trabalho, mas também como espaço de conflitos entre aqueles que usam a cidade como valor de uso (para morar), ou como valor de troca (como mercadoria). Ferreira aponta que, no Brasil, a cultura do investimento imobiliário faz como que o valor de troca prevaleça em função do valor de uso.
Dentre as perguntas colocadas pela teoria sobre para quê se governa a cidade, a resposta que se dá é que se governa para transformar a cidade em uma máquina de crescimento que deverá produzir ganhos. A principal característica da “máquina de crescimento” é que seu crescimento depende do Estado como promotor da valorização urbana e a este é delegado o papel de implementar políticas que intensifiquem usos do solo que beneficiem o setor privado. No Brasil, Ferreira considera que a ideologia das cidades-globais é utilizada como justificativa para os interesses da “máquina de crescimento”.
“ A “máquina de crescimento” é, antes de tudo, um fantástico instrumento de canalização dos fundos públicos em favor de uma apropriação privada dos ganhos que o espaço propicia.” (Ferreira, 2007: 153) O governante local deverá, portanto, representar os interesses dos proprietários de terra, empreendedores, empresários e deverá estar fortemente associado às elites. No Brasil, trata-se de prática corriqueira, conforme já apresentado acima. Logan e Molotch constroem a teoria observando
processos de urbanização ocorridos nos EUA que, com algumas cautelas, pode ser aplicada ao Brasil.
A teoria da “máquina de crescimento” revela que as teorias liberais colocadas pelas cidades-globais, só são possíveis às custas do envolvimento e proteção do Estado. A retirada do Estado, prevista na agenda neo-liberal é, portanto, “retórica” no contexto da nova configuração urbana da cidade-global.
Os teóricos enfatizam também que, para que aconteça a transformação de uma cidade em uma “máquina de crescimento”, é essencial que haja consenso entre as elites e a sociedade, sendo isso conquistado a partir de um intenso trabalho de convencimento ideológico feito pela elite. O convencimento da população se dá a partir do argumento de que o crescimento da cidade irá beneficiar a todos os grupos sociais, trazendo-lhes empregos, fortalecendo sua base tributária e produzindo recursos para a ampliação das políticas sociais. É o desejo de desenvolvimento que cria consensos.
Comparando a teoria da “máquina de crescimento” com a teoria das “cidades-globais” Ferreira salienta que
a diferença é que agora percebe-se, na ótica da “máquina de crescimento” que a verdadeira influência no novo cenário econômico sobre as cidades se dá não na sua conformação, mas sim sobre as dinâmicas de sua produção. Trata-se de um processo que lança mão de coalizões por parte das elites fundiárias, imobiliárias, políticas, que possibilitam a apropriação de fundos públicos para alavancar lucros urbanos privados graças à utilização ideológica das supostas imposições de competitividade da economia global. (Ferreira, 2007: 156)
No Brasil, o argumento da competitividade urbana surge a partir da concessão de subsídios a novos empreendedores, o que tem configurado o que chamamos de “guerra fiscal”. Importante ressaltar que esta “guerra fiscal” se dá não somente na concessão de subsídios diretos, mas também na isenção de tributos, e na permissividade da legislação de uso do solo e na facilitação dos processos de licenciamento municipal e estadual. A promessa da geração de empregos é o mais forte argumento que tem motivado os mais distintos segmentos sociais a apoiar tais políticas. Entretanto, conforme apresenta Ferreira, o resultado da atração de empreendimentos não tem gerado expressivo número de empregos, sendo que os custos sociais decorrentes de tais subsídios têm impactado definitivamente a arrecadação dos municípios.
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A competitividade entre cidades para atrair investimentos tem se concentrado não só na atração de indústrias e comércios de grande porte, mas também de empreendimentos residenciais de luxo, os chamados loteamentos fechados. Estes loteamentos fechados de luxo oferecem como promessa, a atração de moradores/consumidores de maior poder aquisitivo, maior status, que potencialmente representariam a qualificação da cidade.
A competitividade urbana se insere como definidora dos rumos do crescimento urbano, como única solução possível para resolver a crise social instalada nas cidades, e desta forma consegue convencer a sociedade que o objetivo da política urbana é viabilizar o crescimento através do favorecimento dos interesses das elites capitalistas.