• Sonuç bulunamadı

2.3. İlahiyat Konuları 1. İspât-ı Vâcip

2.3.2. Esmâ ve Sıfatlar

2.3.2.3. Allah Teâlâ’nın Sıfatları

2.3.2.3.3. Haberî Sıfatlar

O Teste Gestáltico Visomotor de Bender é um dos testes mais tradicionais, que é utilizado em avaliações neuropsicológicas, psicológicas e psicodiagnósticos infantis, para as mais diversas finalidades, ainda que existam sistemas de avaliação que também possibilitam seu uso na avaliação de adolescentes e adultos. Como já foi mencionado anteriormente, existe na literatura uma grande variedade de propostas e metodologias de avaliação para diferentes finalidades (maturidade percepto-motora, avaliações cognitivas, de personalidade entre outras). No entanto, atualmente no Brasil somente o Teste Gestáltico Visomotor de Bender – Sistema de Pontual Gradual (B-SPG) pode ser utilizado para fins diagnósticos uma vez que é o único sistema que está aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), de acordo com a Resolução 002/2003 e que se destina a crianças com idades entre 6 e 10 anos. Os demais sistemas somente podem ser usados para fins de pesquisa.

Neste contexto tornou-se importante ampliar os estudos com o teste a fim de serem validados outros sistemas de avaliação. Como a proposta de Koppitz é a mais conhecida, utilizada e pesquisada seja no Brasil ou no exterior, a primeira ideia do pesquisador foi realizar novos estudos com a mesma. Foi quando se deparou com uma nova versão, o Koppitz-2, que constitui, não só uma revisão da proposta inicial, mas um redesenvolvimento com a ampliação de sua utilização. Segundo o autor, esta nova edição tem cinco usos principais: 1) constatar a presença e o grau de dificuldades visomotoras nos examinandos; 2) identificar candidatos a encaminhamentos para outros tratamentos e diagnósticos mais específicos; 3) verificar a efetividade de programas de intervenção desenvolvidos para corrigir problemas visomotores, que podem interferir não somente nos processos de aprendizagem, mas na vida de pessoa como um todo; 4) como instrumento de pesquisas e 5) colaborar em diagnósticos diferenciais de diversas condições psicológicas e neuropsicológicas ao longo da vida. A ênfase do sistema de pontuação do Koppitz-2 é avaliar a progressão do desenvolvimento quanto à capacidade de eliminar erros específicos na reprodução de figuras. A literatura consultada possibilitou também constatar a importância da capacidade de integração visomotora que pode interferir na vida das pessoas como um todo e não somente nos processos de aprendizagem.

Dessa forma, surgiu a proposta da presente pesquisa, sendo então elaborada uma metodologia, que tinha por finalidade verificar as propriedades psicométricas do Koppitz-2, o que levou à realização de diferentes estudos de validade e fidedignidade, além da normatização. Uma vez que a amplitude de idade do Koppitz- 2 era muito grande, optou-se trabalhar apenas com crianças de 6 a 12 anos, período em que a maturidade percepto-motora se encontra em fase de desenvolvimento. De forma geral, pode-se dizer que foram encontrados coeficientes de validade e precisão de diferentes tipos e com diferentes grupos, que comprovam as suas qualidades psicométricas. Tendo sido encontradas evidências que comprovam a relação positiva entre a idade e a maturidade percepto-motora (integração visomotora, segundo Reynolds), a melhora do desempenho com o avanço da idade; relação com outro instrumento que avalia a mesma característica; com um teste de inteligência não verbal e com o sistema de avaliação original do teste. Em relação à fidedignidade foram obtidos coeficientes adequados de teste e reteste (estabilidade temporal), entre avaliadores e por consistência interna, que confirmaram a qualidade do instrumento, além da análise de itens, que também foi satisfatória.

Uma das dificuldades para a realização deste trabalho foi a quantidade reduzida de artigos publicados sobre o Koppitz-2 na literatura internacional, mesmo o material tendo sido publicado em 2007, e nenhum artigo no Brasil. Esta falta de literatura sobre o teste prejudicou um pouco a discussão, fazendo com que fosse necessário incluir estudos semelhantes aos que foram realizados aqui, mas com outros sistemas de avaliação, limitando as comparações aos estudos descritos no manual do teste. Apesar disso, foi possível verificar que muitos dos resultados desta pesquisa são semelhantes aos dos estudos realizados com sistemas já consolidados, como os de Koppitz, bem como sobre a relação do Bender com a inteligência e da possibilidade de avaliar o desenvolvimento da integração psicomotora. O diferencial deste novo sistema, em que foram incluídas novas figuras, com critérios de avaliação diferenciados em função da idade do examinando, mostra uma necessidade de que toda técnica ou instrumento de avaliação psicológica deveria apresentar: a atualização, não só no sentido de elaboração de novas normas de avaliação, que acompanhem a realidade socioeconômica e cultural da sociedade, mas principalmente buscando ampliar o uso e auxiliar, não só o psicólogo que trabalha com o teste, mas também o examinando que será avaliado, pois, em geral, e especificamente em relação ao Bender Koppitz-2 seu uso se

concentra principalmente na área clinica e de psicodiagnósticos para diversos contextos.

Como tudo que é novo precisa ser analisado e acaba passando por ajustes que têm a finalidade de melhorar o que foi desenvolvido, este trabalho também mostrou a necessidade de, por exemplo, modificar alguns dos critérios de avaliação. Certamente é preciso que sejam realizadas novas pesquisas com o Koppitz-2 para conhecer a opinião de outros pesquisadores em pesquisas com outros grupos, para que se possa aprimorar o instrumento, propondo ajustes nos critérios de avaliação.

É importante pontuar também algumas limitações da presente pesquisa. Entre elas, deve-se citar a necessidade de aumentar os grupos por faixa etária, incluindo principalmente participantes de escolas particulares, uma vez que a maioria de estudos com crianças considera esta questão, pois há evidências na literatura científica brasileira da sua influência nos resultados dos testes. Além disso, o aumento do tamanho da amostra também colabora para sua maior representatividade, ampliando a sua precisão. Em relação aos critérios de avaliação de alguns itens, ficou evidente a necessidade de revisões que forneçam definições mais detalhadas para aumentar sua objetividade.

Novos estudos também devem considerar a ampliação das faixas de idade, uma vez que o Koppitz-2 também pode ser administrado em adultos e idosos. Considerando que a expectativa de vida do brasileiro tem aumentado, cresce também a necessidade de instrumentos que possam auxiliar os profissionais nas avaliações para a população mais velha. Outra frente de estudo é a atualização da pesquisa com os indicadores emocionais do Koppitz-2, ponto este bastante discutido e controverso na literatura, em que os autores adotam posições bastante divergentes de apoio ou de questionamento para este uso, uma razão a mais para que novas pesquisas sejam realizadas com este foco.

Assim espera-se que os resultados desta pesquisa possam auxiliar os psicólogos na única atividade que e privativa de sua profissão, a avaliação psicológica.